11.30.2009

Sorte + Mundo =

Quem trabalha na área da intervenção social apercebe-se, a dada altura, da inexorabilidade caótica que define a vida. Sem desprezar a possibilidade do sopro divino que provavelmente nos guia, não podemos cegar-nos à realidade circundante e compreender a sorte que temos em fazer parte do Universo. Desde a sopa primitiva até agora, são infinitos os momentos que possibilitaram a humanidade e cada um dos indivíduos que habitam o planeta. Cada cometa, nebulosa, estrela, mamífero, pó, réptil, amiba, sentimento, movimento, tudo… Tudo faz parte de um carrossel anárquico que tentamos, muitas vezes sem resultado, enfeixar nos nossos constructos positivistas.
Pois eu também tenho tido muitas sortes na vida. Entre elas a sorte de ter decidido estudar psicologia. Em Lisboa. No Campo Grande. Na Lusófona. Numa das turmas da tarde. Só assim conheci a Carlita. Só assim conheci a moça de quem só me consegui aproximar (no 3º ano) depois de providenciais estágios que me impediram de levar a merecida banhada ao fim de umas quantas tentativas… Não dizer as baboseiras erradas, aproximar-me nas alturas certas, escolher o vinho errado com o efeito certo, oferecer as flores mais bonitas, partilhar as músicas essenciais, rir de filmes improváveis… Todos estes golpes de sorte levaram a que a Carlita dissesse que sim ao meu pedido de casamento. No dia 12 de Dezembro, tudo indica, será outro dia de sorte. Espero que mais sortudo do que este em que tentei desajeitadamente explicar como o amor é um filho feliz do acaso, que merece ser festejado de forma ribombante como vamos fazer no dia 12.

11.26.2009

Tanta muleta para tão pouco coxo

É impressão minha ou o "agora" é o novo "isto é assim"? Do mal o menos, não fere tanto a bigorna.

Uma das piores raças: enochatos

"É uma das piores raças: os enochatos. O vinho e a sua temperatura, o copo ideal, a colheita, a cortiça, ah bebi um assim em Valladollid quando ia a caminho de Bilbau (ia visitar o Guggenheim), os jantares de degustação, o Can Fabes (ah, mas eles odeiam Santi Santimaría, tão plebeu) e Ferran Adrià (ah, a tortilla com espuma de batata em vez de batata, que descoberta do caralho, uma espécie de Nestum de batata mas sem açúcar), aroma de aroma de amora, taninos fortes, um vinho único com explosões de carqueja e final de boca de abacaxi, uma gota extenuante, este para a entrada, aquele para primi piatti, o outro para secondi, por aí fora, palatos que debicam agnolotti ricotta e spinaci decorati con ravanelli ou as pataniscas de bacalhau aromatizadas com caril de Madras (de Madras!), ou ainda o finíssimo coulis de tomate fresco com manjericão e arroz Basmati com gambas, bom para um vinho confitado em azeite de ginja com molho de amêijoa. "

11.20.2009

Amizades longas

Há amizades que não sendo de presença obrigatória, se mantêm com piscar de olhos nos interstícios do tempo. Sabrina Audrey Malbran emprestou-me um dos poucos álbuns com que me arrepiei quando o ouvi: Alice in Chains Unplugged. Um dia também tocámos piano a quatro mãos, mas já não me lembro da peça. Este é o blog dela.

Um

Um pouco precipitado. Atarefado com a MTV, ainda não pescou o Them Crooked Vultures.

11.19.2009

Dar hipóteses

Um gajo como eu ouve os Dead Combo, Linda Martini, Legendary Tiger Man e às vezes dá uma hipótese àqueles atravessados do Indigente onde em 150 bandas se aproveitam duas, mas todos os que lá vão falam como se fossem o próximo Mick Jagger. O que me divirto a ouvir aquilo... Uma vez havia uma banda à qual eu não achava grande piada, ou melhor, não achava piada nenhuma mas que iam ser um sucesso internacional mais ao nível europeu. Eram os Turbojunkie. Paz à sua alma. A única banda a sério que saiu dali são os Ithaka e era só um gajo que claro, era americano.

Mas bom, oiço aqueles que disse ali em cima e gosto e tudo, mas depois vem um álbum como este dos Them Crooked Vultures e a pequenez roqueira nacional regressa à toca habitual.

Conto apenas com o novo álbum do Samuel para me devolver o optimismo. Quando sai isso?

Um triálogo de Junho

11.09.2009

Grandes filhos da puta

"Porém, a realidade das últimas duas décadas, não só na Alemanha de Leste, mas também na generalidade dos antigos países socialista do Centro e Leste Europeu, já para não falar da URSS, não testemunha qualquer progresso, por mínimo que seja, para o povo, mas antes um tremendo retrocesso económico "

Engraçado

Agora que o muro está morto e enterrado, começam a espreitar os primeiros zombies do bloco de leste. Que até havia coisas boas nos países sob o jugo comunista. Que há muitos, de lá e tudo, a dizerem que não se vivia assim tão mal. Outros acenam que sim e querem saber dessas vantagens tão benéficas a uma decrépita sociedade capitalista como a nossa. Depois da revolta visceral inicial, acalmo. Já oiço a mesma conversa, só que acerca do Estado Novo e da Alemanha 0% de desempregados do tio Hitler, há algum tempo. Só que os que falam bem dos tempos fascistas são lunáticos intolerantes, fascistas tiranos. Os que esmiuçam as qualidades escondidas dos regimes comunistas são bem pensantes vanguardistas, soldados altruístas pertencentes a uma elite auto-legitimada.

11.08.2009

Liberal à moda antiga

"Temos pouca cultura liberal entre nós. Liberal à moda antiga. Liberal, de liberdades, de autonomia, de independência e de individualismo. Queremos que a nossa opinião seja logo adoptada como a opinião; ou que a opinião dominante seja tão dominante que nem se dê ao trabalho de ir a debate. Temos medo de ficar do lado da opinião minoritária, do outro lado do poder – de onde vêm benefícios e vantagens. Tememos quem manda. O único horizonte de salvação é o Estado – para funcionários, para necessitados, mas também para empresários, que suplicam favores e facilidades. Por isso, o Estado tem sempre razão em nomes de todos nós («O Estado somos nós.»). Temos medo da palavra indivíduo – a maioria acha que o indivíduo (um luxo suspeito) não vale nada e que deve sujeitar-se ao colectivo, sacrificar-se em nome de todos. A nossa desgraça é precisamente essa."

Francisco José Viegas, que me ensinou, com Jaime Ramos, os Ramón Allones.

11.07.2009

Duas rápidas

Entramos num ginásio e um suposto responsável pergunta-nos se estamos lá para obter hipertrofia muscular. É o mesmo que ir ao hospital e um médico perguntar se estamos lá para arranjar um cancro.

Sabemos que estamos num balneário de nível quando alguém diz: "tens aí desodorizante para a malta?"

11.06.2009

11.05.2009

Minudências

Outra coisa ligada à que descrevo aí em baixo, é a da ignorância. Sim, assumir ignorância é das coisas mais difíceis para alguns tipos. E é hilariante ver certas caras comidas pelo pânico de não conhecerem certa banda, aquele livro ou determinado filme. E aqui subjaz a tal ligação ao medo de aceitar uma sugestão/empréstimo. Num movimento de cariz paranóide, o triste pensa "se eu aceitar esta sugestão estou a assumir que preciso de sugestões. Não! Nunca!" Para estes tipos assumir ignorância em qualquer assunto, por muito prosaico que seja, é como espetar-lhes uma faca no coração e rodá-la. A dor de não saber tudo e de estar só e indefeso face a um mundo onde há desconhecido e pessoas prontas a assinalá-lo, é lancinante. Eu também já tive dificuldade em admitir que não conhecia algumas coisas, mas depois fiz catorze anos e isso passou...

11.04.2009

Minúcias

Eu não sou de ceder ou emprestar muito. Cioso e talvez mete-nojo das minhas coisas, só gosto de emprestar a quem está dentro do círculo. Até já me aconteceu uma coisa deveras inusitada. Pessoas, que intimidadas por sabe-se lá o quê, recusaram empréstimos ou ofertas de música ou filmes. O que é isto? E o que me divirto a pensar nessas cenas.

Agradeçamos

Ainda não tinha agradecido convenientemente à Sic Radical por ter comprado a nova cena do Conan O'Brien. É que aquele Jimmy Fallon... Não, não, não pá.

10.29.2009

Zeke

Uma boa maneira de sabermos que estamos a ouvir punk rock, é entrarmos na passadeira do ginásio com um álbum a começar e estarmos ainda a meio do exercício quando o álbum acaba.

10.24.2009

A seguir

Dá um programa com um dos elementos dos Contemporâneos. Mau, muito mau. Muito trabalho, muita preparação, muito profissionalismo e uma psicóloga bem hot.

Acabou o Esmiuça

Gostei muito destes trinta programas. O que mais cativa é que os gajos continuam a divertir-se mesmo, com estas merdas.

10.20.2009

Easy evil

Bem sei que isto deveria ser mais fácil. Que a dor de costas pequena mas lancinante que por vezes assola, pode não ser mais que o azedume que destilo de parte do mundo. Que podia chafurdar no mel e não querer saber... Tão bom isso ser impossível.

Aqui, podemos ver umas boas fotos. O bloguista esmera-se e chega a escrever legendas que não obscurecem as fotos por completo. Mas encontram-se lá coisas muito feias como esta. Quiçá o texto mais feio que já li num blog.

10.19.2009

No Rio abateram um helicóptero

Em África do Sul é motins dia sim, dia não. Será que o pessoal das coisas do desporto se precipitou, ou cederam ao lobby dos hooligans europeus que reclamam melhores condições de violência nos eventos desportivos?

10.15.2009

Cabecitas

Desisti há algum tempo de combater a zombie consciência esquerdista que alumia com torpeza as cabeças da maior parte das pessoas que conheço. Mas não deixa de afligir a sempre renovada acepção de superioridade moral dos que no fundo no fundo não querem saber dos cinco filhos que Rosseau encafuou num orfanato. Aflige que se escudem por detrás da moral construída sobre milhões de mortos, para depois martirizarem políticos pelo seu estilo de dizer o que pensam e o que pensam fazer. Haja quem nos dê algum oxigénio: Paulo Tunhas.

Isto só pode ser bom


Desde que cá estou, já vi mais arco-íris do que no resto da minha vida.

Imagem daqui.

10.12.2009

Eu quero acreditar

A CDU, às vezes conhecida como PCP e o partido que nunca foi a votos

Primeiro um José Figueiras, depois um Luis de Matos. Ambos ganharam a presidência da sua Câmara, pela CDU. Os comunistas continuam a apostar na clandestinidade mas agora refinada, invertida. Adoptam nomes famosos para despistar a pide.

Copo consideravelmente vazio

Hoje o mar está meio tenebroso.

O Erro Infesto no DI de 6 de Setemro

...E falando de questões emotivas, conduzir a minha vida com o fornecedor de internet como pendura forçado (não há outro para a minha zona) tem sido também bastante pitoresco. O Sapo tem-me roubado com a velocidade que anuncia na televisão. É no tarifário, é na mudança de tarifário, é no tráfego estrangeiro, na velocidade… Enfim, acho que se houvesse uma lei que contemplasse o bestialismo virtual, eu estaria em maus lençóis pelas diversas vezes em que o Sapo já me agraciou com os seus dotes de sedutor. E tudo de uma forma muito cultural. Se eu desculpo a aselhice, até porque em muitos casos ela é sancionada com multas, ou sorrio quando vejo um camião trucidar um carro por distracção, já me é intolerável que empresas de putativa respeitabilidade (nunca a palavra putativa ocultou tanta irritação latente) abusem de cidadãos de forma deliberada. Pedagogia, sem dúvida precisa-se. Se não, digam logo que isto é para ser à bruta, para dar hipótese de tomar precauções.

10.11.2009

Resumindo e concluindo

No Future, é o que me parece.Reconhecesse-se a crise das pessoas, como a económica.

10.08.2009

No future

O ser humano é pensante. Raciocina. Filósofos, cientistas, teólogos tentam todos os dias perceber qual a nossa origem, o nosso propósito e sonham com um futuro brilhante. E aí, os cristãos têm razão. Está tudo na Bíblia, não há grande volta a dar. Se a ontogénese imita a filogénese, diria que a vida de uma pessoa imita o percurso da humanidade. Vejamos: na Bíblia começamos com o princípio. Ãh, é ou não é? Depois temos um velho testamento com agressividade, violações, crianças passadas a fio de espada, castigos absurdos, guerras santas e destruição de civilizações inteiras, inclusivamente, a certa altura, de toda a humanidade menos de Noé e uns quantos mais. Depois chega Jesus e começa um era de paciência, de saber ouvir e falar com calma, dando hipótese e espaço para a mudança à terrível humanidade. Temos como que um último indício da maldade dos homens com a Crucificação. A evangelização que se segue promete o melhor para todos. Mas no fim, o que temos? O livro do Apocalipse. Um típico, "Ai é? Então tomai lá e ide todos para o Inferno." Como que uma desistência da humanidade. Mais uma vez, só uns poucos serão salvos, mais uma vez a bosta dos homens toma conta do mundo e só a destruição de tudo nos chegará.

Na vida também começamos por nascer. Depois a infância, que é um tempo de aprendizagem de limites, de compreensão do Eu, dos que nos rodeiam, das regras pelas quais nos devemos reger, ou seja, uma série de angústias e de violências que moldam a pessoa que vamos ser. Depois, uma fase de acalmia vem com a idade adulta. Percebemos que nem tudo é mau e que se soubermos ouvir e falar com paciência conseguimos milagres. Mas há uma altura em que percebemos que vai haver mais intragáveis do que o que pensávamos. Afinal o Velho Testamento é que tinha razão, mas o Apocalipse é uma hipótese de voltar atrás. O mundo é um tal jogo de azar, que as probabilidades de encarar coisinhas que nos fazem querer tocar a sétima trombeta, aumenta sempre que nos levantamos de manhã. E acaba a esperança de que aumente a percentagem de pessoas melhores.

Muitos falaram sobre estas coisas todas. Nietzche, o parvo do Sartre, Kant, Sócrates, Bertrand Russel,Heidegger, Maquiavel... Mas é tudo tão simples.

"Acordo de manhã
Com o perfume da desgraça
Zombies descontentes arrastando as carcaças
Danados da vida, ar triste e carrancudo
Carregam às costas o peso do mundo

Eu não quero que me fodam a cabeça
Eu só quero é cerveja e depressa
Se o mundo acabar e morrer ao meu redor
Venha outra rodada, não me fodam por favor"

"Outra rodada" - Miguel Newton

10.07.2009

Alegremo-nos

Com os Sufrágios Esmiuçados é com alegria que noto que Tiago Dores e Miguel Góis, os outrora mais fraquinhos (especialmente o Góis), estão muito melhor.

10.06.2009

Populismo?

Ideologia política que acredita em amanhãs que cantam. Como é que um amanhã canta? Ou em sóis que brilham para todos. Mas ao mesmo tempo? Mas isso não o é fim do mundo? O sol de um lado e uma estrela em rota de colisão do outro. Os amanhãs que cantam serão apenas um conceito poético, aliás inventado pela juventude hitleriana, mas o sol a brilhar para toda a gente já me parece perigoso.

Isto porque a Ritinha se lembrou de que o Paulinho de las Ferias é populista.

9.28.2009

As eleições são fixes

O partido com milhões de mortos na sua história, passa para quinto. O partido com centenas de mortos na sua história, aumenta os votos, mas fica em quarto. Os três partidos democráticos e sem mortos às costas, partilham o pódio.

9.23.2009

Ainda não é desta que vou votar

Para azar tremendo, estarei em sítios. O país não pode esperar e terá de contentar-se com os votos das outras pessoas todas.

9.21.2009

Parado mas pensativo

Que em relação à selecção tenho andado a laborar num erro grosseiro. Pagam sempre os estrangeiros, mas o que realmente me amofina naquela coisa não são os brazucas. É o Carlos Queirós. O tipo é execrável. Mau mas mau. Disse que a selecção do Lixenstein era parecida com a da Dinamarca. Carlos, naturaliza-te Luano (da Lua como está bem de ver). Eras o primeiro e se calhar arranjavam-te lá um terrenozito (para ires para lá, claro).

9.12.2009

O regresso à normalidade

Quem se lembra de ouvir Nirvana nos anos noventa, só pode lembrar-se da desgastante unanimidade que rodeava a música dos gajos. Um vez uns amigos meus perguntaram a um tarrento se gostava de Nirvana, uma vez que tinha um boné deles, e o gajo respondeu que só tinha o Nuiorque. Ou seja, houve uma altura em que cassettes de Nirvana partilhavam espaço com as do Toy. Mas isto não era o pior. O pior era mesmo a intelectualização e o espanto com que toda a gente ouvia as músicas da banda.
O Kurt Cobain e o Krist Novoselic gostavam de salientar o quanto desprezavam o glamour que rodeava as bandas rock. Sendo isto um estratégia impensada de marketing que acabava por alimentar ainda mais os fãs siderados, não questiono a genuinidade dos seus pensamentos. A verdade é que a chegada às massas da música alternativa ainda hoje dá frutos na forma de pessoas que dizem sem pudor que gostam mais de certas bandas porque são "alternativas".

Mas para contentamento do Krist Novoselic e provavelmente do Kurt Tijolo, os Nirvana deixaram finalmente de ser unânimes. Num passeio pela Amazon sou encaminhado para o Nevermind. "4 estrelas?" Pensei eu de certo modo admirado. Sim, parte dos putos de hoje em dia não estão para ouvir guitarras a fazer feedback em estúdio. "Mas o que é isto? Barulho? Um gajo a grunhir em vez de cantar?" No fundo parte dos putos parecem a minha mãe, no que toca a gosto musical, mas deixemos isso por agora. A unanimidade deixou, finalmente, os Nirvana. Alegrai-vos que está na altura de pôr essa merda a bombar nos carros de vidro aberto. Para ver os putos meneando a cabeça (não, não, pá).

9.11.2009

Quem disse que estava morto?

O Hugo devia ir até à caverna das caveiras

Ainda há-de haver mentecaptos que acham que o Chávez até está bem em algumas decisões. Depois de tudo o que anda fazer foi hoje oscular o burguês rabo do Medvedev (reconheceu a independência da Abkhazia e da Ossétia) em troca de armas. A Realpolitik volta para animar este mundo muito calminho. Bons velhos tempos em que a CIA evitava males maiores antes de acontecerem.

Distinções

Está bem que não somos máquinas. Mas é fodido ouvir falar de tolerância, liberdade e humanismo a quem tem a sensibilidade de um pneu de camião para o próximo. A questão da ideologia está infelizmente mais presente do que julgava, nas relações humanas.

9.10.2009

Os debates

Vejo e divirto-me. Ganham os que se riem sem parecerem psicopatas assassinos, ou o Shrek.

9.07.2009

I totally take back all those times I didn't want to nap when I was younger.

Rescaldo que me escaldo de mais uma jornada de apuramento para o Mundial

O Luisão marcou um golaço.

Se pelas costas dos outros vejo as minhas

Este blogue é uma merda. E será. Mas há outros, como este. Cheguei lá por caixas de comentários e não há dia de curiosidade que não me arrependa. A blogosfera, com todos os defeitos, tem alguns mais dolorosos que outros. As mensagens subreptícias, a lavagem de roupa indirecta, a lavagem do ego, o inchar deste, a escrita tipo sms...

Mas nada pior do que ver lémures que acabaram de descobrir que podem viver sem ser nos ramos de árvores, agir como se o acumular de bytes no seu disco rígido fosse o suficiente para bambolearem o olho à frente dos que julgam ser cegos. Diz o senhor Victor "Espanta-me, por exemplo, que Tarantino escolha em 2ºlugar da lista um filme, quanto mim, totalmente menor de Woody Allen - "Anything Else", ou que escolha um filme de mero entretenimento inconsequente como "Team America" como um dos melhores das duas últimas décadas". Espanta o senhor Victor que Tarantino escolha filmes que na cabecita lemuriana de pedante intelectualóide são para o povaréu. E eu, que gostei muito do Team America, lembro-me da "Chinoise" do Godard em que uns adolescentes muito letrados e burgueses deploravam a escolhas sociais e culturais do povo lá fora.

Mas querer corrigir gostos cinemáticos do Tarantino deve ser um novo patamar da auto estima. Parabéns senhor Victor.

9.01.2009

O Benfica ganha por 8 a 1

E eu vou logo espreitar aqueles três senhores que falam sobre futebol todas as semanas. Os cinco minutos que perdi hão-de servir para mais uns meses.

Filme que aguardo

Houve aí uns filmes de lutas impensávei há uns anos atrás. Predador contra Alien, deve ter sido o primeiro. Não vi. Jason contra Freddie Krueger é um que ainda hei-de ver.

Há um do qual não perderia a estreia por nada deste mundo:
"Michael Knight e Kitt contra MacGyver e canivete suiço". Qual o estilo de penteado vencedor? A permanete avassaladora, ou o tufo atrás do pescoço implacável?

8.29.2009

O regresso ao futuro

Uma das coisas boas deste filme, é que o McFly anda para trás e para a frente simplesmente para se salvar e aos que ama. Nada de ser o herói do mundo.

8.27.2009

Do adiamento

Este mundo não é justo. A sorte determina totalmente debalde, que rico pleonasmo este, quem nasce num monte de esterco ou quem nasce amiba. Ainda nestas dicotómicas realidades, outras tantas características que a sorte determina e que podem providenciar ao indivíduo tornar o esterco em ouro ou em, pelo menos, palha. Ou a sorte que faz de indivíduos com quase tudo para resultarem, debaixo de tantas e tão fodidas circunstâncias, farrapos, ou simplesmente cadáveres não adiados por muito tempo.
Há tempos vi um puto ali numa praia perto da minha casa (praia de calhau portanto) mergulhar no mar bravo, quando mais ninguém se atrevia. Mas a braveza não é aqui de deprezar. Aquela praia tem uma pequena piscina natural, que está sempre cheia e onde os pequenos e alguns cuidadosos se refrescam. Pois nesse dia, a bravura marítima cobria essa piscina e vinha cá bem à fronteira onde sempre lhe tinha sido proibido chegar. Quando recuava levava consigo grande parte da água da piscina que ficava quase ao léu. Este puto estudava meticulosamente a maré e mandava-se de cabeça no momento preciso em que a onda mais vigorosa arremetia pela rocha. Apetecia-me bater palmas. Só o nervoso miudinho que o raio do puto me estava a causar, me impedia. E se houvesse um salva-vidas? O puto não só não estaria ali, como não teria forma de expressar o seu génio em relação ao elemento mar, utilizando provavelmente centenas de outras habilidades. O mundo de hoje é um mundo de caguinchas e o homem tenta a todo o custo anular o impossível, que é o factor sorte. Como se tudo pudesse ser controlado pelo positivismo infelizmente nunca caquético. O nefasto é que esse positivismo dá a resposta certa ao evitamento de risco: a droga. A droga é a sensação em segurança. Não podemos evitar que crianças vivam em certos contextos, sejam constituídas por determinada herança genética e criem um gosto pelo risco.
E se se fala tanto de multi culturalidade, fale-se também de multi comportamentalidade.

Não era nada disto, mas pronto. O que era é o do pessoal que até podia ter uma vida decente, mas adia. Adia para o dia em que terá o carro certo. Ou o emprego que merece. Ou a casa perfeita.

8.23.2009

8.20.2009

Isto augura algo de muito bom.



Foi o que me saiu quando vi o vídeo pela primeira vez.

Obrigado Marco Spiff por me teres chamado a atenção para isto. Mas agora arranja aí bilhetes para concertos porque parece que o álbum só sai para fim de Outubro...

8.15.2009



Houve momentos de tibieza, meus amigos. Houve dias em que cedi à pior das publicidades: a das pessoas. Pessoas diziam que o Ceres de papaia era uma maravilha. que o de lichias é que era. E o de maracujá? E sem açucar... Bom, lá fui eu experimentar o de maracujá. Era bom, mas faltava qualquer coisa. Provei o de papaia e também faltava algo. Mas de vez em quando lá comprava, que o sumo era agradável. Até que um dia me pareceu o de maracujá, parecido com o de manga. Como é isso possível? Não fora eu burro e já teria confirmado os ingredientes do sumo. Em todos, mais de 95% (noventa e cinco porcento)é sempre sumo de pêra. Bardamerda para isso pá. Trazei-me mazé os Compais com água, mas que sempre têm mais de 5% dos sumos que anunciam no frontispício.

Frontispício.

8.13.2009

Orgulho PES

Há uns meses atrás consegui, em casa de amigo que ainda por cima mora em Odivelas,levar uma malha de 7 sete 7 derrotas consecutivas no Fifa 2008. Sim, contra ele. Foi uma noite de jogo desprovida de glória em que a dados momentos cheguei a sentir o negro peso do opróbrio. A verdade é que as derrotas foram sempre pela margem mínima e toda a gente sabe que no Fifa se carrega no botão mas o jogador só faz o que lhe mandamos meio segundo depois, ao invés da imediatez do PES. Chega de desculpas.

Aquilo é coisa capaz de afectar a confiança nas capacidades jogativas. Quando cheguei a casa (passados uns dias, obviamente), nem a imensidão do mar fez diminuir os vinte e um pontos que cedi numa só noite, em Odivelash. Ataquei o PES 09 online para provar que ainda conseguia ganhar um jogo em três. E não é que o meu adversário escolhe a Espanha? O que é que eu podia fazer se não escolher Portugal? Selecção que nunca escolho devido à complexidade da sua organização, especialmente por ter só um ponto de lança e não me apetecer estar com grandes discursos tácticos no balneário e pôr aquilo em 3-4-3 do pé p'rá mão. Ainda assim, ponho o Cristiano Romero a avançado e o Nunes Gomes vai descansar que já tem idade para isso. A contra gosto lá ponho o meio campo com o Raul Meireles (Moutinho nem pensar), Deco e PETIT. De um lado MIGUEL e do outro SIMÃO. O resto é o normal.

Começo a perder com golo de Torres e penso: " se perder contra este espanhol, não sei o que farei. Talvez não jogue esta porcaria durante dois dias..." Romero estava marcado de forma dura. Raramente pude usufruir dos poderes sobrehumanos que os gajos do PES lhe atribuíram. Mas em contra ataques demolidores consegui marcar quatro golos e ainda sofrer mais um (Simão, Simão, Romero e Quaresma que entrou a meio da segunda parte). Estava ganha outra vez a confiança no poderio dos polegares.

8.11.2009

O xóvem

Longe está o dia em que me apercebi que estar na praia ao pé de crianaças era um pouco mais que desagradável. Aceite esse facto, venho agora descobrindo que estar ao pé de jovens (não estou a falar de adolescentes, que desses nem é preciso falar) cheios de vida e coisas para contar e rir e gargalhar, também não é pêra doce.

8.07.2009

Ao que isto chegou


'Cloud ship' scheme to deflect the sun's rays is favourite to cut global warming

A questão essencial

Ou nuclear. Qual o problema em ter centrais nucleares a produzir energia? Quantas tem a França? Mil? E a Espanha? Oito?

Os positivistas activistas querem a Idade Média. Nem carvão, nem nuclear. Ventinho e sol.Com danças freaks de preferência. Isto do nuclear e da idade média deu-me uma ideia para outro poste. Mas agora não, que tenho muito sono...

8.06.2009

Privadíssimas

..."as pessoas gostam é de Antónios Carreiras, Leoneis Nunes, bois com cornos e ler o correio da manhã (em letra minúscula)."

Para ser melhor, só se tivesse escrito: "as Çoas..."

A-AH

8.04.2009

Préstimos pleonasticamente gratuitos



Amigo Isaltino, foi com agrado que morei uns cinco anos no concelho que se orgulha de ter governado. Gostei e continuo a gostar como provam as constantes visitas, apesar da distância. Os meus queridos papás estão lá agora e tudo. Quem é que lhe vai tomar conta dos charutos enquanto estiver dentro, Isaltino? Posso ser eu, se quiser. Em troca do magnífico Parque dos Poetas, fico-lhe com os Puros por 7 anos. Prometo que não os fumo todos. Esse que traz aí é um "genio maduro 5", não é? Tem cá um aspecto...

Foto

7.29.2009

Este Guillul ainda me mata do coração

Depois de um "gostar de homens 30" em que diz que o mau do "The night of the hunter" é um modelo de púlpito (ainda por cima o tipo faz sempre o mesmo truque com as tatuagens das mãos). Aparece agora com um "gostar de homens XXXI" dedicado ao fixolas do Dr. Phil.

7.25.2009

Yeah!

É sempre bom quando a futura mulher alinha numa festa para duas pessoas com malhas a bombar a volumes proibitivos às quatro da matina ( ou manhã conforme as escolhas). Na própria casa.

7.24.2009

As pessoas também devem ter coisas boas

Anda aí uma mania de pessoas que vão a caixas de comentários com a única motivação de escrever "first" ou, como se diz em Lejboa, "primeiros". É parvo? É. Fá-lo-ia? Não. E graças a esta parvoíce tmos já os inquisidores do costume a abominar e a simieficar os autores de tão minimalista hype.

Como explicar que este é apenas o germe de uma característica muito humanamente generalizada de ser o primeiro em cenas? O primeiro a ver aquilo, a conhecer aqueloutro, a ouvir aquela banda que tão poucos conhecem, a apreciar aquele sol que só naquele dia é que esteve assim. O que me torna optimista é que quando falo com pessoas mais velhas (talvez as adultas) esta característica quase não existe. Talvez com a idade percebamos que chegar ou conhecer uma coisa primeiro, é igual a bollocks. E os velados ainda irritam mais. Mas eu também já não me irrito com muito. Aprendi a controlar-me com um livro novo que por acaso é a primeira edição e que eu comprei ainda ele estava dentro do caixote, pelo que depreendo que devo ter sido o primeiro a lê-lo, no país.

7.22.2009

Quando a língua peca por excesso

Soube há pouco tempo do quadragésimo aniversário desde o poiso do homem na Lua. Alunou, parece. A ouvir a reportagem americana, constatei com estupefacção que os gajos não disseram "the Eagle has lunated". A língua portuguesa tem decerto várias adiposidades complicadoras da comunicação para nós, os falantes, mas esta parece-me totalmente inaceitável. Uma coisa poisa no Mar, amarou. Poisa na Lua, alunou. E em Marte? Amartou? E Júpiter? Ajupitereou? Meus amigos, está na hora de perceber que a riqueza de uma língua não está nos penduricalhos. Vamos lá transformar o verbo aterrar em conceito abrangente de modo a ser usado para designar qualquer manobra de poiso de um artefacto em qualquer sítio, antes que vejamos nas primeiras páginas do jornais portugueses: "Homem conquista Marte: amartagem foi um sucesso".

7.19.2009

Há coisas que não vale a pena inventar

"Outro dia um grupo foi jantar, por €35 por cabeça: vinho mediano, um lombo grelhado com salada e batatas salteadas, tudo designações alteradas, rodeado de «gente nova» que comia salmão e bife tártaro e sentada em cadeiras impensáveis"

No Retornado.

7.15.2009

Injusto

A pricipal vantagem do pessoal progressista, vanguardista e assim, é que, deplorando as regras sociais vigentes usufruem do que o mundo conservado e conservador lhes oferece, sem obrigação ética, moral ou social de retribuir.

7.12.2009

Everytime a friend succeeds, I die a little

Foi Gore Vidal que expôs desta forma tão crua, curiosa e humorística mais uma das complexidades distintivas da humanidade.

O meu amigo Rogério vai amanhã fazer parte da conversa da Câmara Clara com Paula Moura Pinheiro. Depois de fazeres parte, comigo, de um programa de rádio e de uma coluna de jornal, há-de ser com naturalidade que encararás esse ícone da comunicação eyebrow.

7.09.2009

7.08.2009

Got it?

Uma das desvantagens em ser careca é que ningém nos leva a sério quando dizemos que precisamos de shampoo.

7.05.2009

A luta (infelizmente) continua


Encontram-se por aí burgessos alheados da realidade que pensam que a liberdade que têm é algo limpo e inatacável. Pois. Da mesma forma que os palhaços que fizeram estes panfletos pensavam que estavam a defender uma causa digna.

Daqui

7.03.2009

Johnny!

A idade não é um posto

Não concordo com quem condescende barbaridades aos séniores. Um cérebro com oitenta anos continua a ser um cérebro. Não será discriminação tratar um velhote como incapaz intelectualmente?

6.29.2009

Seitan à mediterrânico carnívoro

Acho que já disse aqui que o post mais visitado deste tasco é um que dediquei a uma receita de perca do nilo.

Pois bem, apostado em quebrar o recorde da perca, chega o seitan.
Corta-se uma cebola grande em pedaços pequenos e deita-se num tacho. Depois, manda-se para lá uma dose amigável de azeite (extra virgem claro, que aqui somos conservadores no que toca a cozinhados). Se não se for britânico, picam-se quatro alhos bem picados e misturam-se ao que já está no tacho. Deixa-se lá o azeite a curtir o aroma da cebola e do alho. Cortam-se uns oito tomates secos às tiras e umas 8 generosas rodelas de chouriço fixolas (porco preto de barrancos dá) que se dividem em quartos. Liga-se o gás* e espera-se que a cebola fique amarela para lhe juntar o vermelho do tomate e do chouriço. Há alguma bandeira vermelha e amarela? Quando dentro do tacho estiver um bordel de cores e sabores podemos deitar o seitan (250 g) triturado. Como o seitan vai ser misturado com esta cambada de mediterrânicos não necessita de pré-tempero. Agora que está lá tudo é só misturar piri-piri e uma pitada daquela pimenta que vêm cinco numa embalagem. Ou então pimenta preta só. Ou ainda, pimenta rosa para quem estiver numa de radical.
Bom, deixa-se cozinhar 15 mintos e a 5 minutos do fim deita-se feijão vermelho cozido (não precisa de ser muito). O de lata está bem, mas nada como aquele cozido em casa que fica como manteiga...

Para acompanhar é pôr um tabuleiro de tomate cherry com flor de sal, umas folhas de manjericão e azeite (sim, extra virgem) no forno durante 5 minutos. Quê, querieis arroz? Não.

E como já vos venho habituando à produção e realização de vídeos de grande qualidade...

Aqui estão os Skatalites em Abril no Santiago Alquimista. Alerto-vos para o genial plano de cima para baixo.

Ninguém disse que ia ser fácil

Mas vivemos tempos de confusão na sociedade. Perdidas as rígidas regras de estar em sociedade, é alucinante viver e lidar com pessoas no mundo de hoje. Não que eu gostasse da rigidez societal do passado, nada disso, sou muito cioso da minha liberdade para o avacalhanço... Mas os limites senhores! Os limites! Da destruição das barreiras nasce uma estirpe de descomplexados que impõe a sua nova ordem absurda de moralismo à la carte, conforme a conveniência, adjuvado de falta de sentido quanto à decência que se quer quando falamos com outros seres humanos. A privacidade já não é amada por aqueles que se dizem da liberdade. A forma como temos de lidar com exposições alheias de histórias privadas (contadas na primeira pessoa) são para mim um novo patamar no chavascal em que se andava a tornar o relacionamento interpessoal. Como dar a entender a pessoas adultas que há coisas que não se contam? E se essas pessoas forem altamente argutas na avaliação dos erros de outrem? Bom,não somos todos? Sim, por isso devia haver regras. Para aqueles com menos clareza de espírito ou enormes doses de narcisismo que insistem em contar aquilo que deviam guardar. É um pouco como a regra da faca virada para o prato. Parece uma merda da Bobone, mas que dá jeito ter a faca assim, dá. E há quem a coloque bem sem nunca ter percebido porquê. Na sociedade é o mesmo. Se há pessoas que não percebem o que não devem dizer, sigam o código, está lá tudo. Por respeito por a si mesmos.

6.26.2009

Erro Infesto

Este artigo saiu no Diario Insular em Março e é sobre batatas e carneirada. Atentai que o RS é o Rogério, o PN é o Paulo e eu sou PP.

São as festas

As Sanjoaninas, mas o concerto de José Cid na segunda-feira em especial, têm-me impedido de actualizar isto.

6.21.2009

The bright side

Uma coisa boa de se estar num bar frequentado por malta das dependências é que as casas de banho são principalmente utilizadas para preparações químicas, o que as mantém num bom estado de limpeza.

6.17.2009

Assim sim, caralho!



Depois de termos tido um final da década de 90 deplorável ao nível de lumes, (os Limp Bizkit são os Wham! da minha vida. Não resisto a trautear uma musiqueta dos gajos, mas não me orgulho disso. Korn são os Pet shop boys vá. E depois temos aquelas impossibilidades como Creed, Nickelback, os inenarráveis Puddle of mud, os bostas Staind e ainda os conards do Linkin Park (estas bandas, Graças a Deus, sempre desprezei com veemência)), chega-nos uma final de década de zero com uma potência apreciável. Até os Biohazard, lembro-me agora, editaram um álbum em 99 que foi uma desilusão tremenda.

Agora, em 2009 temos já muito com que nos alegrar: este álbum de Gallows é de um poderio que eu pensava ter fugido para não mais voltar. Ide ouvir "Dread the night". Tivemos os Mastodon com uma merda que podia ter saído furada (músicas muitos compridas) mas em que se safaram em grande com malhas que já eram clássicos antes de serem gravados. Os Rancid voltaram também com um álbum muito bom que tenho ouvido com alegria e vontade de beber cerveja.
Não esquecer os Raconteurs com Consolers of the Lonely, o meu álbum da década que vai acabar não tarda nada. Cada uma das músicas é um hino (fora com a pieguice)ao rock. Ainda por cima parece que o Jack White limpou os enfustres ao vocalista dos The Kills( estou para ver o resultado da parceria)... 20 valores para ti Jack! O Rather Ripped saiu em 2008. Agora The Eternal que não parece tão bom, mas depois de Rather Ripped o que é que eu queria? Uma máquina? Para isso estão aí os Iron Maiden a mandar álbuns iguais todos os anos (e isso está bem para mim).
E os Queens of the Stone Age? Também a ajudar a esta miríade, para não dizer panóplia, de bandas geniais e honestas que me atormentam a bigorna. O Era Vulgaris não é fácil não senhor, mas é bom. Até em Portugal tivemos aí umas merdas boas. O pessoal da Flor Caveira a represent (uns mais fixes que outros é certo, mas todos com atitude e isso no Roque é quase tudo). E aqueles Dead Combo com boa onda alternativa, ao contrário das bandas secantes que normalmente tentam ir por caminhos laternativos que são quase sempre a sarjeta. Aqueles Linda Martini também está bem. Em 2007 os Mata-Ratos com Um Trilogia Portuguesa, o melhor álbum dos gajos.

Podia agora também falar do Mark Lanegan e do contributo que ele tem dado que dava para ele, sozinho, arrumar tudo o que há de Nu Metal (já lhe arranjaram nome novo?), mas eu do Mark Lanegan não me atrevo a falar que aquilo não está ao alcance das minhas capacidades.

Adenda: Faltaram muitas bandas e muito bom som. Entre eles, os Okkervil River. Obrigado por me lembrares Carlita.

6.14.2009

Férias de política? Não.

Denoto com denodo que uma parte das pessoas afectas a determinadas ideologias, o são por razões um pouco comezinhas, para não dizer disparatadas. Por haver mais esquerda neste país, é desse lado que tenho exemplos mais engraçados. Há os que são de esquerda porque se sentem mal por terem vidas privilegiadas. Numa espécie de culpa estéril, em vez de se dedicar a expedições humanitárias a países do Terceiro Mundo, este pessoal come um tornedó com apontamentos de pimenta rosa ao almoço para ir depois expiar a culpa nas ruas contra o capital que de forma desenvergonhada lhe põe comida tão apetitosa no prato enquanto outros nem para salsichas nobre têm.

Há aqueles que o são porque pensam que ser de esquerda é tirar aos ricos para dar a si próprios. Pessoas que viveram sempre com os olhos nas Reebok Pump (eu também as invejei)dos amigos mais abastados e que nunca largaram esse feio sentimento de querer ter o que os outros têm. Assumem que quem tem mais, devia dar tudo até todos terem o mesmo. No fundo, o que querem é ser mais que os outros sem ter de trabalhar muito. São os piores.

Por último há os medricas. Os que são de direita até na questão da unha negra do dedo mindinho, mas têm vergonha e por vezes medo dos amigos de esquerda. Começam invariavelmenete as frases por: "Eu sou de esquerda, mas...". Normalmente saem do armário nas piores alturas e com a força de um vómito aguentado durante uma noite inteira.

5.30.2009

Oh não!

Ritinha, volta p'a t´ras, volta p'a trás! Na cena das séries esqueci-me da mais importante: Sherlock Holmes com Jeremy Brett. Como foi possível?! Com Sherlock percebi a importância do raciocínio. Até lá eu era um nematelminte esforçado. Foi nessa série que comecei a apreciar o humor britânico, ainda que com um filho de uma francesa. O accent, oh! O accent. "We must go where the powers of evil are exhorted". Desculpa Brett.

5.28.2009

Outra vez

Mas que xamãs, homem?! A troco de mescalina tratarei do subsídio.

Correntes que não as dos fantasmas do Ebenezer

A Ritinha lembrou-se de mim para mais uma corrente neteira. Desta feita, sobre séries marcantes da nossa vida. Pois estas são as que mais gostei de ver...

MacGyver: tenho dois canivetes suiços
Kitt: hoje sei que há carros mais bonitos
El hombre y la tierra: o Félix ensinou-me a ecologia antes de que soubesse ler
Herman Enciclopédia: filhos do vento, filhos da puta
Seinfeld: porque apesar do que dizem, o Kramer é verosímil sim senhor
Peep Show: losers na primeira pessoa que às vezes nem sei...
30 Rock: humor americano de massas e bom
Black Adder: o que me ria à noitinha. A primeira série a ser discutida com a malta
Monty Python: confuse the larch
Sopranos: I can't help it. It's the mobsters.
The Office: Ricky foi a minha grande descoberta até hoje. Comecei a constranger-me e a rir com o office ainda antes de dar.
Extras: a continuação e a imprevisível (pela naturalidade) passagem a outro patamar
League of gentlemen: o meu limite para negrume em comédia
Dexter: case study
Curb your enthusiasm: uma auto-biografia com Larry no meu papel
South park: gosto muito dos putos. E quando um aluno muçulmano entra na sala? eehhee
Band of Brothers: adrenalina, tiros, os bons ganham.
Roque Santeiro: entretenimento, professor Astromar.

5.27.2009

Ponto de rebuçado

Lembrais-vos de quando o Marcelo Rebelo era entrevistado por aquela senhora muito calminha e que quase não falava durante a entrevista, em que Marcelo era tipo um faz-tudo do programa? Quando ela foi substituída, Marcelo disse: "é uma pena porque estávamos em ponto de rebuçado." É assim que eu estou com o ginásio agora, em ponto de rebuçado. A ir uma vez de duas em duas semanas.

5.26.2009

Já o Baader Meinhoff complex, apesar de todo o sangue, é mais suportável

Chega a ser enternecedor. Garotos mimados a quem nunca ninguém impôs limites. Como tinham tudo o que queriam, começaram a querer coisas impossíveis. Quando não conseguiram, suicidaram-se.

5.24.2009

É que se o realizador queria mesmo justificar aquela dor toda

Este seria o pior filme da minha vida. Uma parvoíce, portanto.

Retrato do mundo enquanto fedorento

Depois do revolver de cérebro ao ver "Martyrs", deparo-me com opiniões que vêem nas atitudes perturbadoramente perversas de alguns dos personagens, uma centelha de positivismo aceitável e compreensível. Como se a racionalização da imposição de sofrimento, restaurasse moralmente os seus autores. Opiniões que não perceberam o que se passou ali. E depois lembrei-me do "Die Welle" e daquele puto que, não percebendo a alegoria do professor, encontra nos exercícios fascistas encenados uma razão oposta à pretendida pelo professor. Talvez em "Martyrs" o realizador se tenha deixado levar pelo ego, tal como o professor, levando um pouco longe de mais a tentativa de explicação do Mal. Nem sequer liguei muito à tentativa banal e felizmente fugaz de comprometer a religião, que isso dava outra posta... Mas será certo pedir aos realizadores que assumam o público como mentecapto, entregando as suas obras simplificadas para evitar erradas interpretações?

5.16.2009

Massas rançosas

Muitas vezes me tenho insurgido contra os movimentos de massas. As pessoas, o povo em conjunto, em acção, não toma as decisões certas. Quando o povo toma as ruas acontecem coisas más. Cabeças cortadas, caixotes do lixo a arder, montras partidas, linchamentos, porrada e outras situações a evitar quando queremos manter uma saúde, que a crer nos especialistas, já não é muito de fiar. Mesmo assim, antes morrer de gripe suína do que pisado por milhares de humanos...

No entanto há alturas em que as massas escolhem bem. Sim, além do voto, em que por influência do individualismo se tomam decisões mais ou menos responsáveis, existem situações em que não obstante todas as adversidades, a maralha decide bem. A multidão portuguesa é do Benfica. E isso prova que nem tudo está perdido. Na minha opinião, o 25 de Abril não teve sangue porque no fundo de cada português já residia o democrata benfiquista. O benfiquista que reconhecia no desgraçado sportinguista a inevitabilidade da sua essência. Como poderiam eles fuzilar um fascista, se "isto andamos todos ao mesmo e os gajos hão-de perceber que estavam errados". Só Otelo vacilou, mas não me consta que ele tenha clube. Não deve ter que isso é coisa de burguês.
O benfiquista percebia também que o portista era necessário para a competitividade do futebol nacional, assim como se achou que o PCP era indispensável à construção da democracia. Os paradoxos fazem a realidade hilária deste país, essa é que é essa. É como eu dizer que a existência da minha gata cá em casa é fundamental para a saudável manutenção do meu sofá.

5.15.2009

5.11.2009

5.10.2009

Novo top 50. Este é do 00's anthems

Começa com My Chemical Romance. Está mal. Aliado a um belo dia de sol, vou obviamente perder esta contagem.

Gosta de falar mal do Benfica e é de um clube pequeno, o que até é giro

É o Flhipe. Andou escondido da blogosfera uns tempos, mas graças aos trabalhos arquelógicos aturadíssimos de uma senhora que diz que a Terceira é um jazigo de faraós, cá estamos outra vez em ligação. Ele próprio descobriu evidências (de realçar o amor dos faraós por José Cid e por canitos).

5.09.2009

Voltei

Sinceramente estupefacto porque o mundo, pelos vistos, andou na boa sem as minhas sempre sóbrias e frescas patacoadas.

4.30.2009

Intelecto

Penso que foi no good old Fisga que falei pela primeira vez da minha estupefacção perante os intelectuais. Volto agora ao assunto por questão bem prosaica. O problema da intelectualização das coisas é que se tira a piada a uma vivência que se quer proporcional à nossa hilariante existência. Grassam como ervas daninhas (grass - erva. ãH? Até está bem apanhada)filósofos e técnicos acreditados por tudo quanto é sítio. E a Terra tem muitos sítios! A forma séria como certas amibas relatam o inferior mundo que as rodeia, acrescenta piada ao meu mundo, é certo, mas há coisas que me estão a ser roubadas.

As telenovelas, por exemplo, eram despretensiosas e tinham como objectivo entreter. Para isso adaptavam obras que já tinham provado ser eficazes a entreter, ou então desenhavam personagens fáceis com quem se empatizava ao primeiro tremer de pulseiras de ouro, com uma punchline do tipo: " estou certo ou estou errado?!". Agora a telenovela é habitada por tipas boas sem o fogo da Tieta, mas com o atrevimento da Cicciolina. Claro que no meio do avanço sexualmente quase explícito, aparece um diálogo vomitável de moralista, acerca do sexo seguro (Bento XVI, representa aí man).

Agora as telenovelas querem também educar. Detrás (sem a preposição que isto é assunto sério) daqueles cenários vivem chatos que estão sempre à espera de verter a sua sabedoria para educar o povo que não sabe. Tudo com um desplante confrangedor de tão artificial . "Você sabi qui não podji estar no sóu sem protectô solá, num sabi?". Isto para falar de telenovelas brasileiras, outras não conheço que não tenho tempo. No fundo, para tristeza minha, já há alguns anos que não vejo novelas. Não porque ache que sejam pouco desafiadoras do meu intelecto, mas porque não estou para me cansar com desafios político-existenciais de produtores de novelas.

4.29.2009

É preciso ter cuidado

O senhor futuro deputado europeu Vital Moreira está preocupado com a lei "libertária" da liberdade de expressão. Depois de Ilda Figueiredo, Vital vinha assumindo posição de destaque no caixote do lixo de candidatos por mim excluídos para possível votação. Cá está a confirmação. Esquerda sofre. Miguel, aguentas-te?

Senhor Vital, eu estou preocupado com a cara de parvo que V. Exa. mostra nos debates e entrevistas. Isso é mesmo assim, ou a sua assessora de imagem é do PSD?

4.28.2009

Hoje parece que está outra vez mais frio

A consciência de superioridade moral é mais que ego inchado? Talvez sim, mas os argumentos de quem vê à sua volta a imoralidade não podem ser só apontá-la. Isso é demasiado fácil e um ciclo vicioso que imputa aos moralistas a responsabilidade de investir na sociedade para a mudar. É correcto ver e saber o que está mal e apenas criticar? Não, é imoral...

4.26.2009

Coisas do arco da velha

Mas porque carga de água é que o pessoal se ri quando o Duke Ellington diz que o intro da Take the A' Train vai ser feita pelo piano player?

4.22.2009

Processo Kafkiano

Outra expressão que o pessoal devia deixar de dizer. Entre outras razões, sr. Primeiro Ministro, porque a última figura pública a utilizá-la mil vezes, foi o Carlos Cruz.

Proponho: Enredaram-me num caso Proustiano (em Portugal, muito mais adequado)
Enredaram-me num caso Ana Maria Magalhães e Isabel Alçadiano (óbvias as vantagens desta expressão)

4.19.2009

Muito tempo depois

A derrota do Benfica contra a Académica tem uma coisa positiva. Ainda por cima o clima de desrespeito por parte dos gajos de negro para com o Glorioso potenciou essa coisa positiva. O que é essa coisa? Farto-me de conhecer pessoal que vai estudar para a cidade da queima (há mais, eu sei, mas pouco mais) e vem de lá adepto fervoroso da Académica. Muitos são benfiquistas. "Tenho o coração dividido", dizem com o desplante de quem nunca respeitou o clube. "O meu coração só tem uma cor" dizia o outro. Assim, quando um benfica do mercado me disser que tem o coração dividido, posso sempre relembrar esta época.

4.16.2009

O que se passa é que o mundo é lixado

Já aqui escrevi sobre a forma como algumas pessoas mudam de assunto durante uma discussão porque não lhes agrada o curso da argumentação do interlocutor. Incrível como isso se passa a torto e a direito! Quando aqueles que fazem acusações e se melindram trasformando-se em mártires, sempre que alguém os mete no molho que dizem nunca ter provado, é uma das cenas mais hilariantes e tristes de assistir. Mais uma vez, estes mártires sozinhos contra o mundo esquecem-se que as outras pessoas têm um cérebro, quiçá mais clarificado e tudo.

4.13.2009

Parte do que escrevi para este Domingo no Diário Insular

A ambivalência da consciência colectiva do povo português é das coisas mais divertidas que se podem observar. Enquanto povo avaliador somos para lá de benévolos com algumas coisas e irracionalmente negativos com outras. Quantas vezes não tentámos convencer alguém de que o vinho, azeite ou cerveja produzidos em Portugal são os melhores do mundo?! Atente-se que só pelo facto de entre os três produtos mais referidos fazerem parte duas bebidas alcoólicas, temos um indicador que não podemos desprezar. É provável que parte das pessoas que fazem este esforço de sobrevalorização esteja sob o efeito de uma das melhores bebedeiras do mundo. Mas a sobrevalorização que mais me diverte, porque é transversal a todos os estratos sociais, meios políticos e de comunicação social (tal qual a incidência do HIV) é o da Selecção Nacional. Não há bando de coxos mais valorizados no mundo. Estou em crer que se Charles Dickens saísse da tumba e decidisse passear por Portugal, ficaria satisfeito pela forma como os coxos e aleijados outrora ostracizados e portadores de grande sofrimento, que retratou nos seus contos da época vitoriana, são agora acarinhados e elevados a heróis enquanto chutam uma bola ao acaso dentro de um rectângulo de relva.

Todos os Domingos

4.02.2009

O autismo

A perturbação autista é uma condição que causa sofrimento ao indivíduo que dela padece e aos que estão ao seu redor. Com acompanhamento adequado valorizado por uma família cuidadora, o autismo não tem de ser uma tragédia. A questão do autismo é conhecida por grande parte das pessoas. Por isso não percebo a insistência de os políticos utilizarem essa expressão de forma claramente pejorativa em relação aos seus pares. Que eu me lembre, segundo alguns iluminados, já Cavaco primeiro-ministro tinha uma postura autista em relação aos outros partido e à sociedade. Agora é o Sócrates... Pelo meio, metade dos deputados da Assembleia da República também parece que são autistas.

Eu percebo que o vocabulário dos políticos é, em geral, limitado. De forma que lhes sobram poucas palavras injuriosas que possam utilizar para ofender os colegas. Eu, que estou sempre pronto a ajudar, proponho algumas expressões que decerto aligeirarão (wow!) as costas dos autistas. Cá vão:

" O senhor deputado tem uma visão sidosa da questão em debate"

"O senhor deputado é canceroso quando analisa este assunto, senhor deputaaado"

" O senhor deputado está a faltar à verdade porque tem mantido uma postura tuberculosa nesta matéria"

3.31.2009

Abril quase aí

Vai fazer 66 anos que um punhado de judeus do gueto de Varsóvia se rebelou contra os Nazis que os queriam levar para campos de concentração. Resistiram 3 semanas com 9 espingardas, 59 pistolas e mais uma centena de granadas. Para conseguirem vencer, os corajosos nazis decidiram queimar casa por casa, obrigando os seus ocupantes a morrer queimados ou a deitar-se das janelas.

3.29.2009

Falando de Unplugged

O mais conhecido é o de Nirvana, o mais desejado o tal de Pearl Jam mas o melhor é o de Alice in Chains. Por muitas razões, mas a principal será a de terem conseguido transformar esta pérola:



Nestoutra pérola (mesmo que com uma falsa entrada):

Rock 90

Os Pearl Jam editaram uma remix do Ten. Bem bom, que a reciclagem faz sempre bem. Parece que a edição traz o Unplugged...

3.27.2009

Aveline

Quem tivesse dúvidas quanto à culpa de Avelino Ferreira Torres, dissipou-as com as exclamações ufanas à porta do tribunal. O histerismo de quem não estava à espera de graça tão grande.

Ilda Figueiredo

Vejo a senhora no programa de notícias do Mário Crespo e percebo que a democracia e o dinheiro fazem mesmo bem às pessoas. A Senhora Dona Ilda quase passa por uma senhora do CDS. Até a forma como fala é mais suave e só o conteúdo continua a importunar os tímpanos porque o tom já é bem civilizado.

3.21.2009

MTV 2

Hoje não há cá 50 bandas para ninguém. Um velhote fala-nos e apresenta as 40 músicas mais cool dos Blur. O álbum Leisure é, pour moi, a agradável surpresa.

3.20.2009

Sampaio não

Como é que ninguém ainda topou o Sampaio? Depois do precedente escusado aberto por Mário Soares, Sampaio vai demonstrando a sua amorfa disponibilidade para as coisas. Que belo candidato para o PS se descartar do Alegrote.

3.14.2009

Ginásio III - Regresso ao Inferno (parte 2)

Uma das coisas merdosas de um balneário é o das publicidades da Axe. Uns quantos empestam o ar quando aplicam o desodorizante que garantidamente dá gajas.

3.13.2009

Ginásio III - Regresso ao Inferno

Um tipo como eu não tem grandes hipóteses de fugir aos famigerados. A comida, a bebida e o fumo, pedem contramedidas. Sim, tenho outras hipóteses. Correr na rua, ou esperar por uma morte dolorosa aos 50. Ná... Desportos de equipa até me atraem (futebol). É conhecido o meu pé esquerdo que, durante um jogo, amiúde manda mísseis indefensáveis. Mas aqui coloca-se o problema da socialização. Para jogar futebol é preciso dar-se bem (reparai que não falo em amigos, baixando a fasquia) com pelo menos 5 gajos, que permita a rodagem mínima em campo. Isto para mim é incomportável.

Vamos portanto ao suplício que escolhi. O gajo que fez o plano de tortura propôs que eu fosse lá três vezes por semana. Acedi tendo em conta que o plano era levezinho. Passado um mês aumentou a dose e com falinhas mansas veio dizer que se conseguisse ir quatro vezes é que era bom. " Não" - respondi eu - "é que depois eu farto-me e nunca mais cá ponho os pés." "Porque é que se farta?"- perguntou incompreensivelmente o alienígena. "Porque eu não gosto muito disto, do exercício e tal..." Pela cara do jovem percebi que perdi a oportunidade de contar com mais um para juntar uma equipa de futebol.

3.07.2009

O pardieiro

Num artigo d'O Repórter, em finais do século XIX, da autoria dos Vencidos da Vida percebemos melhor aquilo que se passou no parlamento entre Candal e Martins (podiam fazer uma série cómica). Lê-se no artigo que o sistema parlamentar não faz sentido em Portugal. Que o sistema parlamentar foi pensado para países aristocráticos como a Inglaterra, locais onde os parlamentares sabem as elementares regras do trato e do saber estar. Que em Portugal o parlamento era um pardieiro onde o calão e ofensa abundavam, o que lhe tirava legitimidade. Sim, que esperar das leis que saem de um sítio onde se chamam nomes uns aos outros? Os palavrões são benfazejos, mas com comedimento.

Claro que não concordo com a visão simplista do artigo. No fundo concordo mais com o sábio Churchill que nos avisou para as desprezíveis falhas da democracia, que no entanto é o único sistema possível num mundo que se quer civilizado.

Mas está ali naquele texto a doença de que padecem os políticos em Portugal. Da mediania, da mediocridade, da falta de sentido...

3.03.2009

Códigos de honra

No Pes09 online jogo muito com a Lazio. Jogam em 3-4-3 liberal na linha avançada e conservador cá atrás com três centrais que parecem os Espartanos nas Termópilas. O estilo de jogo predefinido meio defensivo, permite contra ataques demolidores de deixar pacóvios que escolhem o Manchester (por causa do Ronaldo) ou o Barça (por causa do Messi) de cabelos em pé.

Claro que não sou o presidente da junta daquela merda. A minha percentagem de vitórias deve andar nos 40 %. Mas há uma batota nisto. Enquanto eu levo bailes e aguento a dança, há palhaços que desligam a consola quando lhes espeto o terceiro (às vezes o segundo) golo. Assim não pá!

E hoje dei comigo a insultar um adversário que começou por marcar-me um golo festejando-o efusivamente (carregando várias vezes na tecla de festejo GOLO!). Quando marquei o 5 a 1 exclamei "toma cabrão, festeja agora". E depois pensei: "além de se ter aguentado à bronca, pode ser um puto de seis anos. Shame on you Pedro, shame on you..."

2.26.2009

Porque é que é bom ler os clássicos

Houve uma indignação geral com a indignação dos que fizeram queixa à PSP por causa da capa do livro com a imagem de "A Origem do Mundo" de Gustave Courbet. Pessoas que vivem num mundo em que toda a gente devia estar, como uma espécie de obrigação, "sexualmente resolvida". Pois tenho mais medo destas criaturas controleiras do desejo alheio e da forma atabalhoada como é vivido e se exprime do que das outras, que tapam os olhos ou riem descontroladamente perante a imagem. Vivo melhor com as fragilidades dos confusos e aterrados pais e mães de família naquela feira do livro do que com as certezas de sopeiras citadinas, que, bem vistas as coisas, nunca deram uma para a caixa, embora estejam muito convencidas da sua competência. Venham as mães de Braga. Vai tudo para a depilação. Mas venham. À vontade.

O problema com o cincazero do sporting

Tem que ver com uma única coisa. Os gajos do Bayern estiveram a estudar o clássico scp - SLB. Como o sporting ganhou, os gajos pensaram:"Temos que dar o máximo. Uma equipa que ganha ao Benfica tem pelo menos 70% do valor desse colosso."

Outro dos meus problemas

É a moda que p'raí anda de barbas. Muito graças a este Baptista (não és tu Batista, é outro. esta tinha que sair um dia), mais os profetas e os Patricks Jeans. É que agora eu, um gajo que já usava barba antes de ter pêlos faciais, tem que abusar para continuar a ter estilo. O estilo Abominável.

2.20.2009

Estes romanos são doidos

Uma vez o Panoramix foi apanhado pelos romanos, enquanto apanhava visco (com a foice de oiro) para preparar a poção mágica. Os romanos queriam saber como se preparava a poção da invencibilidade. O Astérix foi lá salvá-lo mas ambos acharam que podiam divertir-se um pedacinho... Então Panoramix inventou uma data de ingredientes exóticos que, juntamente com Astérix, comia para de seguida mandar buscar mais aos pobres soldados que corriam meio mundo para os obter. Mas já me estou a alongar numa história que não é minha... Preparada a poção falsa, o centurião foi obviamente o primeiro a provar. Os olhos brilhavam quando levou a colher à boca: "Já sinto o poder, uma força indomável" gritou o pobre. Então, tentou levantar um pedregulho enorme, e não conseguiu. "Exagerei" pensou. De seguida tentou um tronco de árvore, e falhou - "demasiado grande." Por fim pegou numa pedrazita de nada e ergueu-a no ar orgulhoso: "cá está, sou invencível!" Depressa percebeu o engodo, mas a cena triste estava deploravelmente feita, e à frente de todo o acampamento que dele dependia.

Em Portugal e falando de futebol, tentou-se o campeonato do mundo - "equipas muito fortes: Argentina, Brasil". De seguida o campeonato da Europa - "ainda muito difícil: Grécia". Mas Portugal encontra milagrosamente a sua pedrazeca, na forma de padrecos, mas nem assim a consegue levantar orgulhosamente. Triste sina a de um país cuja imprensa anuncia a derrota de uma equipa de futsal de padres, ainda por cima com a Polónia.

2.13.2009

Rearviewmirror

A bosta do espeto de pau em casa de ferreiro. Olhar para trás e sentir que perdi coisas, quando sei que só o facto de ter havido ganhos pode gerar tal sensação. Que até agora, os sentimentos saudosistas podem ser transformados em coisas boas. No fundo a comoção é movimento interior...

E isto tudo porque ouvi umas músicas de há dez anos. Good grief, já me lembro de coisas de há dez anos!

2.11.2009

Momento conservador

Qual a dificuldade em perceber que uma família tradicional é mais eficaz a criar um núcleo familiar eficiente, coeso e resiliente do que os outros tipos de organização familiar? Qual a dificuldade em perceber que a sociedade tem a perder com a constante alteração das suas regras? Claro que cada um deve fazer o que bem entende, não ponho dúvidas a isso e não tenho nada contra uniões de facto entre homossexuais, por exemplo. Mas porque é que continuam a ser as questões que interessam a esquerda, aquelas que são mais despiciendas? Porque não se discutem formas de solidificar o conceito familiar tradicional que prova ser mais eficaz? Porque resiste o Estado em intervir e legislar onde devia dar lugar ao livre arbítrio já de si implementado, ao invés de incentivar direcções sem as impôr? Que cada um se organize como quer, mas que o Estado se preocupe primeiro em assegurar a estabilidade e depois apoie os quejandos. Não se trata de ideologia, mas sim de suportar a sociedade. Trata-se de desfazer os mitos fantasistas das famílias monoparentais e reestruturadas. Trata-se de prevenir rupturas familiares e não de viver num mundo imaginário em que tudo é possível com muito amor. Trata-se de perceber não há milagres. Que o amor é o bem mais valioso de qualquer família, mas que por vezes precisa de trabalho extra. Que não é tudo como nas novelas em que o facilitismo emocional é igual a satisfação garantida. Que o conceito de adulto se esfuma a cada vez que o Estado insiste em ser a tia que dá um chocolatinho à socapa ao sobrinho malandro, para que ele se cale um bocadinho.

E conseguir isto sem entrar na treta habitual da pergunta retórica: "o que é uma família tradicional?" Porque toda a gente sabe o que é.

2.10.2009

Página 161 não havia

A Ritinha passou-me um desafio daqueles de rede. Apesar de nunca me terem feito tal desafio, não costumo responder.
Mas como por sorte já acabei aquele livro da colecção Arlequin (ontem) não há problema de ter de transcrever coisas escabrosas. Por outro lado, Joyce também fez aqui alguma pressão para que respondesse positivamente.
O livro que tinha mais à mão era o Civil Desobedience and other essays do Thoreau, mas como é um livro de 90 páginas, passei ao outro que é o Demónios do Dostoiévski. Cá vai:

"Stepan Trofímovitch foi o primeiro a ver Dacha, corou, fez um movimento rápido e, sabe-se lá porquê, clamou em alta voz: «Dária Pávlovna!», o que levou todos os presentes a virar-se e a olhar para ela."

Agora é passar a outros cinco não é? Então... 'Tás tu!

Mono

Tracey

Bala

Noval

Pedro (aposto que vai voltar a escrever no blogue devido a este pedido de alguém tão influente na sua vida)

2.08.2009

Parece que é hoje que o Benfica defronta um valoroso grémio regional

Fala-se da rivalidade Porto-Benfica. É falso: não mantemos rivalidade com valorosos grémios regionais, ainda que conhecidos nos tribunais da UEFA que julgam casos de suborno. Os nossos rivais pertencem à Commonwealth ( Manchester, Liverpool) , à Zollverein ( Bayern), ou à Hispânia ( Barça, Real Madrid). Nada de confusões.

A política é mesmo (muito) traiçoeira

Francisco Louçã falou de uns coelhos que produziam mais coelhos, ao contrários de notas de cem euros que juntas numa cova não produziriam mais notas. E os coelhos teriam de ser um casal. De sexo diferente não é Louçã? Porque se fosse um casal de coelhos do mesmo sexo, é o mesmo que pôr duas notas de cem juntas certo? Nada, não produzem.

Gostava de cantar esta música lá na terra que eles dizem que é deles, para ver se se irritavam. Grande malhão, este.




Aqueles operários portugueses que foram contratados para trabalhar lá também deviam aprender estas lyrics, para os bifes ficarem ainda mais fulos.