11.12.2007

Ingenuidades

Eu não digo que não seja ingénuo. Na verdade, acredito que há uma ou duas pessoas no mundo que têm escapatória. Apesar disso já me enfada a forma como burgessos como o Chávez são aplaudidos por pessoas que já cá andam há muito tempo e deveriam reconhecer um péssimo homem/político em menos de uma intervenção palanqueira. Miguel Portas no seu blog diz que o Chávez não faz o seu estilo. Pois que engraçado! De todas as pessoas que eu vejo oiço e leio aclamando-o dizem exactamente isso. "Epá eu reconheço que o estilo dele é ruim, mas ao menos diz umas quantas verdades aos americanos e aos Ocidentais."

Não acho bem. Eu se em momentos de rara lucidez decido defender o George W. Bush não venho dizer que acho que o estilo dele é mau. Porque o estilo é metade da política, não me venhais com merdas! Quantas vezes não argumentei que a tão apontada burrice do Bush, não é mais do um estilo válido que alguns preconceituosos não conseguem dentro das suas perspectivas positivistas/arrogantes, compreender? Posso estar errado mas não sou cobardolas ao ponto de me demarcar de uma posição que assumo, descredibilizando ou separando de um homem uma parte que lhe é idiossincrática e não se pode arrumar a um cantinho quando não dá jeito.

2 comentários:

Anónimo disse...

Lendo o teu texto, fico com a ideia de que é difícil separar o conteúdo da acção, ou o intuito da consequência da acção. Tenho de discordar contigo, Pedro, uma vez que a história nos tem mostrado que não é o facto de ser uma boa ideia que fará com que a forma de a executar seja necessariamente boa, nem vice-versa. Aliás, no que concerne ao Bush, mesmo que não o critiquemos (que, admito, é a forma mais fácil de agir), acho que não podemos nunca separar a ideologia política da forma como é posta em prática. Aliás, é a forma como as ideias são postas em práticas que define a orientação operacional da ideia.

Eu, por mim, posso considerar que a ideia de entrar no Iraque não foi assim tão descabida. No entanto, a forma como foi decidida, sem falarmos nas consequências reais da incompetência programática dos EUA como superpotência militar, é, no meu entender, geradora de grande celeuma internacional.

Abraço
Rogério

(PS - estou a publicar como anónimo porque o choque tecnológico da velocidade rápida da net ainda não chegou à minha escola, desculpai-me)

PmCDP disse...

Vejo que concordas, apenas não defendes o Bush porque na tua acepção está completamente errado. Chávez está beyond de errado.

Abraço, volta sempre