12.29.2006

Depois das 4 de la mañana



Futarmazém. Balizas improvisadas com sacos e paletes de mercadoria (paletes movidas com aquelas máquinas com garfos e tudo). Dois para dois. Minis para manter a força de espírito. "Roda bota fora" aos 3. Eu e o meu comparsa heróis da madrugada. Até com o pé esquerdo aleijado os remates cruzados me saíam como não saem quando estou sóbrio.

Irá este desporto despertar a atenção do comentador-mor de desporto da blogosfera? Ou muito me engano, ou daqui a dez anos será desporto Olímpico de Inverno.

De volta às raízes

À família, aos amigos de sempre, ao frio, às borracheiras.

12.16.2006

26

Nunca, desde que tenho por hábito ocupar um parte da blogosfera, assinalei o aniversário do(s) meu (s) blog(s). Nem o vou fazer hoje, que o segundo (ou terceiro?) deste já passou lá para meados de Outubro.

12.14.2006

Foi-se o malvado Pinochet


Esperemos que encontre no Inferno (entre outros) o compañero Che, para não se sentir sozinho.

Decerto serão capazes de entender que há mais a uni-los do que a separá-los. Têm a eternidade para compreender o óbvio.

12.12.2006

Combate de Gigantes

maradona VS Jorge Soares.

Reparai na dupla ironia do título. Maradona(o com maiúsula) é pequeno embora um grande jogador. Jorge Soares não era propriamente pequeno em estatura. É isso sim, um pequeno jogador.

12.10.2006

Um dos meus problemas

É que as pessoas levam sempre a sério o que digo e o que escrevo. Normalmente são pessoas sisudas e que também se levam demasiado a sério. Pensam que têm um lugar especial no mundo, e por isso sentem-se na obrigação de o defender de tipos perigosos como eu.

Um comentário do post que está aqui em baixo fez-me rir um pouco. Não esperava eu próprio vir a sofrer de uma das paródias mais velhas da nossa sociedade. Mas depois preocupei-me. Ninguém põe um comentário daqueles de ânimo leve. Ou então é ignorante e não sabe o que está a dizer.

12.08.2006

No dia

em que os revolucionários forem coerentes, a densidade populacional em África, na América Latina aumentará significativamente. (Na china não se notaria a diferença, e nos países árabes nem sequer contariam para o recenseamento. Revolucionários ou não, seriam sempre cidadãos de segunda).

No dia

Em que todos os revolucionários forem coerentes, a música anglo-saxónica registará um decréscimo de vendas estupidamente brusco.

12.01.2006

Ruídos que vinham da sola do sapato (continuação do post anterior. Parte Vamos lá a ver se agora me deixam terminar)

Ao fim de dois meses já domina pratos e pistas. Ao fim de seis meses é já um conhecedor do Trance, House, Techno, Drum n´Bass. Aplica-se, no entanto, mais no Trance. Com uma poupanças que havia feito desloca-se a Nova Iorque, Londres, Berlim e uma quantas cidades para aprofundar conhecimentos e tornar-se DJ profissional. Quando volta passados seis meses, tem várias ofertas de trabalho, divididas entre discotecas e raves. Aceita tudo o que pode e passa a ser um noctívago que nunca foi.Num ano é o mais requisitado Dj do país.

O sucesso nunca lhe sobe à cabeça, apesar de ter o sangue frio necessário para dar todas as entrevistas necessárias à criação de um culto entre todos os jovens apreciadores da música que faz. A namorada há muito que não faz parte, os amigos são também outros. Os agentes, os fãs que conseguiram aproximar-se, as mulheres que querem fornicar a celebridade, os que esperam borlas, os técnicos de som. O dinheiro não falta, mas M. não se perde por isso. Tolera todos, é usado por quem quer.

As festas correm cada vez melhor, os seus conhecimentos aumentam exponencialmente em cada live act. Naturalmente chega o convite para a rave das raves. M. faz as malas, e sozinho faz a viagem de avião até ao seu destino onde o aguardam e põem a par de todas as informações.

Chega a grande noite. A partir daqui será sempre a descer, mas antes tem muitos milhares de pessoas para animar, para pôr a dançar.

Quando chega a sua vez há já uns milhares de pastilhas a tocar as papilas gustativas. Quando as guitarradas da Immigrant Song atroam o ar do edílico recinto, há quem se julgue apanhado numa brincadeira. Há choros convulsivos. Há trips que começam a tornar-se Bad. Expectativa. O fim aproxims-se, mas de seguida Superunknown! E mais: Tangled Up In Plaid, Anarchy In th U.K, Pet Sematary, N.I.B, Everybody´s Happy nowadays: Rock. Caos. Pouco mais de vinte pessoas regozijam-se.

M. completa e contempla o seu plano. A sua catarse estava finalmente completa. O seu objectivo mais que atingido. Mas antes ainda há-de passar Black Label Society.

11.28.2006

Ruídos que vinham da sola do sapato

M. tem 22 anos e trabalha numa empresa a recibos verdes. A experiência que ganhar aqui servirá para mais tarde formar a sua própria empresa de passeios de Zeppelin. Terminou o 12º ano com facilidade, mas sendo um crítico da vida de estudante universitário, optou por arranjar um trabalho e qualificar-se.

Enquanto passa pelas ruas vê pessoas, fala com algumas (a cidade onde vive não é grande), e pára uma vez ou outra para tabaco e café. A sua namorada de há 3 meses agrada-lhe, mas ambos sabem que não será para durar. Os pais de M. são de classe média, gostam dele, e sempre apoiaram sem grandes perguntas, as escolhas do filho. M. vive sozinho.
Enquanto anda pelas ruas olha a calçada, descobre desenhos novos,cria desenhos diferentes, inverte o branco e o preto, inventa novos desenhos na calçada, aprecia as muitas caras femininas que se cruzam com ele...

Sai à noite, fala e bebe com o pessoal. Interessa-lhe a questão X.

Numa das vezes em que M. passeia pelas ruas, nota numa loja de música, uma bestial mesa de mistura. Tantas pistas, e tantos botões. Num relâmpago decide inscrever-se num curso de som direccionado para o Djaying. Compra a fantástica mesa de mistura. Ao fim de dois meses já domina os pratos e as pistas
------Interrupção----- Por razões bem objectivas mas que não me apetece dissecar aqui, não posso acabar hoje esta porcaria. É que isto é em directo...

11.24.2006

Defeitos

Há quem se ache teimoso/a e o assuma com orgulho. Atribuem à teimosia um espírito benfazejo que eu desconheço.

Por isso entristeço quando alguém diz que sou teimoso, ainda que seja com a intenção (errada) de estar a apontar uma qualidade. Isso só quer dizer que essa pessoa não acredita mesmo que tenho sempre razão.

Por falar...

Há dias li este post que me lembrou umas quantas pessoas. Principalmente aquela rapariga que de puta não tem nada, mas passa a juventude a dar-se aos mais necessitados sem pensar no que realmente quer. A certa altura apercebe-se disto. Percebe que quem ela queria mesmo fuck esteve sempre disponível mas not anymore.

A Europa é isto. Anda sempre atrás dos países mais ranhosos, rafeiros e needy. Quando quiser mandar uma valente com os Estados Unidos da América vai perceber que andou a perder tempo, e que além da vantagem de serem 50 Estados, pode ter passado a sua vez.

Educação Sexual e Cincos

Sempre que vejo a canalha aos berros com cartazes e cadeados na mão, pedindo a Educação Sexual nas escolas, lembro-me das aulas de Ciências e de Biologia desde o 6º ano até ao nono em que parte do programa incluía o sistema reprodutivo do ser humano. Essas aulas acabavam por ser Educação Sexual, o que me faz achar desnecessária a existência de uma disciplina específica.

Lembro-me também da Susana, colega de turma que era aluna de Negas e Três à rasca. No teste sobre reprodução relativo à disciplina de Ciências da Natureza do sexto ano, a Susana tirou um Bom! Sim, e no resto da turma a prevalência de negativas foi baixíssima.

O que estes madraços querem é mais uma disciplina para terem o Cinco no fim do período. Deixam de ir a Religião e Moral, e passam a ter Educação Sexual. O Cinco mantém-se, e o assunto melhora. Os que tiverem arcaboiço mantêm as duas e conseguem dois Cincos.


Ah, a Susana ficou muito contente com a nota, mas depois confessou envergonhada que não poderia mostrar aquele teste aos pais...

11.19.2006

Berrar é Aqui ( o espírito mantém-se)

Virai o disco para a mesma merda tocar

A preocupação que tenta carcomer-me sempre que deploro e me deparo com algumas opiniões sobre o de sempre, como a globalização, a américa e israel, desaparece facilmente enquanto me recosto e percebo que segundo aquilo em que acredito, o mais certo é mesmo recostar-me.

A geração em que cresço não mudou desde que me enganou e me levou (no nono ano) para uma manifestação contra a PGA. Se eu soubesse tinha organizado uma contra manif. Prova de acesso em que o principal não é estudar os livros da escola??! Meu Deus, quão burro fui em ter assobiado o nome da Sra. Doutora Manuel Ferreira Leite, na ponte do Sabugal.

Outra vez burro, no primeiro ano de Psicologia acompanhei uma colega comunista a uma outra manifestação na assembleia da República. Atónito, vi um palhaço a pintar com tinta verde um dos leões que guardam aquelas escadarias. Nesse dia não assobiei nem gritei, mas senti-me enganado mal fui para casa. A desordem tinha sido convocada para a equiparação do ensino privado com o público. Claro que continuo a concordar que todos os estudantes de estabelecimentos certificados pelo ME devem gozar das mesmas oportunidades. Não interessa. Sei hoje que a gritaria foi feita por causa de algo que era inevitável e que aconteceria de qualquer forma.

A disposição para a gritaria, para a manifestação com causas (nem sequer é um riot `a boa maneira working class) de meninos e meninas que não sabem o que fazer da vida parece que continua. Os garotos continuam a fechar escolas a cadeado, e quando crescerem vão gritar aos quatro ventos para que o Governo os salve dos malvados americanos e dos seus produtos maléficos. Os putos continuam a assobiar a Ministra de Educação, para mais tarde aplaudirem o Estado quando eles se imiscuir na sua vida, proibindo, obrigando, disciplinando e ensinando.

Todos continuarão rebeldes, conhecedores de política nacional e internacional, todos eles farão o grande favor ao Estado. Pedir ao Governo para que ele tome conta. Que ele é o paizinho.

Todos ajudarão a manter esta choldra de coitadinhos e fraquinhos.

11.17.2006

No dia

em que todos lavabos tiverem sabonete líquido, será mais difícil fazer cópia de chaves para fins criminosos.

11.14.2006

Eu leio pouco

porque demoro meia hora a ler uma página. Mas em relação a este livro nunca o li, em parte por causa disto.

Em qualquer barzinho confortável, ou Disco glamorosa, há sempre alguém pronto a discutir o grande livro que é O Perfume.

O filme serve. Tal como no Código, ou Senhor dos Anéis.

Não posso deixar passar isto

Mil perdões, mas isso é uma pérola literária não editada (sem link que eu não linko o meu próprio blog).

11.12.2006

Roquenrolar

Música

Dizia um amigo meu que havia duas bandas no mundo que podiam editar um peido, e ainda assim as críticas das revistas da especilidade aplaudiriam: Smashing Pumpkins ( ou qualquer projecto de que constasse o feio e fanhoso Billy Corgan) e os Sonic Youth.

Eu nunca gostei muito dos smashing pumpkins, principalmente porque a primeira música que ouvi dos gajos foi a Bullet With Butterfly wings, e quando ouvi o álbum todo, havia para lá uma ou duas a abrir. Assim, pus-me a milhas deles. Ou é barulho ou é lamechas, agora andarem a enganar é que não.

Com os Sonic Youth é diferente. O amigo que comentário tão irónico fez, gosta (como eu) bem dos SY (acho que até masi do que dos manhosos SP). Ainda não tinha leitor de Cd´s e já andava na Virgin à cata do "Daydream Nation", "Experimental jet set, trash and no star" e o "Goo". As usual comprava para mais tarde pedir a alguém que me gravasse . Apesar de o primeiro álbum que ouvi tenha sido o Dirty, não estranhei nehum dos outros álbuns. O daydream nation é um diamante mas o Experimental tem lá umas distorções bem complidas de assimilar. Decerto todos são bem mais acessíveis que o Bad Moon Rising ou o Evol, mas outra das coisas que se ouve sewmpre que sai um novo álbum dos SY é:" estão a aproximar-se do rock mais comercial."

Bardamerda. O Rather Ripped é excelente álbum de rock, e reconhece-se Sonic Youth a léguas. Mais comercial? Não compreendo o que querem dizer. Desde o Daydream Nation que os SY conjugam de maneira genial o som limpo com a sujidade fodida do feedback das guitarras eléctricas.

Com isto tudo acabo por perceber que os críticos não só aplaudiriam o peido dos Sonic Youth, como o desejam. Aí sim, o experimentalismo estaria bem representado.

Pérolas Literárias Não Editadas XXXIII

" Eu é que pus a Serreta no mapa!"

Autoria: AF

11.05.2006

Mais uma vez

Leio o que eu gostaria de ter escrito.

Os americanos e britânicos podem muito bem estar fartos de ter sempre os cães do costume a ladrar ao seu lado. Decidir levar a caravana para casa pode ser um acto cobarde que demonstra a fraqueza ocidental. Além disso, é também um sinal ao resto dos povos (tanto aos que se vangloriam com a fuga, como os que se mantêm expectantes): "Estamos farto disto. Cada um por si! Nós cá nos arranjamos."
E é esse o desejo da Direita bem à direita, Americana.

Acredito que todos os "pacifistas" que condenam os americanos por cada espirro que dão, têm no seu íntimo uma vontade insidiosa e quase insuportável de conhecer outra Grande Guerra. O desejo do abismo é-lhes tão apetecível, que ficam irritados quando algo parece ter força para manter a ordem mundial nos seus carris imperfeitos mas cada vez mais equilibrados e aceitáveis.
"Não interessam as guerras lá longe! Quero rajadas de metrelhadora no meu quintal!!"

11.04.2006

Contos Infantis

Porquê contaminá-los com psicanálise? Será que há alguém que não consiga tirar mil significados de uma história infantil? Se se esforçarem, até de um spot publicitário do Skip conseguem tirar o significado psicanalítico. Quanto mais de um capuchinho vermelho, de um lobo mau ou de um corvo vaidoso.

Vendo bem, estou aqui a olhar para isto que estou a escrever, e estou a descortinar um significado inesperado... Esperem. Esta frase que neste preciso momento está a ser escrita não engana ninguém, e eu continuo a ocultar algo de malicioso!

Deixem lá as histórias das criancinhas. Já bastam as anedotas e piadas.

11.02.2006

Gabarito Jargonal

Bem a propósito da expressão inventada no post anterior encontro quem, tal como eu, caminha no gelo fino da invenção do neologismo.

Eu, várias vezes jeopardizo este blog. Mas essa jeopardização por vezes até sabe bem não?

11.01.2006

Ligações

Aqui está uma página Web do melhor que tenho visto por aí: informativa, simples, agradável à vista, e feita pela sobrinha mais fixe do mundo.

Há por aí quem queira que morra, mas o roque enrole de vez em quando dá-nos destas coisas...

Alto merda, ou não...

Há uns 6 anos atrás enquanto conversava com um quase amigo da Universidade (Paulo se estiveres a ouvir não leves a mal, mas és quase amigo porque nunca cheguei a apanhar uma bebedeira contigo. Quando te apanhava, já eu estava bêbedo) acerca de questões nada relevantes para a cultura, mas importantes para nós naquele momento (lembro-me que discutíamos o facto de as pessoas passarem por uma moeda de cinco cêntimos que estava no chão sem a apanharem) aconteceu um episódio para mim assaz curioso. O Paulo disse:"Alto Cena".

Aquela expressão ribombou-me nos ouvidos e por pouco não destruía a minha bigorna. Pensei que talvez fosse o Lobby gay a tentar pela via da linguagem, a confusão sexual. Sendo o Paulo straight, e um dos gajos mais inteligentes que conheci pelos anos de estudante, assumi que ali estava apenas mais um expressão tipicamente urbana a que eu me deveria habituar.

Passados dois dias, como praga de gafanhotos comecei a ouvir pessoas de todo o lado a tentarem outro ataque à minha bigorna. Agora tentavam o terrível: "Ou não..."
Eu- Quero comprar o passe do metro por favor. Há desconto de cartão jovem?
Sra. da cabine- Há desconto... Ou não...

Eu- Com licença.
transeunte- Faça favor. Ou não...

Eu- Olá! Bom dia.
Transeunte 2- Olá! Ou não...

Eu- Eeeehih foda-se! Ia escorregando!!!
Transeunte observando- Isso aí está perigoso. Ou não....


Estas duas historietas servem apenas para confirmar a minha falta de esperança na humanidade. Tenho 25 anos, e continuo a ouvir estas expressões. Pior, pior é que há quem as adopte como a última moda ao nível das piadolas, ou de gabarito jargonal.

Gabarito jargonal. Sim senhor.

Pérolas Literárias XXXII

" -Uma utente queria oferecer-me um telemóvel... Tem Três!!!
- Mas é uma utente especial?
- Não... É beneficiária do RSI."

Autoria: AF e Eu

Pérolas Literárias Não Editadas XXXI

"Olha que te ponho o pé assim!"

Autoria: DP
Adenda: O pé assim destinava-se a sujar.

10.18.2006

Inocente o doente

Eh! Eh! Quando cheguei à blogosfera, não conhecia praticamente nenhuma regra da boa educação blogger, (bom, ainda hoje me recuso a linkar os meus próprios posts) e blog português era coisa que eu teimava em não encontrar. Limitava-me a navegar por aí e a escrever para as paredes (Oh! a tradição...). Lembro-me de uma vez que levei um raspanete imaginário como o destes aqui. Admito que por momentos, ao ler um dos metabloggers do it better, pensei que era referente a um post em que eu deveria ter feito para aí umas vinte referências e uns cinquenta links, mas... Para nada disso tinha tido tempo... O meu bom senso não me atraiçoou, pelo menos nesse dia. Em segundos percebi o conceito de coincidência (um pouco difícil de acomodar) e (mais importante) o conceito de tempo precioso que não permite a 9 999 995 portugueses visitarem o meu blogue.

Mas que tem piada saber que há gente mais ingénua e disparatada que eu, lá isso tem.

Música

Hojemdia há pessoas que cultivam os gostos musicais como quem joga num euromilhões . A imensa oferta musical na internet, com milhentos sites grátis de música, permitem a esses gamblers musicais a recepção nos seus PCs de centenas (talvez milhares mas não quero arriscar) de músicas diferentes todos os dias. Escolher músicas ou bandas debalde, tendo apenas em conta o nome deve ser frequente. Não Que Isso Tenha Alguma Coisa de Mal(ler o meu post acerca da beleza de um belo tiro no escuro)! Mas feito de forma exagerada, dá em pessoas chatas que de um dia para o outro já têm uma favourite band diferente. Eu posso ser o extremo do reaccionarismo musical, mas até tenho feito um esforço para ouvir Art Brut, Hives, (merda para os White Stripes), e esses putos novos que andam aí. No entanto estes devem considerar as seguintes exigências:
Voz (pode haver coro), baixo (contrabaixo é sempre bem-vindo), guitarra (uma ou duas), bateria.

10.14.2006

Mp3

Z. levanta-se e sabe que hoje chegará a casa com um leitor digital de música novo. Não sabe de que côr, com quanta capacidade, marca, ou qualidade de som. Sabe apenas que terá música. Irá gostar da música? Não interessa.

Nesse dia guarda no cofre o último leitor, e recorda o passado meio ano. A ansiedade cresce e Z., como uma criança, sorri antevendo os próximos seis meses. A adrenalina e a inocência misturadas na sua alma que lhe haviam confirmado não existir.

Z. saía, passeava e escolhia: pessoa e leitor mp3. O conjunto num só. Matava, subtraía alegremente o dispositivo e corria para casa, preparado para viver os seis meses inteirinhos sempre ao som da música que saísse pelos auriculares. Hoje, o ritual repetir-se-ia.Que alegria! Como descrever se não havia ninguém? Os tremores nas pernas quase o fazem cair à entrada de casa. As mãos suadas apertam o o leitor: "Não pode ser como daquela vez em que o parti e tive de voltar!" A casa impecável abre-se para Z. O sofá anseia por saber quem acolherá nos próximos seis meses. Senta-se. Gozando o momento, coloca calmamente cada auricular:"Será pop? Talvez clássica... A pessoa parecia agitada. Rock, ou electro?"

Durante seis meses Z. agirá da forma que a música lhe indicar, assumindo as escolhas que a vítima fizera. A sua personalidade é plasticina. Os relacionamentos (amorosos e de amizade), os bares, os filmes, as peças, os livros, os sítios, a comida... Tudo estará dentro daquelas 384 músicas.

Revista



Um blog bem interessante, cujo autor além de partilhar algumas das ideias, quiçá menos tragáveis, como este que aqui escreve, ainda dá uns toques na sociedade Terceirense. Estes toques fazem por vezes ricochete em S. Miguel, nas restantes ilhas, e há relatos de estilhaços na Assembleia da República.

Além disto, migrou como eu.

Ponto negativo que partilha com estoutro blogueiro: Tuna.

10.10.2006

Fátima Campos Ferreira

Parece uma oficial das SS embrutecida, em interrogatório. Se isto fosse verdade, seria menos enervante a sua má educação. É aquela triste ideia que se passou desde a Margarida Marante, que o jornalista tem que mostrar agressividade e exigir respostas. Ora eu teria aplaudido com agrado que Pacheco Pereira tivesse exigido mandar à senhora um valente murro nos queixos de cada vez que esta franzisse o sobrolho para perguntar uma questão bem bacoca. FCF-Mas diga lá! Acha bem os americanos blá, blá, blá?" JPP- " Peço à mesa permissão para esbofetear a Fátima por que ela está a armar ao pingarelho." Mesa- "Concedido."
Versão Aznar: " Pido á la mesa para mandar esta hija de puta madre para que se cague en leche, y además que se cuerte el cuello" Mesa: "Concedido".

Lol, lolada

Mal.

Pois foi!

O Angra Jazz 2006 foi bem bom. Me ha gustado much Joe Lovano y sus muchachos. Bruce Barth e Carla Cook/Vanessa Rubin foi tremendo!

Conclusões: Os americanos são os melhores nisto.
Os brancos podem tentar, e até conseguem ser bonzinhos...

A Coreia precisa de amigos

Por isso decidiu mostrar como é forte. E não é que muitos acudiram logo?

9.28.2006

Best Of

Nas colectâneas (a partir de agora neste blog, uma colectânea passará a ser pulectânea ou pompilação, pompi para os amigos) que eu fazia quando andava de walkman cassette, um espírito estranho apoderava-se de mim. Era o espírito do : " não gastes mais essa música do que o que já está". Nunca conseguia pôr a música, de determinada banda, que mais gostava porque o bandido do espírito aterrorizava-me com a visões tenebrosas do futuro. Eis um exemplo: eu a fazer uma compilação de punk rock com laivos de hardcore de L.A. em que os Downset dominavam de longe. Ora bem, o "Do we speak a dead language" começa com a música "Empower" que para quem conhece tem uma entrada de arrepiar qualquer palonço do dead metal. Essa era a música que estava destinada a entrar naquela K7. Mas o espírito apareceu e mostrou-me num concerto a ouvir Downset e a rezar com um esgar de dor, para não tocarem a "Empower", fartinho que estava de a ouvir. Isto foi para mim remédio santo, e em duas pompis que fiz depois disso, duas vezes entraram os Downset, nunca a empower. As músicas escolhidas foram: pocket full of fat caps, e uma que era em castellano, Santos qualquer coisa.

Isto foi bom? Foi. A cena de se gostar muito de uma música de um álbum, e assim assim das outras, em princípio não é mais que acomodarmo-nos (mono se estiveres a ouvir isto, canta alto) ao que nos bate na alma inicialmente. É bom que deixemos a música bater-nos à vontade. "One good thing about music, it´s when it hits you, you feel no pain, so hit me with music..." O Nesta nisto tinha razão.

A Empower continua a ser música do caroço de ouvir, e nunca cheguei a fartar-me dela. Obrigado Espírito de " não gastes mais essa música do que o que (duquiuque) já está" .

Agora com um Walkman digital acabaram-se as pompis, pelo menos em que tenha que se seleccionar com cuidado. Injecta-se tudo, ouve-se tudo, e o Espírito Duquiduque o máximo que consegue é fazer pressão para se ter tudo sempre bem organizadinho, mostrando um futuro em que eu não sei sequer o nome das bandas que oiço. "É a oito daquela banda do álbum vermelho com um tridente... Aqueles!..." Não, não quero isto para o meu futuro.

9.22.2006

Pessoal viajado e assim pela europa

Vão (ou sonham ir) pela Europa fora, vão até à América, conhecem freakalhada, vanguardistas, ideólogos, bebem, falam, drogam-se, comem bem, sexo à vontade, bebem, artistas, gajas, mulheres, música, dormem na rua, em hotéis ou onde calha... Depois vêm defender o Islão e as suas virtudes.

Conheci um gajo que passou a vida entre os bordéis de Bruxelas e de Amsterdão. Entretanto tecia loas à vida num Convento.

No dia

em que os maus e imperialistas americanos perderem a hegemonia no mundo, vou rir-me muito da Odete Santos, da Joana Amaral Dias e outras Senhoras revolucionárias com as suas burkas.

Quando for grande quero...

... conseguir escrever um texto como este sem perder as estribeiras com certos gajos e bater-lhes a merda para fora deles. O que tenho tentado dizer nos últimos meses acerca do Islão e do ódio completamente estapafúrdio aos americanos está aqui: bem explicadinho e passadinho.

9.19.2006

Não vale a pena

O mundo será sempre feito de Chamberlains e quejandos que se julgam muito seguros na sua cadeirinha em frente à lareira, e que pensam que o mal nunca lhes irá bater à porta. Mantêm-se então neutros à espera que os outros aguentem. Conversam com os malignos e pensam que ninguém se lembrará deles na altura em que as coisas começam a aquecer. No preciso momento em que se sentam na cadeirinha confortável, uma bazucada rebenta-lhes com a porta da entrada. Nessa altura reconhecem a sua cobardia e deprimem por não terem agido de forma diferente.

Pérolas Literárias Não Editadas XXX

"Heiiii! Eu é que sou burro! Tinha pé e ia a nadar!!!"

Autoria: MR

Nué?

Lembrei-me agora que há aí cabeças que poderão servir para provar a existência do vácuo total.

Pérola Literárias Não Editadas XXIX

" Everybody Waits."

Autoria: Evan Seinfeld (Vocalista dos Biohazard) respondendo ao meu segundo pedido de autógrafo.

9.08.2006

Neanderthalensis

Os ginásios são uma boa demonstração de que Lúcifer trabalha bem (outra é o Ozzy). Eu, como empirista que sou, decidi comprovar que o Imundo existe. Assim que entro na sala das máquinas logo começa o meu lado bom a abespinhar-se: "mas o que é que tu andas aqui a fazer?!" E ao contrário do que seria de esperar continua: "tens em casa um belo Lomo De Cerdo de bellota em casa e vens para aqui perder uma tarde em que poderias ter um lanche Divinal, e por isso mais perto do Bem!!" Pois é, ao contrário do que se poderia pensar, não é o meu dark side que me manda comer enchidos e estar quietinho. Esse começa ás gargalhadas mal sente o bafo (e o bafio) das instalações:"another day, another massacre! Eh! Tu dá-lhe, que se saíres daqui antes das duas da manhã e com os músculos e estado pouco miserável, não terás cumprido a tua tarefa de te acercares da manada!" A manada é o homo sapiens burro. Eu sou um claro resistente do Homem de Neandertal: as pilosidades, o volume crânio-encefálico, a estatura, os ossos largos, a adaptação ao frio que me faz parecer um lago ambulante sempre que as temperaturas sobem acima dos 26º, a completa intolerância à sede, etc. Claro que os meus ante-ante-ante passados decidiram adaptar-se e quando perceberam que as mulheres Homo Sapiens eram bem mais bonitas que as Neandertais...Ala a mudar o rumo à espécie! Com o tempo chegou-se a isto, as mulheres de Neandertal foram sempre preteridas, enquanto que os homens iam-se safando com a carne e os casacos de vison que levavam ás mulheres sapiens. A parte afectiva também conta. Não sabendo comunicar tão bem oralmente como o seu rival Sapiens (isto porque entre neandertais a comunicação era já quase só telepática, tirando um grunhido ou outro na brincadeira), o Homem de Neandertal teve que se esmerar nos carinhos e afagos em geral, criando mais uma vantagem para si, criando nas mulheres uma preferência bem compreensível.

Por hoje chega que já é tarde.

Férias aldrabadas

Ao contrário do que possa parecer pelo intervalo que vai do penúltimo post((sem contar com este)+(aqui não há links para o próprio blog)), as minha férias já acabaram há mais de uma semana! Na verdade, as minha férias duraram duas semanas, que eu não sou como certos chupistas que por aí andam e tiram férias todo ano porque: "oh xôr empregador eu isso não sei, nem quero, nem gosto, e o salário não dá para comprar a bola , o record e o jogo todos os dias!" Bom, sempre passei uma semana no Gerês e comi n`O Abocanhado. Paz. Civilização à refeição, e mato bravio para descansar e amenizar este espírito perturbado que aqui escreve...
Fotografias claro que não há, porque metade das pessoas que vêm este blogue estavam comigo, a outra metade sou eu.

Voltei, voltei! Voltei de lá!


(ao contrário do sentido das líricas do autor, mas voltei)

8.11.2006

Vou de Férias

Holidays In The Sun

A cheep holiday in other peoples misery!
I dont wanna holiday in the sun I wanna go to new belsen
I wanna see some History cause now I got a reasonable economy

Now I got a reason, now I got a reason now I got a reason and Im still waiting
Now I got a reason now I got reason to be waiting the berlin wall

Sensurround sound in a two inch wall well I was waiting for the communist call
I didnt ask for sunshine and
I got world war three
Im looking over the wall
And theyre looking at me

Now I got a reason, now I got a reason
now I got a reason and Im still waiting
Now I got a reason, now I got a reason to be waiting the berlin wall
Well theyre staring all night and theyre staring all day I had no reason to Be here at all
but now I gotta reason its no real reason and Im waiting at The berlin wall


Gotta go over the berlin wall I dont understand it....
I gotta go over theWall I dont understand this bit at all....
Claustropfobia theres too much paranoia theres too many closets
I went in Before and now I gotta reason, its no real reason to be waiting the berlin wall
Gotta go over the berlin wall I dont understand it.... I gotta go over theWall I dont understand
this bit at all...

Sex Pistols "Nevermind The Bollocks"

Farto de ler e ouvir inanidades, dois textos de gente lúcida

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq0908200611.htm

http://kontratempos.blogspot.com/2006/08/o-anti-semitismo-depois-do-anti.html

Sick Of It All



Let´s celebrate that we don´t give a fuck!

8.10.2006

Pérolas Literárias Não Editadas XXVIII

-" Mas tem havido problemas convosco lá na Casa?
-Nada... Tirando o gajo que entrou lá com um machado, nada por aí além."

Personagens: Eu e C.

Brinquedos


Desde Maio já enfiei aqui vai para 990 músicas. Eu sei que sou lentinho, mas eu cá é tudo certinho. Gravo o Cd, nome, banda, ano, e tal. O que se saca da net é que é complicado, porque este animal é muito esquisito e os gajos da Sony querem-no à prova de merdas. No início ainda estive para o partir ao meio, mas agora que já domino a máquina(e o que se saca da net) é uma riqueza. No ecrã está a Guns Of brixton.

Já agora, os dois últimos álbuns que injectei: Dante XXI Sepultura- Já há algum tempo que não ouvia Sepultura e este álbum é uma boa maneira de recomeçar. Alguma originalidade e power. Não pedi mais quando o comprei a 12 dólares.

Death to Tyrants Sick Of It All - Porra!! Punque Roque old school! Melhor que o Scratch the surface e bem mais poderoso que o Yours truly e o life on the ropes juntos. Pedi bem menos quando o paguei. Tive sorte.

Já me esquecia de tger Army e U.S. Bombs, mas os outros dois são bem mais importantes.

8.01.2006

Sem comentários:

Pérolas Literárias Não Editadas XXVII

"-Ontem tomaste os KGB (sensação do momento de comprimidos para a ressaca)?
- Tomei, tomei. Logo ás cinco da tarde.
- E atão? Ficaste ressacado ou não?
- Não, mas eu também nunca fico ressacado."

Autoria: G

7.26.2006

Pérolas Literárias Não Editadas XXVI (a vingança não tem hora)

Dois putos discutem na presença das respectivas mães:
"-Porque é que me roubaste o Monopoly e o escondeste?
- Porque me bateste.
- EU!?? Eu bati-te?!!
- Sim. Não te lembras... Há dois anos?!!"

Autoria: PJ e SP

E como não morrer de fome...?


Depois da advertência feita há tempos (não faço links aos meus próprios posts) aqui está o verdadeiramente indispensável-»»

7.22.2006

O velho do olho tombado, o Hamas e o Hezbollah


Tenho apenas a dizer que estou triste por já terem tratado da saúde do Sheik Yassin porque lembrei-me agora do velhote, e agradar-me-ia ver a sua cara cara de satisfação com esta situação calamitosa tão ao seu gosto e das restantes pessoas de bem do Hamas.

7.21.2006

Será que eles pensam nisso?

"(...)Hamas makes life dangerous and miserable for Israelis by lobbing rockets into civilian areas, and sending in suicide bombers, some so young that they didn’t know quite what to do with the 72 virgins(...)"
Irwin Stelzer

7.14.2006

Burros

Conheço gajos que nasceram burros, foram incentivados na burrice, durante a adolescência continuaram burros ( até aqui é normal. Já referi a ideia de que os adolescentes deveriam passar 40 dias por ano no deserto), e, quando menos se espera, entram na adultícia ainda mais burros.
Isto só é chato quando o burranca tem uma distorção cognitiva de si próprio e se julga melhor que os outros. Normalmente, acha-se um profeta, um visionário...
Um humano que tem a noção da sua mediania/mediocridade (como eu e a maior parte dos seres que vivem neste mundo) vivem insatisfeitos não com o mundo que os rodeia (por vezes também acontece) mas com a impossibilidade de Saber sempre mais. Seja por preguiça, por falta de capacidade mental( quem tem noção da suas capacidades, por pequenas que sejam não é burro), por impossibilidade física, ou transcendental. A inquietação de não poder conhecer, discernir, comparar com mais, mais e mais, é próprio do ser humano.

O burro lê o prefácio de um livro e disserta uma resma de incongruências sobre o mesmo. O burro precisa de uma ideologia porque atracando-se a ela, não necessita de mais nada e toda a sua vida estará ocupada com um propósito vácuo: convencer os outros das suas burrices. O burro fantasia como quando era criança, e pensa que o mundo deve ser à sua imagem, com o seu ditador fantoche no poder. O burro não cria. Como criança com capricho, gosta de destruir para poder afirmar que o que destruiu não prestava.

7.03.2006

No dia

em que Portugal chegar ás meias finais de um campeonato mundial de futebol organizado pela fifa, eu abster-me-ei de comentários parvos que ponham em causa a qualidade da selecção nacional.

Pérolas Literárias Não Editadas XXV

"Eu até gosto de bares de putas."

Autoria: L.

Nota Explicativa: L. é uma moça hetero.

Sanjoaninas 06

1º dia: desfile de carros alegóricos, com as moças casadoiras sorrindo em cima deles. Os carros e a indumentária das moçoilas denotavam esmero. ´Tá bem.

2º dia: Emanuel. Dominou como sempre. Houve direito a um medley e tudo.

3º dia: Concerto rock de bandas revelação. Bom som. Originalidade das músicas, pouca. Mas o que é preciso em festas destas é ter música para encher os ouvidos.

4º dia: Paulo Gonzo. Diz que sim, que foi um concerto razoável. Esperei em vão por um solo virtuoso naquela guitarra bem fixe que o gajo tem. Também, só cheguei na parte final do concerto... Isto porque assisti ao espectáculo de comédia em pé com o Grozny, o puto enjoado, o Miranda (não é o meu grande amigo Eduardo mas outro), e o Paulo Almeida que até acho parecido com o Grozny.

5ºdia: Espectáculo de comédia em pé na zona da marina com os mesmos de ontem, mas com bastante público que aderiu mais ao espírito da piada. Não sei porque é que os comediantes não contaram uma anedota... Bem fixe.
Orquestra AngraJazz: Far out! Duke Ellington e Thelonious Monk. Não digo mais.

6º dia: Xutos. Desafinados, com o som a falhar a meio de uma música, e sem a vontade que já vi em outros mil e tal concertos dos gajos.

7º dia: Orishas. Bem fixe. Aqueles ritmos cubanos soam ainda melhor ao vivo.

8º dia: Bóssaque. Abra pestana tana. Arranja anja rimas mas melhores lhores e mais ais elaboradas adas. Mas até té animaste maste o público úblico, eu eu incluído ído. Comi numa tasca típica e fui (eu e as convivas que me acompanharam) chulado. Tudo porque a confecção era Roskoff, ao contrário dos preços, ao nível de um Tissot de média gama.

Acho que falta qualquer coisa... Ah. A festa after hours nao valia nada porque era só catchapum, catchapum, catchapum. Ainda por cima parece que houve porrada todos os dias. Eu só deambulei por lá duas vezes e gostei pouco. O Alvim andou por lá a pular e a pôr som de todas a as cores e feitios, mas nem isso animou.

6.29.2006

Para breve

Balanço Sanjoaninas 2006

Futebol

Portugal vai jogar com a Inglaterra, e espero que ganhe. Gostava é de não ouvir a piada: "Vamos comer um bife à inglesa", como não gostei de ouvir que íamos comer a laranja docinha (ainda por cima esta é velha).

Ontem quando vi que a França tinha ganho... Senti-me ambivalente como já há muito não. Seria bom ver perder qualquer uma delas.

O Brasil ganhou e foi ridículo ver os jornalistas e o saudoso Mozer (menos naquela semi-final contra o parma em que viu dois amarelos em 15 min. de jogo) a tentarem convencer-nos de que o Gana quase podia ter ganho. Espero que perca contra a França.

Argentina Vs. Alemanha ..............

Extremos

Há gajos extremistas que não se coíbem de criticar extremistas. Falam de nazis com a raiva própria de um bebé a quem foi tirada a mama a meio. As coisas estultas que saem das suas respeitáveis e revolucionárias bocas a este respeito não chocam e são até aplaudidas (por mim inclusive), porque na realidade pior que estulto foi o regime dos Nacional Socialistas. Quando se pronunciam sobre assuntos que saem da esfera do "lugar comum" é que... Como têm o pensamento ocupado por uma ideologia, não têm direito à originalidade. Então atacam com unhas e dentes qualquer assunto minimamente polémico em que a esquerda intelectual não tenha posição oficial, para poderem deambular à vontade por discursos absurdamente agressivos utilizando ideias e insultos que fariam corar Himmler. Exemplo: "O Zacarias foi comprar uma bola de ténis". Esta ideia agora sendo tratada pelo esquerdalho frustrado: "Ténis? Palhaço de merda! Com esse nome não deve ter tido oportunidade de jogar futebol, e decidiu dedicar-se a um jogo fino. Fino pensa ele, porque no fundo o ténis não passa de ping pong para maricas, coisa que esse Zacarias é até ao tutano. O gajo nem deve ter tutano porque não tem coluna vertebral, nem osso nenhum, o Zacarias é uma lesma intelectual, e um tirano do desporto. Foda-se para o Zacarias".

6.20.2006

War on the terraces

2 comentários:

What we need

3 comentários:

Cerveja

Indispensável.

6.17.2006

Chalaças que valem a pena

Mais um blog de jeito, e que por acaso é fixe. É o blog do Paulo, irmão português do Grozny. Pelos vistos, a mãe ucraniana quando deu à luz o segundo gémeo (Paulo) já se encontrava em território nacional. Como o Grozny nasceu em Espanha, os pais nem sequer puseram a hipótese de escolher um nome espanhol tipo Nadal, Morientes, ou pior ainda: Zubizarreta. Assim, decidiram-se pela tradição. Se me estiveres a ouvir, gostava de solicitar-te que continuasses a pôr-me ao corrente das novidades do Lidl que tanto jeito me faz aqui na Terceira. Obrigado.

É sempre a mesma coisa

O pessoal assumido de esquerda à esquerda e demais revolucionários ladram incansavelmente para quem discorda dos seus radicais e por vezes homicidas pontos de vista. Aparecem os de extrema direita e acagaçam-se a um canto, mudam de assunto e deixam a porcaria para os outros.

Wishful thinking

Gostava que a selecção ganhasse o campeonato do mundo. Seria bom que eles jogassem bem, o Scolari não fosse burro, e o Cristiano Ronaldo fosse realmente um jogador fora de série.

Se continuarem medíocres, gostava que calhassem com a Argentina nos quartos-de-final e levassem 15 a zero, com o Figo a meter um auto golo do meio campo.

6.14.2006

Bah! Deixai-vos de coisas.

Chega o campeonato mundial da bola, os skins nazis e ultra nacionalistas aparecem, o povo dá-lhes tempo de antena e os ideólogos da cartilha do mau velho anti-semitismo saem de baixo das pedras para anunciarem a boa nova do benfazejo Hitler.

Aqui há uns anos (poucos) em Lisboa, uns nazis entraram num concerto de punk rock cheio de malta bem intencionada (beber, cantar e moshar), puseram dois gajos armados com pistolas à porta, enquanto os outros iam aterrorizando putos com a roupa (isso mesmo) errada. Um chegou a ser arremessado deu m dos balcões da sala. Se isto fosse noticiado era o fim da picada simultaneamente com o fim da macacada. Felizmente não foi, mas ainda assim sabe-se que os gajos andam aí, e que se entram num concerto em que estejamos, o melhor é pedir para cagar e sair, ou então juntar um grupo jeitoso e enfiar-lhes uma coça como a que levaram em Loures há uns anos mais largos.

Li numa caixa de comentários por aqui das coisas mais parvas:"Quanto à mistura das espécies, concordo. Até devia haver uma quota de mistura de raças previamente definida por lei..." Eu sei que é a brincar, mas até assim esta ideia é palonça. é aqueea ideia de gajo muito tolerante mas que se uma prima se casasse com um africano,cortava os pulsos. Verdade Lili: considerar a mistura melhor, é o contrário de achar a não mistura melhor, logo é também errada. Apesar da evidente falibilidade dos silogismos, percebe-se o que eu quero explicar. Nada de forçar... Quanto ao comentário direccionado para os ciganos que também tristemente o mesmo autor elaborou:"É impossível sequer tolerar uma etnia...se morressem todos empalados por berbequins industriais, apenas modificariam a minha expressão facial com um ligeiro esgar de satisfação!" Isto é claramente BOLLOCKS!! Ninguém pensa isto verdadeiramente. Não há etnias boas ou más e toda a gente percebe isso. As culturas diferem e há umas mais evoluídas que outras. Não me comparem um batuque jambé do Burkina Faso com um solo virtuoso numa Fender Stratocaster!!!
Uma parte dos ciganos tem um modo de vida condenável aos olhos da sociedade restante. O verdadeiro desafio não é matá-los ou prendê-los a todos como boa parte do povaréu quer, mas sim demonstrar as vantagens da civilização ocidental e levá-los a modificar alguns dos seus hábitos. Não é paternalismo, é viver em sociedade.O nomadismo, por exemplo, já é residual. Há muito a mudar, mas em toda comunidade, não só na cigana.

Em Portugal também há os sindicatos politizados que têm impedido ao longo dos anos que os trabalhadores se associem em liberdade, utilizando-os como bonecos nas constantes lutas partidárias. Ainda por cima, o estado paga o ordenado a esses sindicalistas. Isto é uma marca de claro atraso sócio-civilizacional que levaria qualquer empresário estrangeiro de bom coração, a querer limpar o sebo ao pessoal que grita originalmente: "Desemprego não! Trabalho sim!" Isso não é a solução.

6.12.2006

FOOTBALL!!

Aqui vão umas belas lyrics dos Cockney Rejects que amam o beautiful sport e o "ambiente" que rodeia um jogo de Futebol.

"War On The Terraces"

GO!It's a dark place over there
the seats, and the stands are bare,
but you remember not long ago,
all the times that we battled there.
The sun, it shines right on the gutter
And you remember that he was there,
And you should know,
right there in the fold,
that you grabbed him by his hair.

War on the terraces
War on the terraces
It was war on the terraces
War on the terraces

The local pub, it stands silent
And all of this town,
will be soon and you remember the pints we would sinkand sing
"the fuzz is watching you"
The youth remember them wagons
that took us straight down the nick
when we would sing back to them,
don't it make you feel like a prick?

War on the terraces
War on the terraces
It was war on the terraces
War on the terraces

So you're looking up, at the terrace and smile, yeah it breaks your face.And to the younger generation, we'll be here to take your place!

War on the terraces
War on the terraces
It was war on the terraces
War on the terraces

Estórias por conta de outrem

Por falar de niilismo, aqui está um blog de histórias do amigo Rogério.

Apesar do nome do blogue, o autor não é niilista. Nihildom significa: "até agora nada de novo". Se não for isto corrige-me pá!

Niilismo

O niilista gosta exageradamente da humanidade. Ao contrário daquilo que pensa. Gosta da sociedade que o rodeia de tal forma que não aceita que existam imperfeições, vivendo permanentemente angustiado por perceber que o mundo perfeito em que vive é afinal quase perfeito. Daí à vontade de destruir tudo para tentar outra vez, vai um passo bem minorca.

6.01.2006

Welcome!

Neste post e correspondentes comentários está a explicação à minha renitência em considerar esquerdalha e anti américas ferrenhos, como pessoas felizes. Aquilo é gente que não suporta uma ideia diferente porque desde crianças que têm o que querem. Se nunca aceitaram comer a sopa e conseguiram sempre comer o bife com batatas, porque é que haviam de mudar de estratégia?! A culpa de um gajo vir para aqui insinuar que eu sou burro (não se faz!), e ladrar contra os EUA, é dos pais moles que não souberam dar a devida atenção aos seus filhos.
Aquilo são pessoas que se irritam de ver pasta de dentes e sabonete líquido com mel e amêndoas, de cada vez que entram na própria casa de banho. Para eles os gulags são coisa retrógrada que não está na moda referir. Para esses fascistas vermelhos, milhões de mortos só contam se forem dos Nazis. São burlões que se empanturram de marcas americanas, desde os ténis, ás calças, aos cds (sempre com uma mensagem fixe pá, bem profunda), bolachas, filmes (o Michael Moore é do caralho man), para depois virem armados em pensadores vomitar aquilo que ouviram mil vezes, de mil vozes diferentes.

Não resisto a analisar uma frase chave de um dos comentários"...são eles desde o princípio que provocaram e provocam tudo, e basta saber a História, amigo". Tudo? Basta saber História? Mas eles provocaram mesmo tudo? Que tudo pá?! Expliquem-me. Que História? Isto é estultícia pura! É atirar barro à parede na mais primitiva forma. Fico contente que dois cobardolas não identificados percam tempo a insultar-me no meu blog. Ainda assim aguardo... Com esperança.

5.25.2006

Caramba, fico contente quando isto me acontece!

Que é encontrar textos destes. Até parece que só comecei a ler os escritos de FJV agora... Mas este texto sobre a praxe é bem bonito. Não tem um pingo de M.A.T.A reivindicativo, que não passa de uma organização que praxa à sua maneira: inserindo a pessoa que não quer praxe no grupo dos revolucionários esquerdalha. Pelo contrário, é uma opinião que me parece acertada, depois da devida avaliação dos estudos feitos no JN. São os "nervos que metem" esses estudantes que não sabem distinguir entre vodka e whiskey, entre um livro e um maço de mortalhas, mas que têm para o futuro grandes histórias de grandessíssimos vomitados, e de grandes fodas com caloiras que não aguentaram os 20 shots de absinto. Interessante o fenómeno nos institutos onde as praxes são mais violentas. Violência provavelmente proporcional à frustração que sentem os que lá ingressam. Mas isso dará para outros estudos. Aguardemos

5.22.2006

O Eládio Clímaco é fixe

Os monstrinhos! Os que fariam as delícias da pequenada ganharam, e o senhor ficou pior, mas bem pior que estragado. Tenho pena de quem não assistiu à votação do festival da eurovisão.

Sabendo disfarçar o mau perder lá disse: "Bem, caros telespectadores, rendo-me ás evidências. Para o ano o festival é na Finlândia"...

Adenda para o post abaixo acerca de piadas batidas: obviamente o Festival da Canção está dentro dessa lista de "Huns...!" (a mistura de ponto de exclamação com reticências resulta num "hum" que é ao mesmo tempo agressivo e imperativo, e desilusão com espera de que algo de novo ainda seja dito. O "Hum...!" é o pior que se pode dizer no fim de uma piada. Já vi gajos de barba quase rija com a lágrima no canto do olho por causa de um "Hum...!" no fim de uma bela anedota por eles contada).

Passeata

Hoje fui dar uma volta para a Serra de Sta. Bárbara. A meio caminho a palavra "bofes" voltou a fazer parte do meu dicionário.

Perolas Literárias Não Editadas XXIII

" Epá, eu tenho pena de quem se meta comigo agora. Eu pareço gordo, mas é tudo músculo!"

Autoria: Semi desconhecido

5.17.2006

Brasil

As contradições do caso do mensalão continuam: respectivas ameaças de morte, deputados que consideram loucos companheiros de partido (PT), o Lula a assobiar para o lado... E de repente decide-se mudar de prisão uns cabecilhas de uma benfazeja quadrilha, causando os típicos motins. Eu não acredito em coincidências, mas que las hay las hay. Agora percebo porque a américa latina decidiu virar à esquerda. O ser humano gosta é de circo.

Já agora, proponho novo hino para o Brasil: pensei no Sistemados pelo Crucifica, mas este está demasiado limpinho, por isso vai mesmo o Crucificados Pelo Sistema. 18 minutos de hino capaz de levar ás lágrimas.

Foi aqui que soube o que se passa. A imprensa nacional já não quer saber.

5.16.2006

Piadas com isto outra vez não, ou embebedo o rato e como as gambas que são para o jantar.

1º Escuteiros (nunca fui mas não me interessa, qualquer gajo bate nos escuteiros e isso já anda a fartar. Fiquemo-nos pelo sketch do urso e dos lenhadores)

2º Delfins ( O Miguel Ângelo até não parece mau rapaz, e as músicas dos animais podem ser uma merda para mim e muitos, mas marcaram uma geração, e já estou fartinho pelas orelhas dos sketchs do Nilton a falar mal dos gajos. Foda-se para ti Nilton, caso estejas a ouvir)

3º Fátima (principalmente piadas do pessoal que vai de joelhos e a páginas tantas decide comer os joelhos por estes estarem bem passados. Porra pá, piadas dessas faço eu desde os 2 anos de idade, altura em que fui de cabeça até Santiago de Compostela.)

4º Do Portuga (já não posso com a cena Tuga e ainda menos com as piadas que afrontam anos de evolução de portugueses honestos. Agora o que está a dar é matarruanos com pronúncia igual à minha. Instruí-vos e aprendei. RicardoAP, estás no bom caminho (sem link que o blog do(s) gajo(s) ainda está muito verdinho) adenda: não há aqui a vontade de fazer trocadilho com a côr do blog em questão, o gato fedorento.

5º Tudo (o que vale mesmo agora é os trocadilhos do Malato e do Fernado Mendes. Tudo menos aquele corno dos pastéis de nata. Vai pó caralho palhaço de merda!)

6º Para acabar positivamente acho que vale a pena dizer que as piadas com gajos que vão devagar na estrada, mas de repente começam a abrir que nem varas verdes e passado algum tempo dizem, olhando para o retrovisor:" atão pá! Vinhas aí tão coladinho e agora nem apareces no retrovisor, foda-se! Basbaque!" são consideradas por mim boas piadas

Pérolas Literárias Não Editadas XXII

"Ai, epá!! Agora deu-me aqui uma vontade de cagar In Extremis!

Autoria : EM

5.12.2006

Pulsões

Há quem não descanse enquanto não diz o partido em que costuma votar. Dizem-no sempre com pontinha de orgulho, quando deveriam ter a discrição que têm depois de verem a Jenna Jameson (esta foi aqui bem posta para aumentar as visitas ao blog, aí vai outra: Brianna Banks) num dos seus complexos papéis.

Elogios

Epá tu és muito Old School!

5.06.2006

Estágios políticos

Para todos os anti américa em geral sugeria um estágio numa caverna onde poderiam experimentar o que é viver sem necessitar desses mauzões que são os Estado Unidos da América, e de Bush, esse pilantra.

Para todos os comunistas seria bonito um estágio em duas fases. A primeira fase o óbvio: 6 meses num Gulag em alturas de Inverno onde praticariam as divertidas actividades adequadas ao local. Forfait não incluido. Forfait incluiria uma carrada de lenha e uma pá. Para adquirir terão que ser enunciadas 1 ou mais(aqui abusei porque um estágio tem que estimular a criatividade) qualidades do grande Estaline.
A segunda fase decorreria em Cuba numa casa de uma família não alinhada com o partido comunista. No final de cada dia teriam que perguntar à família correspondente 1 ou mais qualidades do regime político em que vivem e quais as vantagens que haviam sentido nesse mesmo dia. Terão de ser convidadas a entoar cânticos de louvor ao Fidel.

Para os Nazis seria deveras enriquecedor um estágio como assessores do Robert Mugabe, sendo o sr. um adepto do nacional socialismo. A segunda fase decorreria no seio de uma família Israelita onde teriam como objectivo explicar que no fundo, o Holocausto promovido por Hitler não aconteceu.

Para os intelectualóides de esquerda (esse belo grupo felizmente em ascenção no nosso país) o estágio adequado seria Com o Ti Manel da Horta a cavar batatas durante 30 anos.

5.01.2006

Por um mundo melhor...

"... Todas as cidades do mundo deveriam ter uma estátua de Lennon na praça principal. Para que os habitantes da terra pudessem praticar tiro ao alvo. Lennon é sujeito repulsivo que lançou uma moda repulsiva: a idéia da estrela pop como demiurgo da humanidade. Releio algumas das sentenças de Lennon -- proferidas na rua, na cama, no banheiro, em cima de uma árvore -- e encontro a cabeça de uma criança subletrada em funcionamento, que o mundo escutava com atenção religiosa. A canção "Imagine" é a minha idéia de inferno: chego às portas da fogueira eterna e Lennon, de guitarra em punho, com Yoko pendurada num dos braços, faz serenata só para mim." João Pereira Coutinho na Folha

4.29.2006

Estórias de férias

Chego lá prás 3 e meia da manhã e peço ao Navarro barman, com o ar mais natural do mundo: dá-me três águas sem gás se faz favor. O Navarro não titubeia, vai à arca, tira três minis e coloca-as no balcão. Não ser levado a sério não é sempre mau. Duas negativas numa frase. Deve haver muita confusão, discussões e teorias. Por agora resta a ideia. Quando não nos levam a sério é mau, e por vezes triste. Há, no entanto raras excepções em que pode ser positivo.

No Dia

em que os ecrâs dos pc´s forem redondos, poderão ser reciclados para bolas de futebol.

No dia

em que as pérolas se me acabarem, este blogue passará a ser o que era antes de as começar a postar.

Pérolas Literárias XXI

"`Tás-me a meter uns nervos!!!"

Autoria/nota explicativa: Vasquinho para um puto, sem haver qualquer conversa/contacto anterior. O Vasquinho é um tipo fixe e não é psicopata.

Perolas Literárias Não Editadas XX

"Dizem que a tropa não faz bem a ninguém. Olha, a mim fez-me!"

Autoria: MN

Pérolas Literárias Não Editadas XIX

"Isto é do mais drástico que existe"

Autoria: TD imparável, ouvindo o Babylon de Total Chaos.

I wanna be sedated!

Acabaram as férias. Mas nem tudo é drástico**. O Márcio (darkstar nunca pá! Star só Estrela Vermelha de Belgrado contra o Panatinhaikos) abriu também uma loja e dedica-se à postagem como se houvesse sempre amanhã. Aqui.

Nesta localização de gabarito leio sobre a Molly´s Lips o que me aconteceu e aos Murços do Mar. Depois de tentarmos covers de muita coisa, a Molly´s "Less"(como dizia o batera) saiu-nos que nem ginjas daquelas docinhas e fáceis, fáceis de comer. Até para berrar o refrão pouco me custava. O baterista Jorge Freitas (que casa em Setembro) é que se cansava, porque como aqueles dois acordes eram viciantes, prolongávamos a música até fartar. Não sei se um dia me chegou a acertar com a baqueta, já exausto e enraivecido.

** drástico faz parte da pérola seguinte. Esta nota não dispensa a sua leitura

4.16.2006

Época Pascal

Já parece o Natal, mas em pior. O Natal é uma época de alegria, que comemora o nascimento de Jesus. Não há lugar para sofrimento ou reflexão.Bom, talvez se reflicta nos sapatos a levar à missa do galo.
A Páscoa tem a parte do sofrimento e da traição...Damn! E se pudéssemos transformar o Judas num tipo fixe, apagássemos a crucificação, as chicotadas e todo aquele horror?! Em vez do José de Arimateia podíamos pôr um coelhinho da Páscoa. Em vez da Cruz passávamos a usar uma bola de pilates (até condiz com a história e tudo), e Jesus em vez de morrer fazia uma entorse durante o exercício.

Férias

As férias são sempre benfazejas. O fígado por estas alturas bate palmas os primeiros 3 dias mas depois arruma as malas e bate com a porta. Compreensível. Afinal é ele que aguenta o pior. Como o fígado aproveita para tirar férias das minhas férias, menos mal para a minha saúde.

Pérolas Literárias Não Editadas XIX

"Há aí pessoas que não sabem para onde vão,onde estão e de onde vieram"

Autoria:TD referindo-se a um incauto que afirmara que o primeiro álbum dos offspring era o da caveira(ixnay on the hombre).

4.07.2006

Pérolas Literárias XVIII

"Está três a três em absoluto!"

Autoria: comentador da rtp quando nas grandes penalidades da taça de Portugal entre scp e fcp, as duas equipas tinham já tentado três vezes marcar."

Eh!Eh!Eh!

Freedom in Afghanistan,
say goodbye TalibanFree elections in Iraq,
Saddam Hussein locked up
Osama’s staying underground,
Al Qaida now is finding out
America won’t turn and run once the fighting has begun
Libya turns over nukes,
Lebanese want freedom, too
Syria is forced to leave, don’t you know that all this means

Chorus
Bush was right!
Bush was right!
Bush was right!

Democracy is on the way, hitting like a tidal wave
All over the middle east, dictators walk with shaky knees
Don’t know what they’re gonna do,their worst nightmare is coming true
They fear the domino effect, they’re all wondering who’s next

Repeat Chorus
Ted Kennedy – wrong!
Cindy Sheehan – wrong!
France – wrong!
Zell Miller – right!

Economy is on the rise kicking into overdrive
Angry liberals can't believe it's cause of W's policies
Unemployment's staying down,
Democrats are wondering how
Revenue is going up, can you say "Tax Cuts"

Repeat Chorus
Cheney was right,
Condi was right,
Rummy was right,
Blair was right
You were right, we were right,
“The Right” was right and Bush was right
Bush was right

Copiado daqui

4.05.2006

Política (long time no see)

Desiludo-me com a dita a torto e a direito, e por isso tendo a evoluir e a procurar novas soluções para as questões da civilização, da sociedade e do indivíduo. Para isso tento apesar de certa laziness ler os que escrevem e pensam melhor que eu. Na revista Atlântico há uns quantos exemplos. No entanto num dos artigos que por lá li define-se o xô dr. Paulo Portas como o candidato ao prémio conservador liberal português nº1. Para isso contribuiria a cultura e o conhecimento demonstrados no programa sobre a arte no sicnotícias. Nada a assinalar. Mas dizer que será o político expoente máximo do liberalismo, um ex-ministro que não falava de outra coisa senão valores nacionais e até de empresas estratégicas (!!!!!), não me parece certo. Terá uma mente brilhante e não duvido de tal, mas como político e ao contrário do afirmado tantas vezes, falta-lhe coragem de se demarcar dos ideiais que pensa agradarem ao povo, e mostrar o que realmente o move na política.

Já agora, para não parecer que só falei da Atlântico para criticar, aconselho o artigo que questiona os filmes supostamente revolucionários de Hollywood. Eu quero muito ver um sobre o Guevara a chacinar gajos por razões arbitrárias. Armaria um estaminé à entrada do cinema a vender t-shirts com a foto do homem, e à saída perguntava aos que haviam comprado (seriam muitas dezenas de certeza) o que sentiam com aquela coisa vestida. Seria bem divertido ouvir as respostas daqueles putos/adolescentes comunistas que têm sempre a resposta na ponta da língua e nunca percebem bem o grotesco de certas coisas que dizem. No fim o óbvio, seriam instados a comprar uma t-shirt com a fronha do Hitler para juntar à sua colecção de carniceiros.

Pérolas Literária Não Editadas XVII

" - Não fumes pá! (tirando o cigarro da boca ao interlocutor)
- Tu estás todo bêbado e dizes-me para não fumar!
- Mas o álcool é um mal comum a muita gente..."

Autoria: LP e Unknown

4.04.2006

Presunção

Eu sabia que isto estava escrito em qualquer sítio no bom velho zangalamanga. Claro que com um doze avos da clareza, mas a conversa é a mesma. Além disso até tive que mudar uma acento a um á (!!!) não fosse o mono importunar a minha caixa de comentários.

Fastio

Além do óbvio. O óbvio.

Saudades

Além das óbvias. Falar com pessoas que não querem saber do que se passa. Que até preferem que me deixe de merdas. Que dizem umas boas pérolas. Que as dizem e não sabem que as estão a dizer. Que não esperam a melhor oportunidade. Que não me querem como elas, nem com elas. Que quando querem dizem: "nós aqui quando jogamos, ou jogamos ou não jogamos". Pessoas que em vez de se armarem em boas, agem com indiferença. Têm mais nível na ponta da unha do dedo mindinho do que outras no cérebro inteiro. Têm-me faltado amigos com estilo.

Só quem me atura dia e noite me mantém à tona...

3.30.2006

Ridículos

O gajo da revolta dos pastéis (claro que sem link) já foi devidamente chacinado aqui, mas hoje vi um livro do bloody bastard à venda. Já não chegava tê-lo visto no seu programa enfadonho tipo malucos do riso sem ensaio e caretas, agora sempre que fôr àquela papelaria vou gramar com aquilo no balcão. O título: "sou português... e agora?" acompanhado de uma fotografia do aspirante a palhaço ,que nunca será, com um cachecol da selecção ao pescoço. Como se percebe é uma desculpabilização da sua falta de jeito/piada. O gajo quer dizer : "Sou um burro, não tenho piada, conto histórias que só fazem rir o público ao vivo(pago bem), tenho ar de gêbo, mas isto tudo é porque sou português. Há algum problema com isso?" Há. Ainda por cima, das vezes que vi o programa, o gajo falava sempre do curso de direito que tirou e das aulas que deu não sei em que faculdade, desculpabilizando-se e rejeitando a pressão de não valer nada: "Eu tenho um curso, era bom aluno e não preciso disto para sobreviver". Ainda pior, porque não tem necessidade de fazer figuras tristes.

Os sketchs que o outro que lá anda faz também não valem nada. Não gosto. Sem piada, forçando as pessoas as rir-se do ridículo. É como contar uma anedota em que ninguém se ri e despejar um copo de água na cabeça só para provocar umas gargalhadas (que ainda ssim não se conseguem).

Punk

A única banda punk autorizada a fazer músicas com mais de três minutos são os Clash. Oiço certas bandas a aventurar-se pelos meandros dos 5 e até 6 minutos, e tenho náuseas.

Pérolas Literárias Não Editadas XVI

"-Quem é que pôs lá a fotografia?!!!
-Sei lá eu!
-Aposto que foi o Pereira.
-Então vai falar com ele!
- Hoje não... Deixa-o dormir descansado que amanhã..."

Autoria: JF e MM

3.26.2006

Coitadinhos

Aprendi a topar os coitadinhos há algum tempo. Quando saí da adolescência, em que todos somos desgraçados durante um ou outro momento. Comecei a topar as expressões infelizes e de abulia em gajos de barba quase rija, que deveriam ter mais com que se preocupar, do que a tristeza e injustiça do mundo. Sstes coitados fora de tempo são perigosos (porque têm mais força que um púbere). Nesta situação é raro encontrar moças, mas também acontece.

A roupa aparentemente desgrenhada, mas cuidadosamente escolhida, é um sinal de aviso. Não mostreis alegria, contentamento, ou sucesso na vossa saída da puberdade e entrada no mundo real. Nunca! Os coitadinhos culpar-vos-ão pelas desgraças, pela falta do emprego (ideal), pela falta da gaja (uma que não se importe de ser o alvo de toda a culpa), pelo bife com batatas que a mãezinha não deu ao jantar, pela invasão do Iraque, enfim pelo que o coitadinho quiser. Será sempre de esquerda. Não que não haja anormais na direita, há muitos, mas hoje trato de coitadinhos, e esses são de esquerda. São de esquerda e assim que se fizer um esgar no momento em que se faça referência a certos assuntos políticos... É o fim. O coitadinho passará a olhar-vos como o condenado que mira o executor. Mas com orgulho! Com desprezo: "Tu és dos maus e oprimes-me mas eu prevalecerei!"

Aconselho nestas alturas o emborcamento final da cerveja, e a mudança de conversa para o ciclo de vida do crocodilo. Aí, o coitadinho será testado na sua inteligência. Se perceber, abandona a mesa e começa a procurar novos opressores (abro um parênteses para sublinhar o curioso que reside neste facto: o coitadinho procura o putativo predador). Se não perceber, também não deve saber o que é um crocodilo, cala-se e vai embora para casa.

Pérolas Litera´rias Não Editadas XV

"Passei por sítios que nunca pensei como é que era por trás".

Autoria: Desconhecido no programa em que fazem obras

3.23.2006

Beer

As cervejeiras têm aumentado as vendas, os lucros, a produção. Têm uma oportunidade boa de investir e produzir novas cervejas, e fazem-no. Muito bem. Andam umas atrás das outras. Mal. As ruivas são boas cervejas, com paladar diferente, um pouco mais de álcool... Serve para variar. Mas e as fáceis de beber? Não se percebe a insistência em vender a imagem de que a cerveja deve ser fácil de beber. É um contrasenso. Se quero algo fácil para beber, bebo água. Sagres Chopp? Claro, o Brasil e a sua tradição em cerveja. "É o público alvo!" Com esta vontade de andarem uns atrás dos outros, esqueceram-se que nem todos gostamos de limonada.

Inventai uma cerveja de jeito!

3.21.2006

No Dia

em que o punk rock sair da porcaria em que anda metido, as cheer leaders vão ter o seu descanso, e a meninada do half-pipe é que vai sofrer.

3.17.2006

3.16.2006

Tabaco e baixas expectativas

Andava num zapping desenfreado (entre a rtp1 e a rtpaçores) quando me deparo com uma reportagem sobre a cidade Guarda. Aguço os sentidos e tremo. Notícias da minha banda são sempre más. Tiros, pobreza, corrupção... Não muito diferente do resto do país, acedo, mas quando se trata do que conhecemos melhor... Bom, nada a temer. A reportagem era sobre a Cerci, seu aniversário e de como o festejaram na Instituição em (soa estranho, mas porquê dizer "na Guarda" se não digo "na Lisboa?") Guarda. Mostraram uma banda de hip hop feita por utentes da instituição (acompanhados por um professor de música) que é um sucesso, em que todos os elementos se sentem satisfeitos e investem numa actividade que os realiza e estimula. Tudo bem, aplaudo emocionado. Até têm um clip vídeo. E aqui tudo se complica. Não porque me impressionem as deficiências motoras ou mentais notadas no clip, nada disso. A música era uma balela anti tabagista. "deixa o tabaco, diz não obrigado, pôe o tabaco de lado".
Erro 1: Põem putos que devido à descriminação já têm dificuldades em inserir-se socialmente, a fazer o papel de moralista. Este papel não é integrador, não.

Erro 2: Assume-se que "os miúdos são uns coitadinhos e então vamos lá pô-los a escrever sobre temas batidos, sem piada e óbvios".

Erro 3: Um jovem sem qualquer défice que se sinta inclinado a fumar e vê
este clip e...
Erro 4: por favor! O puto que cantava na banda , até tinha atitude o puto, era tetraplégico. Óbvio que não fuma, a não ser que a mãe lhe dê umas passas.

A ideia é boa, mas o problema é que no conteúdo subvaloriza-se sempre determinadas populações , criando sempre baixas expectativas das suas potencialidades. Neste caso, não os podiam pôr a rappar/berrar acerca das dificuldades em andar numa cadeira de rodas na cidade (seja ela qual fôr) em Portugal)? Ou a cortar nos "burros" que os discriminam?

The Hell´s road is paved with good intentions.

3.15.2006

Ventania

Hoje o boletim meteorológico anunciava chuva aqui para os Açores, assinalando que ventos fortes se iriam fazer sentir (onde ?...). Dizer que vai chover nos Açores é o mesmo que dizer que um carro que se desloca a 50 km/h percorre em média 50 km numa hora. Mas por incrível que pareça, logo hoje esta regra foi quebrada. Logo hoje que na RTP deram ênfase à chuva nos Açores, ainda não choveu na Terceira. Vento sim, mas sem chuva.

Um carro que se desloca a uma velocidade constante de 50km/h, poderá em situações extraordinárias, percorrer em linha recta 47 quilómetros numa hora?

3.11.2006

Para aprender a dar atenção a prefixos como "trans", e a não escrever postas à bruta

Não voltarei a confundir rotação com translação
Não voltarei a confundir rotação com translação
Não voltarei a confundir rotação com translação
Não voltarei a confundir rotação com translação
Não voltarei a confundir rotação com translação

O Malfica

Passou e já anda aí a azia de tripeiros e lagartada. Prefiro assim. Como já referi no outro blogue quando o porto ganhou a uefa, quando o Benfica ganha um jogo internacional não quero dividir a minha alegria com os adversários. Quero vê-los tristes e cheios de inveja. Assim como o contrário também devia ser o habitual. Vi os jornalistas a entrevistarem o adeptos do Everton e todos iam torcer pelo Benfica. Diziam-no a rir, como que antecipando o sabor do gozo ao toparem as caras do amigos mas adversários de clube.

Aniversários

Outra vez os esquecimentos. Uma abraço de aniversário para o Marco Nabais que fez 50 anos no dia 21 de Fevereiro. Que não te esqueças de me pagar uma grade (hei-de bebê-la sozinho, enquanto oiço o álbum do único branco cego).

3.09.2006

Se me vissem a cabecear de sono no banco de um comboio...

"É difícil encontrar um hábito ocidental que não ofenda a "rua árabe". Eu presumo que, se a "rua árabe" me visse ao acordar, haveria mortos e feridos durante várias semanas."

João Pereira Coutinho na Folha

Paradoxo

Os Green Day, com Billie Joe Cantando: "Don´t wanna be an american idiot".

3.07.2006

Pérolas Literárias Não Editadas XII (eurocentrismo no seu pior)

-B., o que é maior? A europa ou o mundo?
-Opá deixa-te dessas perguntas...

Autoria: B e H.

Burrices

Eu fui dos asnos que, dentro da minha profunda igonrância, achou que o Lula da Silva ia mudar para melhor algumas coisas no Brasil. Sabia que o gajo já não era radical, e que não era nenhum Hugo Chávez. Incomodou-me aquele convite muito mano/manero/bem na paz ao Gilberto Gil para ministro da cultura. O populismo consolidava-se. Depois foi esse mesmo ministro a tocar uns batuques com o Kofi na sede das Nações Unidas. Tudo "rejoiçou"!"Que bonito tudo aqui no batuque pela paz". As medidas do cabaz família e quejandos ao princípio não me pareciam compra de votos... Depois o mensalão, homicídios estranhos e grande reboliço nos média: lembro-me dos meus tempos de puto e do Collor de Melo, do impeachment e da vergonha que o povo brasileiro passou. E agora? Agora nada. O Lula diz que não sabia nada, confirma que é mais burro que um testo, chora, promete mais cabazes e a intelligentsia aplaude (ou como dizia o sr. Caroços: aplude). Foda-se! Onde estão os padres do costume a condenar e a pedir penitência?

O cúmulo foi a proposta de lei que impede os brasileiros de utilizar certas palavras que podem ofender as minorias. Aqui está o germe do ideal de civilização de Freitas do Amaral.

Aniversários

Não me lembro do aniversário do meu antigo blog, e deixei passar o aniversário deste. Pobres. No entanto há os outros para festejar. Estes rookies fazem um anito, e eu acho bem escrever daqui os parabéns, apesar da falta de humildade do fundador que ainda não foi capaz de agradecer publicamente (ou em privado, como lhe conviesse) aos dois amigos meus que inventaram a palavra que ele usou para o blogue. Mas é isto o sabugal, com os complexos tipicamente terrentos. Se fosse um qualquer palhaço de Coimbra teria direito a uma grade de minis sempre que visitasse à bela vila. Como são apenas gajos endémicos e demasiado fixes e que preferem ouvir AC/DC a Stereolab...

3.06.2006

Pérolas Literárias Não Editadas XI

No bar Osíris com João B. ao balcão. Transportando nervosamente um cd nas mãos...
"- Oh João mete aí este álbum a tocar...
- Meto-te é um murro nos cornos!!"

Autoria: Eu (ou qualquer incauto com as mesmas intenções ) e João B. ( que servia bebidas brancas qualquer que fosse a mistura por 100 paus. ).

DJ

Geralmente não gosto de discotecas. Paro mais em bares/tascas/cafés que passem rock. É com tristeza que se começa a transformar em raiva que noto que até o mais novato e iletrado dj insiste em repetir demasiadas músicas dia após dia. Eu compreendo-o como uma visão narcísica estúpido/profissional de quem julga que tem um público cativo que não dispensa as suas (não)-escolhas. Isto revela claro a falta de coragem em mostrar o que se conhece para além de uma ou outra intromissão por caminhos de inovação. "Se smashmouth é catchy até ao tutano, todas as semanas vou pôr isto a bombar"! Prefiro de longe o maluco do doom que hipnotizado pelos desenhos dos novos cds põe músicas que só ele e mais dois ou três gajos no mundo é que conhecem.( Não contam aqueles que põem som que ninguém conhece só pior isso mesmo. )

O pior pior é ter o Superunkown na mão e insistir sempre na black hole sun (grande música) ou, assumindo uma postura de gajo conhecedor, a Spoonman (grande música). Nunca ouvi a Superunknown num local público porquê? Porque os dj´s que passam rock nos bares e tascas a que fui são uns pretensiosos medricas.

Nomes

Quem aqui vem há algum tempo deve ter notado que mudei o nome à taberna. Zarabatana deu o berro. Primeiro porque me fartei. Há uns posts atrás apelei à colaboração dos visitantes para me ajudarem a escolher um novo dizer. Ninguém o fez, o que só demonstra as vidas atarefadas que essas duas ou três pessoas têm... Lembro-me da ameaça de um desprevenido, ocasional (ia pôr acidental mas depois tinha que pôr link) visitante que me ofereceu pancadaria se eu mudasse o nome porque segundo ele: " quando decidi criar um blogue pensei exactamente em zurze e zarabatana e foi com extremo desagrado que descobri que já alguém escolhera essas duas belas palavras". Claro que textualmente não foi assim que o visitante se exprimiu mas não me faltava mais nada do que ter de andar à procura de antigos posts meus e respectivos comentários! Caro visitante ocasional: o endereço continua zurze mas o nome mudou e é com pena que me mostro indisponível para um duelo devido a artroses que de há uns dois anos para cá me vêm atacando. Por outro lado regozijo-me porque vossa excelência poderá agora criar um blogue e chamá-lo de zarabatana mantendo a sua originalidade (embora de gosto duvidoso devo acrescentar. Zarabatana nunca me soou bem como nome de blogue. Mantive-o por preguiça. E por essa mesma preguiça substitui-o por algo que não é sequer um nome, é...).

A segunda razão pela mudança de nome tem que ver com o google (no link I know). Quando tenho curiosidade em saber a proveniência dos visitantes vou ao sitemeter. Lá apareciam umas bandeiras brasileiras de quando em vez. Contente e agitado pela putativa visita propositada de uma baiana maluca, procurava pormenores. "Como fazer uma zarabatana; zarabatana em casa;o que é uma zarabatana atapalkuirichipi?". Aqui estão as razões de visitas brasileiras. Para estes cá vai: Lede agora que nunca mais volto a falar disto!!
Zarabatana: tubo por onde se sopram setas. Pode ser uma cana, mas um tubo fininho de pvc é muito mais fixe e as setas feitas com papel com uma agulha na ponta deslizam tão bem que tornam as daqueles índios da américa numa pistola de água ao lado de uma magnum 44 que será a vossa zarabatana. Se lhe tirardes a agulha podeis brincar e pôr na linha o puto ranhoso que tem a mania que com um tubo de caneta bic e uma bolas de papel consegue ser muito mau.

3.04.2006

No dia

em que o papel higiénico pagar 5% de IVA, o culminar da civilização estará muito perto.

3.02.2006

Pérolas Literárias Não Editadas X

"-E eu que não gostava de cerveja!!?
- Eu também só tenho um álbum."

Autoria: TD e DF

Fozes do Arelho Internacionais

Percebo que as pessoas gostem de ir onde a água é mais quente, servem martinis enquanto apanham um sol fixe numa espreguiçadeira ortopédica. Compreendo até que gostem (muito até) de estar em pequenos fortes cheios de mantimentos enquanto à volta o pessoal se desunha com 1 dólar por dia. A sério! Mas transformar umas férias em pretexto para subida de estatuto parece-me forte. Falar da Foz do Arelho (que é bem fixe) da República Dominicana, como quem fala de um bar punk clandestino em plena Londres faz-me querer deixar de ouvir a conversa do mar calminho, quente e azul como nas fotografias.

4ª Classe

A luta de classes está mais quente que nunca. Eu cá, estou do lado dos que não foram nem querem ir a Fortaleza ou a Punta Cana.

Pérola Literárias não Editadas IX

(O sr. Coxo da Praça assa umas sardinhas)
ZG-" Aaaaah, belas sardinhas ! Agora uns pimentinhos e um copinho de vinho é qu´era...
CP-Tu nunca havias de beber vinho!
ZG- E tu nunca havias de beber água!"

Autoria: Zeca Graxa e Coxo da Praça (Posso escrever o nome porque são figuras públicas)

2.22.2006

Postas alheias, sensatas e que me ajudaram a compreender melhor o mundo em que vivo, confirmando assim que há pessoas de bem e que se preocupam.

Procurai o Malato e o Markl. Especialmente o Markl... Eh!Eh!Eh! Aquele cara de caraçass!O que é que lhe deu para ir para ali!?

Santinhas

Ia escrever sobre a irmã Lúcia e principalmente, sobre as gripes (neste caso a sua não existência) no santuário de fátima, segundo fátima campos ferreira. Como já tanta gente escreveu tanta coisa, vou escrever sobre o movimento terrestre de translação.
Este é um movimento que a Terra faz sobre o seu próprio e imaginário eixo.

2.18.2006

Pérolas Literárias Não editadas VIII

" - Agora vou apanhar o comboio e tenho que comprar bilhete.

- Não compres! O pica não aparece.

- Ãããh?! Estão lá sempre!

- Então se calhar é melhor comprares porque se o revisor aparece...

- Oh! Eles nunca lá estão!"

Autoria: D. (aka king of contradiction) e EM.

Come on come on

Listen to the money talk. A guitarrada desta música é mesmo bonita. Não ultrapassa o nível rockeiro da Back in Black, nem o puro rock da Thunderstruck, mas é rock bonito. E quando escrevo AC/DC escrevo rock. Rock.

HIV

Por aqui fala-se de sida, de prevenção, discriminação e tal. O blog é a porta de um programa de rádio da bela cidade de Angra do Heroísmo, apresentado por uma colega.

Eu já fui lá mas, pelo sim pelo não, teclei com luvas de borracha.

2.17.2006

Universitas

Fico preocupado quando dizem que há poucos estudantes universitários, e que deveria haver mais estudantes secundários a ingressar (lembra gressinos não é?) no ensino superior.

Dos conhecimentos que tenho, raros são os casos de sucesso. A grande maioria vai para um curso superior porque além do estatuto, sabem que têm direito a 5 anos de bebedeira/actividade política/intelectual(quase sempre pseudo)/vestir-se como pinguins/lutar e berrar contra aqueles que se vestem como pinguins- riscar o que não interessa e acrescentar o que interesse.
O maior burro entra numa Universidade (então se for em Coimbra* está o caldo entornado) e no preciso momento em que se matricula transforma-se no maior intelectual da sua faixa etária. Qualquer assunto está ao alcance deste/a (estava a ser misógino porque isto também acontece com meninas) estudante que até à altura não conseguia soletrar betoneira.

O pior, piorzinho, mau, péssimo, é quando este pessoal estudante faz amigos nessas universidades e depois os traz à terra afirmando:" Epá, este gajo é mesmo fixe. É maluco pá! No outro dia bebeu 4 grades de cerveja, duas garrafas de uísque e apalpou três ou quatro gajas enquanto vomitava". Nós as vítimas temos que sorrir amarelamente e acenar que sim, que o gajo é mesmo maluco. Qual a necessidade? Não tem mal conhecer pessoas, escusam é de transformar qualquer loser no Barney do Bar do Moe. Apresentem-me o Barney e eu direi com agrado que ele é um maluco.

*Conheço Universitários/as(inclusivamente, sim senhor, de Coimbra) que não são broncos/as. Este, até agora, é um dos exemplos.

2.05.2006

Punk Rock para o Maomé (e para aqueles a quem a carapuça servir)

Rock the Casbah

Now the king told the boogie men
You have to let that raga drop
The oil down the desert way
Has been shakin' to the top
They shake it for his Cadalac
He went a' cruisin' down the ville
The muezzin was a' standing
On the radiator grille

CHORUS
Saudi don't matter
Rockin' the CasbahRock the Casbah
Saudi don't matter
Rockin' the CasbahRock the Casbah

By order of the prophet
We ban that boogie sound
Degenerate the faithful
With that crazy Casbah sound
But the Bedouin they brought out
The electric kettle drumThe local guitar picker
Got his guitar picking thumb
As soon as the sherif
Had cleared the square
They began to wail

CHORUS
Now over at the temple
Oh! They really pack 'em in
The in crowd say it's cool
To dig this chanting thing
But as the wind changed direction
The temple band took five
The crowd caught a wiff
Of that crazy Casbah jive

CHORUS
The king called up his jet fighters
He said you better earn your pay
Drop your bombs between the minarets
Down the Casbah way
As soon as Shereef wasChauffeured outta there
The jet pilots tuned to
The cockpit radio blare
As soon as Shereef was
Outta their hair
The jet pilots wailed

CHORUS
He thinks it's not kosher
Fundamentally he can't take it.
You know he really hates it.

Ao Joe Strummer já não o podem condenar à morte... Infelizmente.

E agora?!

1.31.2006

RTP

A RTP está pródiga em trocadilhos. Parece-me especialmente grave esta situação no jornal da tarde (é o único que posso ver, se não quiser ver os resumos do rabo de peixe-fonte bastardo). Os senhores não conseguem ir a uma livraria sem falar da sopa de letras, não conseguem falar em desporto sem empregar a expressão "ir à bola com"(rtp n), informam sobre os acidentes rodoviários e lá vem uma estrada para o além. E o slogan "Para sua informação?" Outro trocadilho de merda. Este pessoal pensa que encontrou uma mina! Qual brainstorm, qual carapuça! Vamos ali ao Zê Vaz da taberna que ele é que tem umas ideias boas para a publicidade. Pagamos-lhe uma garrafa de carrascão e está feito. E o que é que me interessa que haja uma loja alternativa no Porto para punks, góticos e hippies? Em Lisboa onde estudei, há disso a pontapé e não precisam de publicidade à borla! Já há tempos era uma livraria que ia fechar e as pessoas deviam ir lá para aquilo não ir à falência, e a rtp a fazer a reportagenzeca com o tal trocadilho da sopa de letras. Porra pá! Não me interessa o que se passa em terras com nome destes: Leça da Palmeira, Matosinhos, Santa Maria da Feira, Póvoa de Varzim! Mesmo do Porto só quero saber coisas realmente importantes para mim como português. O resto é para o Regiões! Esse pessoal do Porto devia arrepiar caminho, que assim não.

O objectivo é...

Chegar o mais longe possível. Sempre que voltar a ouvir isto, sei que estão a falar de uma selecção, ou desportista portugueses. A selecção de andebol tinha com grande objectivo e cito o jornalista da rtp:"Este ano o objectivo da selecção é nada mais nada menos que chegar o mais longe possível! A fasquia está sem dúvida muito alta! Será que vão conseguir?" Exagero na citação textual, mas não no seu sentido. E aí está: 3 jogos três derrotas. Não me interessa. Muito provavelmente perderam por muitas razões que não a falta de trabalho. Mas o objectivo proposto foi conseguido, e isso preocupa.

1.30.2006

Bifinhos de perú

Aquela publicidade da Knorr em que um tipo que não sabe cozinhar, é hipnotizado para o fazer, põe em causa o conceito de tábua rasa, de aprendizagem, e de desenvolvimento das estruturas cognitivas.

Pérolas literárias não editadas VII

" Ou me dais um Aspegic ou já me vomito aqui todo"

Autoria: DF na fiesta de passagem de ano que eu lamentavelmente falhei

1.29.2006

Sonsas Ateias

Conheci e Conheço muitas sonsas religiosas. Como tive uma educação católica, grande parte dos meus relacionamentos começaram por ser com pessoas da mesma fé. Eu próprio era um bocado sonso católico quando fui baptizado. As sonsas católicas de que falo são as da fase da adolescência. E se é verdade que algumas das sonsas se desinibiram para além do desejável, outras continuaram e continuam na sua senda da sonsice. Tudo bem, porque nomalmente estas sonsas têm uma visão diferente mas tão "auto satisfatória" do mundo, que toleram e compreendem quem está ao lado do caminho que elas escolheram. Falam do que lhes apetece (principalmente das viagens magníficas que fazem para visitar o papa naquele encontro dos JOVENS) e ouvem o que têm a ouvir. Não raras vezes dão uns toques fixes na guitarra. Há sonsas católicas insuportáveis, mas essas não são inteligentes. Por isso são insuportáveis.

Pior, pior são as sonsas ateias. Cultivam a moral secular sem qualquer apoio espiritual, sem perceber o mundo que está à sua volta, e isto cria seres, neste caso raparigas/mulheres azedas que nunca mandaram uma boa, mas que anseiam por isso todos os dias, e que condenam quem o consegue fora dos seus insondáveis parâmetros morais. Normalmente têm uma grave falta de tolerância para o discurso do outro, incluindo o discurso religioso. As sonsas ateias são insuportáveis.

A moral é impossível fora da religião? Claro que não. Não desdenhando a minha educação católica, não o sou agora. Aprendi com a religião algumas coisas que fazem parte do meu pensamento moral (onde tenho que fazer upgrades amiúde), mas acho muito provável que existam muitas pessoas com um bom desenvolvimento da sua moralidade que nunca puseram os pés numa igreja. Conheço algumas.

A tolerância é um dever? Não. A tolerância é uma forma de lidar com outras pessoas sem haver imposição de pensamentos, atitudes... Mas eu não tenho que tolerar comportamentos ou discursos com que eu não concorde. Intolerância é por vezes a única maneira de agir correctamente. Se tivesse havido intolerância com os gajos de bigodinho ridículo da Alemanha e da União Soviética, não teríamos assistido ao resultado da sua doentia intolerância. Porque é que a campanha rodoviária "tolerância zero" não se chamou "intolerância mil"?

As sonsas ateias têm tudo trocado porque ninguém as ensinou como deve ser. São intolerantes com o que não deviam ser, enfadonhas quase sempre, e não têm viagens fixes para contar.

1.27.2006

No dia

em que o Hamas negociar o que quer que seja com Israel, muitos body-bags terão sido utilizados.

Rejubilai, revolucionários!!!

"Centenas de apoiantes do Hamas ocuparam hoje o Parlamento palestiniano em Ramallah, retirando a bandeira palestiniana e hasteando no seu lugar a bandeira verde do movimento."


O Hamas, esses freedom fighters conseguiram chegar ao poder!

1- O povo elegeu um partido fascista para o governo. Acreditam que com a violência/guerra aberta conseguem de Israel o que a Fatah não conseguiu há uns anos atrás.

2- Positivismo na política, é esperança com a cabeça no cepo.

1.24.2006

Clothes/maturidade

Aceito que me apontem alguma imaturidade pela forma como me visto. Não o compreendo porque nunca uso cores chocantes, nem de traço vanguardista. Poder-me-ão acusar de usar roupa demasiado confortável. A minha fisionomia e carteira não me permitem andar vestido com roupas discretas, confortáveis e de muito bom gosto e elegância. Sou um pouco despreocupado, só um pouco. Não me parece bem que fale de maturidade quem usa camisas de cores garridas, pullovers berrantes, calças beige e sapatos daqueles que nós sabemos. Porque entre este tipo de indumentária e a minha, a maturidade está obviamente do lado de quem nem sequer a põe em causa.

A maturidade está em demonstrá-la sem ter a sensação de que o estamos a fazer. Quando pensamos que estamos a ser maduros, estamos a ser uns putos contentes a quem foi confiado o cão durante uma hora.

Rock

Leio por aqui que:"Os trovadores nacionais de hoje são todos gajos porreiros e de esquerda, preocupados com o HIV e dispostos a entregar cachets a causas relevantes. O roque-enrole morreu." Concordo, se nos lembrarmos dos badamecos que passam no Top+. Agora se ouvirmos o"És um homem ou és um rato" e o "Festa tribal"(registo épico de um concerto na Martingança! Sim, não é em nenhuma casa cool de Lisboa ou Porto) percebemos que nem tudo são florzinhas. Mata-Ratos é roque-ennrole e estão bem vivos, ainda antes dos heróis del mar.

1.18.2006

Ratos

Tenho ouvido (por vezes atónito!!!!) histórias épicas de ratos que sobem pelas sanitas e entram em casa das pessoas causando a rebaldaria. Tendo em conta que isto por vezes acontece em prédios (cheguei a ouvir a história da ratazana que subiu ao 23º andar), chego a duvidar da sanidade das pessoas que asseguram a veracidade destas façanhas roedoras (ah! que bem que me saiu esta!).

Por outro lado pensei: o rato está no esgoto, na porcaria comendo a porcaria, nadando na merda, bebendo alguma cerveja que vem pelo escoadouro. O que é que o fará subir pelo cano por onde caem os resíduos dos humanos!? Será que escolhe o cano por onde sai mais merda? Não vou utilizar mais esta palavra rude, ou arrisco-me a inquinar ainda mais esta posta. Será que para as pessoas deixarem de contar essas histórias, podemos dizer:" Ai entrou um rato pela tua sanita? Sabes que eles escolhem o cano por onde saem mais cm3 de detritos biológicos identificáveis?!".

Ainda que a escolha seja feita de forma aleatória, porque o fazem? Porque se gostam mesmo das descargas que levam no esgoto, imagino a decepção depois de um esforço sobre-animalesco (eh!" estou imparável) para conseguir subir por uma sanita tão escorregadia, como o são a maioria. O ratito lá vai, vaaaai, vaaaaaiiiiiii, e quando consegue saltar cá para fora da sanita aí está: um chão limpo a cheirar a detergente, sem nada de comestível num raio de vários centímentros. Parece-me bem que a primeira coisa que o rato faz, uma vez no chão da casa de banho humana, é virar a cabeça e levantá-la para admirar a impossível empresa em que gostaria de se empenhar: voltar para onde estava antes.

1.12.2006

Companheira

Por causa do meu trabalho tenho visto vários relatórios de que consta a palavra companheira/o. Serve esta para designar uma pessoa que vive com outra na mesma casa sem estar casado/a. Está mal. Já os camaradas do PC também gostam muito de chamar companheiras ás mulheres, assim como um quantidade apreciável de intelectualóides. Porquê? Já nem vou falar da alternativa "amante" que seria uma belíssima forma de designar a pessoa de quem se gosta e com quem se partilha a vida, porque o caríssimo Miguel Esteves Cardoso escreveu já sobre isto num dos seus artigos (não me peçam para dizer qual o livro em que li, porque ainda era pequeno e não ligava a essas merdas de nomes de livros). A ideia é a de que o português assassinou a palavra "amante" dando-lhe um significado erróneamente pejorativo. Eu cá acho muito bem que se use a palavra "namorada/o"(por exemplo) e deploro a "companheira/o". O que é isto? -Epá, camarada fui ali comer uma sandes de torresmos com a minha companheira. Ela é uma porreiraça. E a tua companheira como vai? -Agora é companheiro, decidi que a outra não bebia cerveja suficiente, e só dava 23 toques na bola.

Companheira/o vem de certeza de companhia, e deve significar radicalmente: a pessoa que acompanha, que faz companhia. Isto, além de tresandar a mofo e naftalina, cheira a lar de idosos.

A próxima revolução socio-familiar devia ser essa. A abolição das companheiras e companheiros. Há amigas, mulheres, namoradas, gajas que se andam a comer(riscar o que não interessa) . Companheiras não!

No dia

em seres humanos viverem na Lua, farão da Terra o satélite natural.

1.07.2006

Radicais

Tenho visto com mais atenção as reportagens de desportos radicais naquele canal que é o Xis Treme. E percebo porque é que me andei a esforçar durante a adolescência para gostar muito daquilo, mas não consegui tirar o futebol da cabeça. Skate, bmx, in line e quejandos, são desportos (principalmente quando em half-pipe) enfadonhos. Todos fazem o mesmo. Os truques são iguais e só os trompaços é que trazem "alguma côr" à cinzenta monotonia de os ver a aguentar um bocadinho na parte superior do half-pipe, a fazer grind, o hand plant, o sem mãos, enfim sempre o mesmo. Por essa mesma razão é que não pode haver muitos entusiastas a assistir, porque não ser um desporto de massas pode ser uma vantagem, mas não quando só não o é por ser um enfado para quem assiste. E ainda por cima é um júri que decide quem ganha. Este pessoal anda a faltar às aulas e a marginalizar-se porque não gosta de ser avaliado pela sociedade e pela escola, para depois se irem enfiar num desporto onde são avaliados sempre. Uma pessoa vê o Ronaldinho com a bola a meio campo e não sabe se vai pela esquerda ou direita ( tudo bem, o Mourinho é capaz de adivinhar), se vai fintar ou passar a bola. Assim como o adversário pode deitá-lo abaixo, tirar-lhe a bola (se conseguir) ou ser ingloriamente mamado. Isto é bonito. Um jogo de futebol por mas entediante que seja não é previsível. O pessoal dos desportos radicais queixa-se da vida rotineira da sociedade, para se meter em desportos cujo objectivo é conseguir fazer uma série de movimentos repetitivos que pareçam rotineiros e naturais. É transformar a rotina numa forma de divertimento. Paradoxo.