3.11.2006

O Malfica

Passou e já anda aí a azia de tripeiros e lagartada. Prefiro assim. Como já referi no outro blogue quando o porto ganhou a uefa, quando o Benfica ganha um jogo internacional não quero dividir a minha alegria com os adversários. Quero vê-los tristes e cheios de inveja. Assim como o contrário também devia ser o habitual. Vi os jornalistas a entrevistarem o adeptos do Everton e todos iam torcer pelo Benfica. Diziam-no a rir, como que antecipando o sabor do gozo ao toparem as caras do amigos mas adversários de clube.

Aniversários

Outra vez os esquecimentos. Uma abraço de aniversário para o Marco Nabais que fez 50 anos no dia 21 de Fevereiro. Que não te esqueças de me pagar uma grade (hei-de bebê-la sozinho, enquanto oiço o álbum do único branco cego).

3.09.2006

Se me vissem a cabecear de sono no banco de um comboio...

"É difícil encontrar um hábito ocidental que não ofenda a "rua árabe". Eu presumo que, se a "rua árabe" me visse ao acordar, haveria mortos e feridos durante várias semanas."

João Pereira Coutinho na Folha

Paradoxo

Os Green Day, com Billie Joe Cantando: "Don´t wanna be an american idiot".

3.07.2006

Pérolas Literárias Não Editadas XII (eurocentrismo no seu pior)

-B., o que é maior? A europa ou o mundo?
-Opá deixa-te dessas perguntas...

Autoria: B e H.

Burrices

Eu fui dos asnos que, dentro da minha profunda igonrância, achou que o Lula da Silva ia mudar para melhor algumas coisas no Brasil. Sabia que o gajo já não era radical, e que não era nenhum Hugo Chávez. Incomodou-me aquele convite muito mano/manero/bem na paz ao Gilberto Gil para ministro da cultura. O populismo consolidava-se. Depois foi esse mesmo ministro a tocar uns batuques com o Kofi na sede das Nações Unidas. Tudo "rejoiçou"!"Que bonito tudo aqui no batuque pela paz". As medidas do cabaz família e quejandos ao princípio não me pareciam compra de votos... Depois o mensalão, homicídios estranhos e grande reboliço nos média: lembro-me dos meus tempos de puto e do Collor de Melo, do impeachment e da vergonha que o povo brasileiro passou. E agora? Agora nada. O Lula diz que não sabia nada, confirma que é mais burro que um testo, chora, promete mais cabazes e a intelligentsia aplaude (ou como dizia o sr. Caroços: aplude). Foda-se! Onde estão os padres do costume a condenar e a pedir penitência?

O cúmulo foi a proposta de lei que impede os brasileiros de utilizar certas palavras que podem ofender as minorias. Aqui está o germe do ideal de civilização de Freitas do Amaral.

Aniversários

Não me lembro do aniversário do meu antigo blog, e deixei passar o aniversário deste. Pobres. No entanto há os outros para festejar. Estes rookies fazem um anito, e eu acho bem escrever daqui os parabéns, apesar da falta de humildade do fundador que ainda não foi capaz de agradecer publicamente (ou em privado, como lhe conviesse) aos dois amigos meus que inventaram a palavra que ele usou para o blogue. Mas é isto o sabugal, com os complexos tipicamente terrentos. Se fosse um qualquer palhaço de Coimbra teria direito a uma grade de minis sempre que visitasse à bela vila. Como são apenas gajos endémicos e demasiado fixes e que preferem ouvir AC/DC a Stereolab...

3.06.2006

Pérolas Literárias Não Editadas XI

No bar Osíris com João B. ao balcão. Transportando nervosamente um cd nas mãos...
"- Oh João mete aí este álbum a tocar...
- Meto-te é um murro nos cornos!!"

Autoria: Eu (ou qualquer incauto com as mesmas intenções ) e João B. ( que servia bebidas brancas qualquer que fosse a mistura por 100 paus. ).

DJ

Geralmente não gosto de discotecas. Paro mais em bares/tascas/cafés que passem rock. É com tristeza que se começa a transformar em raiva que noto que até o mais novato e iletrado dj insiste em repetir demasiadas músicas dia após dia. Eu compreendo-o como uma visão narcísica estúpido/profissional de quem julga que tem um público cativo que não dispensa as suas (não)-escolhas. Isto revela claro a falta de coragem em mostrar o que se conhece para além de uma ou outra intromissão por caminhos de inovação. "Se smashmouth é catchy até ao tutano, todas as semanas vou pôr isto a bombar"! Prefiro de longe o maluco do doom que hipnotizado pelos desenhos dos novos cds põe músicas que só ele e mais dois ou três gajos no mundo é que conhecem.( Não contam aqueles que põem som que ninguém conhece só pior isso mesmo. )

O pior pior é ter o Superunkown na mão e insistir sempre na black hole sun (grande música) ou, assumindo uma postura de gajo conhecedor, a Spoonman (grande música). Nunca ouvi a Superunknown num local público porquê? Porque os dj´s que passam rock nos bares e tascas a que fui são uns pretensiosos medricas.

Nomes

Quem aqui vem há algum tempo deve ter notado que mudei o nome à taberna. Zarabatana deu o berro. Primeiro porque me fartei. Há uns posts atrás apelei à colaboração dos visitantes para me ajudarem a escolher um novo dizer. Ninguém o fez, o que só demonstra as vidas atarefadas que essas duas ou três pessoas têm... Lembro-me da ameaça de um desprevenido, ocasional (ia pôr acidental mas depois tinha que pôr link) visitante que me ofereceu pancadaria se eu mudasse o nome porque segundo ele: " quando decidi criar um blogue pensei exactamente em zurze e zarabatana e foi com extremo desagrado que descobri que já alguém escolhera essas duas belas palavras". Claro que textualmente não foi assim que o visitante se exprimiu mas não me faltava mais nada do que ter de andar à procura de antigos posts meus e respectivos comentários! Caro visitante ocasional: o endereço continua zurze mas o nome mudou e é com pena que me mostro indisponível para um duelo devido a artroses que de há uns dois anos para cá me vêm atacando. Por outro lado regozijo-me porque vossa excelência poderá agora criar um blogue e chamá-lo de zarabatana mantendo a sua originalidade (embora de gosto duvidoso devo acrescentar. Zarabatana nunca me soou bem como nome de blogue. Mantive-o por preguiça. E por essa mesma preguiça substitui-o por algo que não é sequer um nome, é...).

A segunda razão pela mudança de nome tem que ver com o google (no link I know). Quando tenho curiosidade em saber a proveniência dos visitantes vou ao sitemeter. Lá apareciam umas bandeiras brasileiras de quando em vez. Contente e agitado pela putativa visita propositada de uma baiana maluca, procurava pormenores. "Como fazer uma zarabatana; zarabatana em casa;o que é uma zarabatana atapalkuirichipi?". Aqui estão as razões de visitas brasileiras. Para estes cá vai: Lede agora que nunca mais volto a falar disto!!
Zarabatana: tubo por onde se sopram setas. Pode ser uma cana, mas um tubo fininho de pvc é muito mais fixe e as setas feitas com papel com uma agulha na ponta deslizam tão bem que tornam as daqueles índios da américa numa pistola de água ao lado de uma magnum 44 que será a vossa zarabatana. Se lhe tirardes a agulha podeis brincar e pôr na linha o puto ranhoso que tem a mania que com um tubo de caneta bic e uma bolas de papel consegue ser muito mau.

3.04.2006

No dia

em que o papel higiénico pagar 5% de IVA, o culminar da civilização estará muito perto.

3.02.2006

Pérolas Literárias Não Editadas X

"-E eu que não gostava de cerveja!!?
- Eu também só tenho um álbum."

Autoria: TD e DF

Fozes do Arelho Internacionais

Percebo que as pessoas gostem de ir onde a água é mais quente, servem martinis enquanto apanham um sol fixe numa espreguiçadeira ortopédica. Compreendo até que gostem (muito até) de estar em pequenos fortes cheios de mantimentos enquanto à volta o pessoal se desunha com 1 dólar por dia. A sério! Mas transformar umas férias em pretexto para subida de estatuto parece-me forte. Falar da Foz do Arelho (que é bem fixe) da República Dominicana, como quem fala de um bar punk clandestino em plena Londres faz-me querer deixar de ouvir a conversa do mar calminho, quente e azul como nas fotografias.

4ª Classe

A luta de classes está mais quente que nunca. Eu cá, estou do lado dos que não foram nem querem ir a Fortaleza ou a Punta Cana.

Pérola Literárias não Editadas IX

(O sr. Coxo da Praça assa umas sardinhas)
ZG-" Aaaaah, belas sardinhas ! Agora uns pimentinhos e um copinho de vinho é qu´era...
CP-Tu nunca havias de beber vinho!
ZG- E tu nunca havias de beber água!"

Autoria: Zeca Graxa e Coxo da Praça (Posso escrever o nome porque são figuras públicas)