7.22.2009

Quando a língua peca por excesso

Soube há pouco tempo do quadragésimo aniversário desde o poiso do homem na Lua. Alunou, parece. A ouvir a reportagem americana, constatei com estupefacção que os gajos não disseram "the Eagle has lunated". A língua portuguesa tem decerto várias adiposidades complicadoras da comunicação para nós, os falantes, mas esta parece-me totalmente inaceitável. Uma coisa poisa no Mar, amarou. Poisa na Lua, alunou. E em Marte? Amartou? E Júpiter? Ajupitereou? Meus amigos, está na hora de perceber que a riqueza de uma língua não está nos penduricalhos. Vamos lá transformar o verbo aterrar em conceito abrangente de modo a ser usado para designar qualquer manobra de poiso de um artefacto em qualquer sítio, antes que vejamos nas primeiras páginas do jornais portugueses: "Homem conquista Marte: amartagem foi um sucesso".

7.19.2009

Há coisas que não vale a pena inventar

"Outro dia um grupo foi jantar, por €35 por cabeça: vinho mediano, um lombo grelhado com salada e batatas salteadas, tudo designações alteradas, rodeado de «gente nova» que comia salmão e bife tártaro e sentada em cadeiras impensáveis"

No Retornado.

7.15.2009

Injusto

A pricipal vantagem do pessoal progressista, vanguardista e assim, é que, deplorando as regras sociais vigentes usufruem do que o mundo conservado e conservador lhes oferece, sem obrigação ética, moral ou social de retribuir.

7.12.2009

Everytime a friend succeeds, I die a little

Foi Gore Vidal que expôs desta forma tão crua, curiosa e humorística mais uma das complexidades distintivas da humanidade.

O meu amigo Rogério vai amanhã fazer parte da conversa da Câmara Clara com Paula Moura Pinheiro. Depois de fazeres parte, comigo, de um programa de rádio e de uma coluna de jornal, há-de ser com naturalidade que encararás esse ícone da comunicação eyebrow.

7.09.2009

7.08.2009

Got it?

Uma das desvantagens em ser careca é que ningém nos leva a sério quando dizemos que precisamos de shampoo.

7.05.2009

A luta (infelizmente) continua


Encontram-se por aí burgessos alheados da realidade que pensam que a liberdade que têm é algo limpo e inatacável. Pois. Da mesma forma que os palhaços que fizeram estes panfletos pensavam que estavam a defender uma causa digna.

Daqui

7.03.2009

Johnny!

A idade não é um posto

Não concordo com quem condescende barbaridades aos séniores. Um cérebro com oitenta anos continua a ser um cérebro. Não será discriminação tratar um velhote como incapaz intelectualmente?