1.24.2006
Rock
Leio por aqui que:"Os trovadores nacionais de hoje são todos gajos porreiros e de esquerda, preocupados com o HIV e dispostos a entregar cachets a causas relevantes. O roque-enrole morreu." Concordo, se nos lembrarmos dos badamecos que passam no Top+. Agora se ouvirmos o"És um homem ou és um rato" e o "Festa tribal"(registo épico de um concerto na Martingança! Sim, não é em nenhuma casa cool de Lisboa ou Porto) percebemos que nem tudo são florzinhas. Mata-Ratos é roque-ennrole e estão bem vivos, ainda antes dos heróis del mar.
1.18.2006
Ratos
Tenho ouvido (por vezes atónito!!!!) histórias épicas de ratos que sobem pelas sanitas e entram em casa das pessoas causando a rebaldaria. Tendo em conta que isto por vezes acontece em prédios (cheguei a ouvir a história da ratazana que subiu ao 23º andar), chego a duvidar da sanidade das pessoas que asseguram a veracidade destas façanhas roedoras (ah! que bem que me saiu esta!).
Por outro lado pensei: o rato está no esgoto, na porcaria comendo a porcaria, nadando na merda, bebendo alguma cerveja que vem pelo escoadouro. O que é que o fará subir pelo cano por onde caem os resíduos dos humanos!? Será que escolhe o cano por onde sai mais merda? Não vou utilizar mais esta palavra rude, ou arrisco-me a inquinar ainda mais esta posta. Será que para as pessoas deixarem de contar essas histórias, podemos dizer:" Ai entrou um rato pela tua sanita? Sabes que eles escolhem o cano por onde saem mais cm3 de detritos biológicos identificáveis?!".
Ainda que a escolha seja feita de forma aleatória, porque o fazem? Porque se gostam mesmo das descargas que levam no esgoto, imagino a decepção depois de um esforço sobre-animalesco (eh!" estou imparável) para conseguir subir por uma sanita tão escorregadia, como o são a maioria. O ratito lá vai, vaaaai, vaaaaaiiiiiii, e quando consegue saltar cá para fora da sanita aí está: um chão limpo a cheirar a detergente, sem nada de comestível num raio de vários centímentros. Parece-me bem que a primeira coisa que o rato faz, uma vez no chão da casa de banho humana, é virar a cabeça e levantá-la para admirar a impossível empresa em que gostaria de se empenhar: voltar para onde estava antes.
Por outro lado pensei: o rato está no esgoto, na porcaria comendo a porcaria, nadando na merda, bebendo alguma cerveja que vem pelo escoadouro. O que é que o fará subir pelo cano por onde caem os resíduos dos humanos!? Será que escolhe o cano por onde sai mais merda? Não vou utilizar mais esta palavra rude, ou arrisco-me a inquinar ainda mais esta posta. Será que para as pessoas deixarem de contar essas histórias, podemos dizer:" Ai entrou um rato pela tua sanita? Sabes que eles escolhem o cano por onde saem mais cm3 de detritos biológicos identificáveis?!".
Ainda que a escolha seja feita de forma aleatória, porque o fazem? Porque se gostam mesmo das descargas que levam no esgoto, imagino a decepção depois de um esforço sobre-animalesco (eh!" estou imparável) para conseguir subir por uma sanita tão escorregadia, como o são a maioria. O ratito lá vai, vaaaai, vaaaaaiiiiiii, e quando consegue saltar cá para fora da sanita aí está: um chão limpo a cheirar a detergente, sem nada de comestível num raio de vários centímentros. Parece-me bem que a primeira coisa que o rato faz, uma vez no chão da casa de banho humana, é virar a cabeça e levantá-la para admirar a impossível empresa em que gostaria de se empenhar: voltar para onde estava antes.
1.12.2006
Companheira
Por causa do meu trabalho tenho visto vários relatórios de que consta a palavra companheira/o. Serve esta para designar uma pessoa que vive com outra na mesma casa sem estar casado/a. Está mal. Já os camaradas do PC também gostam muito de chamar companheiras ás mulheres, assim como um quantidade apreciável de intelectualóides. Porquê? Já nem vou falar da alternativa "amante" que seria uma belíssima forma de designar a pessoa de quem se gosta e com quem se partilha a vida, porque o caríssimo Miguel Esteves Cardoso escreveu já sobre isto num dos seus artigos (não me peçam para dizer qual o livro em que li, porque ainda era pequeno e não ligava a essas merdas de nomes de livros). A ideia é a de que o português assassinou a palavra "amante" dando-lhe um significado erróneamente pejorativo. Eu cá acho muito bem que se use a palavra "namorada/o"(por exemplo) e deploro a "companheira/o". O que é isto? -Epá, camarada fui ali comer uma sandes de torresmos com a minha companheira. Ela é uma porreiraça. E a tua companheira como vai? -Agora é companheiro, decidi que a outra não bebia cerveja suficiente, e só dava 23 toques na bola.
Companheira/o vem de certeza de companhia, e deve significar radicalmente: a pessoa que acompanha, que faz companhia. Isto, além de tresandar a mofo e naftalina, cheira a lar de idosos.
A próxima revolução socio-familiar devia ser essa. A abolição das companheiras e companheiros. Há amigas, mulheres, namoradas, gajas que se andam a comer(riscar o que não interessa) . Companheiras não!
Companheira/o vem de certeza de companhia, e deve significar radicalmente: a pessoa que acompanha, que faz companhia. Isto, além de tresandar a mofo e naftalina, cheira a lar de idosos.
A próxima revolução socio-familiar devia ser essa. A abolição das companheiras e companheiros. Há amigas, mulheres, namoradas, gajas que se andam a comer(riscar o que não interessa) . Companheiras não!
No dia
em seres humanos viverem na Lua, farão da Terra o satélite natural.
1.07.2006
Radicais
Tenho visto com mais atenção as reportagens de desportos radicais naquele canal que é o Xis Treme. E percebo porque é que me andei a esforçar durante a adolescência para gostar muito daquilo, mas não consegui tirar o futebol da cabeça. Skate, bmx, in line e quejandos, são desportos (principalmente quando em half-pipe) enfadonhos. Todos fazem o mesmo. Os truques são iguais e só os trompaços é que trazem "alguma côr" à cinzenta monotonia de os ver a aguentar um bocadinho na parte superior do half-pipe, a fazer grind, o hand plant, o sem mãos, enfim sempre o mesmo. Por essa mesma razão é que não pode haver muitos entusiastas a assistir, porque não ser um desporto de massas pode ser uma vantagem, mas não quando só não o é por ser um enfado para quem assiste. E ainda por cima é um júri que decide quem ganha. Este pessoal anda a faltar às aulas e a marginalizar-se porque não gosta de ser avaliado pela sociedade e pela escola, para depois se irem enfiar num desporto onde são avaliados sempre. Uma pessoa vê o Ronaldinho com a bola a meio campo e não sabe se vai pela esquerda ou direita ( tudo bem, o Mourinho é capaz de adivinhar), se vai fintar ou passar a bola. Assim como o adversário pode deitá-lo abaixo, tirar-lhe a bola (se conseguir) ou ser ingloriamente mamado. Isto é bonito. Um jogo de futebol por mas entediante que seja não é previsível. O pessoal dos desportos radicais queixa-se da vida rotineira da sociedade, para se meter em desportos cujo objectivo é conseguir fazer uma série de movimentos repetitivos que pareçam rotineiros e naturais. É transformar a rotina numa forma de divertimento. Paradoxo.
Pérolas literárias não editadas VI
(noite de copos ao relento acabando de acender uma fogueira. Isto parece uma introdução do amigo da verdade).
"- Já viste?! Também conseguimos acender uma fogueira e com lenha molhada!
- Nós a nível de lumes somos muito bons. "
Autoria: Eu e DF
"- Já viste?! Também conseguimos acender uma fogueira e com lenha molhada!
- Nós a nível de lumes somos muito bons. "
Autoria: Eu e DF
12.11.2005
Tiros no escuro
Sempre fui adepto condicional do "tiro no escuro". Mediante uma certa atmosfera, um certo sentimento de confiança, algum dinheiro no bolso e lá ia um tiro no escuro. Isto normalmente traduzia-se na compra de um CD de uma banda desconhecida. O "meio tiro no escuro" acontecia quando já se tinha lido nas revistas da especialidade boas críticas, mas nunca se havia escutado nada do seu som. Na carbono foram vários os tiros. Lembro-me de um "tiro no escuro induzido" em que ouvi alguém falar bem dos Spudmonsters. Comprei o CD e aí está o exemplo de "tiro no escuro em seco". Ainda hoje aguardo por um almagrado que me queira comprar aquilo. Lembro-me também do belo tiro no escuro (em cheio) que foram o "Goo" e especialmente o "Daydream Nation" dos Sonic Youth. Na Virgin, vindo da terra quase propositadamente para arranjar som. Sonic Youth soava bem, e agora que me lembro já tinha ouvido o "Dirty"algures... Não interessa. O que interessa é que no outro dia reeditei um tiro no escuro para o cinema, e dicidi alugar para ver com a minha senhorita, o alone in the dark. Foi o pior tiro no escuro que já dei e ainda estou a arranjar designação certeira para ele. "Tiro no escuro em seco" não chega. Só agora é que sei que até havia um jogo em que o filme é baseado, informação que em si me teria mantido à distância devido ao descalabro do Street Fighter ( o gajo que fez aquilo devia dançar no cadafalso). O filme é ruim e mau. O pior que já quase vi, porque não o consegui ver todo. Eu, que até sou um bocado compulsivo nisso. Quando li as verdes colinas de África obriguei-me a ler até ao fim, enfastiado de Whisky com soda. Mas li. É criminoso fazer esta comparação, mas o cérebro é assim e o Super-ego nem sempre está tão atento quanto devia. Nem sei se o Super ego está alerta para barbaridades culturais. Nem sei sequer se o Id tem algum interesse em que isso não aconteça. É interessante a forma como o meu Ego está a lidar com isto e já estou aqui num processo inacreditável de racionalização.
O alone in the dark é o pior que já vi.
O alone in the dark é o pior que já vi.
Tortura & CIA (não resisti a este velho e fácil trocadilho)
Não vou definir tortura (que modesto. Como se eu o conseguisse), nem entrar em ambiguidades civilizacionais ou de conceitos. Acho até que a tortura não deveria existir sequer como conceito, cabendo-lhe um lugar entre o onírico e o etéreo apenas para lembrar o homem da bela merda que representava este conceito quando existia até (imagine-se que bárbaros eram) literal e fisicamente, sendo aplicada por certos homens em outros. Uma civilização imperfeita, evoluída e ciente da liberdade do indivíduo não pode tolerar um meio como a tortura para obter informações. A tortura é um método demasiado fácil e perfeito. Se não se consegue a informação, ao menos humilha-se e faz-se sofrer o putativo inimigo. Além disso a CIA tortura desgraçados Islâmicos que já têm que viver sem pasta de dentes que deixam o hálito refrescado, água canalizada e quentinha, sabonete (líquido) e outras coisas mais. "Não, alguns até moram mesmo na Europa e nos EUA há algum tempo!" Ainda pior, pois vivem sob a tortura e o dilema de quererem destruir aquilo que eles próprios desejariam para os seus países. Há muitas formas de obter informações, e só posso deplorar a CIA e os EUA por optarem pelo caminho fácil. Eu bem sei que esta afirmação pode causar um impacto inesperado em vários organismos da administração americana e da NATO, para não falar do Chirac que deve já andar à procura do meu número para me congratular, mas adiante que esse também deve andar com vontade de ressuscitar o Robespierre.
No dia em que os todos os habitantes dos países terroristas se puderem preocupar com a marca do sabonete que vão comprar, em vez da quantidade de comida que pode não chegar para toda a família, a paz chegará. É preciso afastar os que obnubilam os cidadãos e os forçam a ideologias que no íntimo os contrariam. E esses bárbaros que forçam a população a viver na miséria é que usam a tortura.
No dia em que os todos os habitantes dos países terroristas se puderem preocupar com a marca do sabonete que vão comprar, em vez da quantidade de comida que pode não chegar para toda a família, a paz chegará. É preciso afastar os que obnubilam os cidadãos e os forçam a ideologias que no íntimo os contrariam. E esses bárbaros que forçam a população a viver na miséria é que usam a tortura.
Pérolas literárias não editadas V
..." a minha filha entrou em casa a chorar porque tinha tido um dezoito e eu disse-lhe: Oh filha, tu choras por notas com que eu nunca me ri!"
Autoria: Laborinho Lúcio (tem direito a nome porque é célebre e não é meu amigo. Também é Ministro da República dos Açores)
Autoria: Laborinho Lúcio (tem direito a nome porque é célebre e não é meu amigo. Também é Ministro da República dos Açores)
Pérolas literárias não editadas IV
- Tiago! (em tom de cumprimento)
- Uma guitarra! (idem)
Autoria: Desconhecido e TD
- Uma guitarra! (idem)
Autoria: Desconhecido e TD
Insularidade
É a culpada de isto andar ainda mais parado. Hoje vou tentar aproveitar os 40 minutos a que tenho direito, ao máximo.
11.23.2005
No dia
em que as baratas vierem, não encontrarão um guerreiro resignado.
11.13.2005
Para quando...
Esta é uma expressão que cada vez mais tenho ouvido utilizar: "Para quando uma estrada em Cascos de Rolha?"; "Para quando instalações sanitárias no complexo gimnodesportivo?";"Para quando o meu bife com batatas fritas?". Começo a ficar preocupado porque a minha tolerância está a acabar. E isso não é nada bom uma vez que quando menos esperar(se bem que até já estou à espera. Aqui está outra expressão parola que eu próprio insisto em usar:"se bem que".) lá vai o meu lobo pré-frontal falhar e eu, começar a disparar desnecessariamente agressividades para cima da pessoa que por azar fizer transbordar o copo. Nunca levei no trombil por causa de certa falta de tacto, e raras vezes sabem responder-me à letra, o que não me deixa nada contente(que me respondam à letra claro!), embora em homeostasia com o Universo. Prometo, no entanto (aqui estou eu a abusar do que eu próprio abomino. A seguir ainda vou utilizar a expressão "cá estamos" . Epá até tentar brincar com esta expressão:"cá estamos" é mau e foleiro. Aliás ("aliás"! Mal.) este post está todo muito dinâmico, e acho que vou parar com isto.
11.09.2005
Pérolas Literárias Não Editadas III
"Nós quando jogamos, ou jogamos ou não jogamos."
Autoria: PS
Autoria: PS
11.02.2005
O Inferno sou eu?
Começo a não suportar quem confunde Frontalidade com Estupidez Impune. Não faz sentido que pessoas crescidas tratem outras pessoas crescidas como se de garotada se tratasse. A garotice só é boa para as brincadeiras, não para os relacionamentos ainda por cima com pessoas que não se conhecem bem e com as quais não se tem intimidade. Nem sempre é fácil lidar com estas pessoas. Por um lado porque já se passou a fase da imaturidade adolescente e o bate boca não é propriamente uma desporto agradável. Isso é engraçado e até tem um propósito entre os 12-17 anos. A partir daqui a maturidade vai-nos informando de que não somos tão importantes com isso, e que não vale a pena levar-mo-nos tão a sério.
Há quem insista em dizer tudo o que lhe vem à cabeça no momento que lhe aprouver e sentir-se muito bem com isso. Os civilizados é que se lixam porque não podem, não querem e não têm pachorra para responder à letra.
Não me misunderstendam, eu gosto de um bom conflito. Mas é de assuntos sobre os quais possa barbarizar sem que me digam a certa altura:"tu és feio!" Isto estraga tudo. É como aquele grau de discussão (não me apetece pôr link, procurem nos arquivos. Ou será no mescla?) em que o interlocutor lixado me começava a falar do benfica, bem a despropósito, só para tentar debater-se nas águas lamacentas em que se tinha metido.
Não sei que pense. Mas acho que estou a ter outra lição que é a de que durante toda a vida temos que aturar o que não deveria ser suposto aturar.
Há quem insista em dizer tudo o que lhe vem à cabeça no momento que lhe aprouver e sentir-se muito bem com isso. Os civilizados é que se lixam porque não podem, não querem e não têm pachorra para responder à letra.
Não me misunderstendam, eu gosto de um bom conflito. Mas é de assuntos sobre os quais possa barbarizar sem que me digam a certa altura:"tu és feio!" Isto estraga tudo. É como aquele grau de discussão (não me apetece pôr link, procurem nos arquivos. Ou será no mescla?) em que o interlocutor lixado me começava a falar do benfica, bem a despropósito, só para tentar debater-se nas águas lamacentas em que se tinha metido.
Não sei que pense. Mas acho que estou a ter outra lição que é a de que durante toda a vida temos que aturar o que não deveria ser suposto aturar.
Subscrever:
Mensagens (Atom)

