Que bandas é que andam aí? Eu desisti de me actualizar assim que comecei a aperceber-me da chegada dos Staind, Nickelback e mediocridades que tais.Claro que tenho os QOTSA e o seu genial último álbum em que Josh Homme domina a processo criativo e demosntra de que é feito o Rock puro. Bem sei que isto soa a batido do tipo .." a provar que o rock não morreu", mas não interessa muito porque quem percebe a sério o que quero dizer, ao ler o que acabei de escrever não bufa mas acena positivamente com a cabeça nem que seja mentalmente. Tenho os Mastodon e o seu metal que me soa a clássico mas com pedaços completamente autónomos do ponto de vista criativo do resto da cena. A bateria é brutal. Mas e depois? Além de Black label Society (já é um velhote mas pronto) o que é que anda por aí que valha a pena? Todos falam aí do novo pop e do chill out e do drum n´bass. Quando tiver 35 anos já me viro um pedacinho para aí tá bem? Agora quero barulho e Poder. Há uns anos os reis eram os Nirvana e os Metallica (do master of puppets e and justice for all claro) agora são os palhaços dos Linkin´park com as arrastadeiras na pele, com as suas músicas electro-metal-shit. Ide mas é ouvir Pitchshifter e aí sim vale a pena ouvir guitarras com electrónico. White Stripes? Não gasto dinheiro com isso. É bom ouvir na rádio e chega. The strokes? Neste momento nem seria capaz de assobiar uma música deles. Já está tudo visto? Don´t think so. A altura em que todas as músicas estão inventadas ainda vem longe. Vou mas é ouvir a Kashmir. Com estes sei com o que conto. O abrigo da certeza ainda é gerador do mais suave conforto.
P.S. Para breve um post sobre a inexplicável animosidade dos punks em geral, no que diz respeito aos Led Zeppelin, os primeiros gajos a fazer rock em condições e a cagar bem para o resto.
10.20.2005
10.19.2005
Pérolas literárias não editadas II
"Epá, não posso com aquele gajo! Mas também...Eu não posso com ninguém..."
Autoria: MN
Autoria: MN
No dia
em que as mesas deixarem de ter pernas, passarão a ser tapetes inúteis.
10.13.2005
E a chuva? Já não lavra?!
E estou aqui perante este cenário dantesco, em que a chuva lavra tudo por onde cai! É indescritível caros telespectadores, até a mais pequena erva sofreu a lavra desta chuva arrebatadora. É que o fogo pelo menos, como devem saber, não lavra em estradas, campos lavrados, ou betão armado. Pois esta chuva miudinha aparentemente inofensiva vai lavrando por onde passa. E reparem, três crianças copletamente lavradas pela água assassina! Vou tentar chegar até elas...Não.Impossível.
... Por esta altura já se formam pequenas correntes de água nas estradas, que lavram tudo à sua passagem. O comandante dos bombeiros avisou já que vai rebentar com a barragem para assim combater água com água. Mais uma vez a coragem, mestria e experiência dos bombeiros ao serviço da comunidade.
- Sr. comandante, como é que vão levar a cabo a destruição da barragem? É a opção mais correcta contra a lavra da chuva?
- Bom, parece-nos que a água lavra sem oposição. Tentámos tudo, inclusivamente pusémos uns quantos quilómetros quadrados de panos super-absorventes nos locais mais vulneráveis, mas ainda assim a chuva continua a lavrar por cima das casas das pessoas. Por isso decidimos avançar para o "last resort", que é a destruição da barragem.
-Ah, vejo que fala castelhano!
- Sim, influências dos colegas do Chile.
- Como pensa que a destruição da barragem vai acabar com este flagelo, que é o da chuva a lavrar?
- Bem, começamos por fechar as comportas completamente. Pedimos já a Espanha um reforço do caudal do rio durante duas. Desta forma a barragem fica um pouco mais cheia. De seguida fazemos uns furos no betão...
-Uns furos, então não podiam explodir com aquilo?!
-Lá está. Não temos fundos. Queria apelar ao governo para nos mandar umas reservas de plástico explosivo, até porque já ninguém usa dinamite, e respectivos detonadores, para não termos de fazer figura de país de terceiro mundo que para rebentar com uma barragem precisa de um berberquim!
- A falta de meios continua portanto, a ser um problema?
-Pois está claro!
-Mas adiante. E depois dos furos feitos?
- Depois é só esperar que a força da água faça o que tem a fazer.
- E se entretanto a chuva tiver deixado de lavrar?
- Er... Nesse caso o rebentamento da barragem será uma acção preventiva de novas lavras de chuva.
-As pessoas estão avisadas?
- Sim estão à sua espera para lhe gritarem muito aos ouvidos as coisas do costume. Ai a minha casinha, o meu dinheirinho,o meu cãozinho e outros diminutivos.
-Acerca do rebentamento da barragem.
-isso não porque isto é uma coisa que só aos bombeiros diz respeito. A população não compreenderia...
... Por esta altura já se formam pequenas correntes de água nas estradas, que lavram tudo à sua passagem. O comandante dos bombeiros avisou já que vai rebentar com a barragem para assim combater água com água. Mais uma vez a coragem, mestria e experiência dos bombeiros ao serviço da comunidade.
- Sr. comandante, como é que vão levar a cabo a destruição da barragem? É a opção mais correcta contra a lavra da chuva?
- Bom, parece-nos que a água lavra sem oposição. Tentámos tudo, inclusivamente pusémos uns quantos quilómetros quadrados de panos super-absorventes nos locais mais vulneráveis, mas ainda assim a chuva continua a lavrar por cima das casas das pessoas. Por isso decidimos avançar para o "last resort", que é a destruição da barragem.
-Ah, vejo que fala castelhano!
- Sim, influências dos colegas do Chile.
- Como pensa que a destruição da barragem vai acabar com este flagelo, que é o da chuva a lavrar?
- Bem, começamos por fechar as comportas completamente. Pedimos já a Espanha um reforço do caudal do rio durante duas. Desta forma a barragem fica um pouco mais cheia. De seguida fazemos uns furos no betão...
-Uns furos, então não podiam explodir com aquilo?!
-Lá está. Não temos fundos. Queria apelar ao governo para nos mandar umas reservas de plástico explosivo, até porque já ninguém usa dinamite, e respectivos detonadores, para não termos de fazer figura de país de terceiro mundo que para rebentar com uma barragem precisa de um berberquim!
- A falta de meios continua portanto, a ser um problema?
-Pois está claro!
-Mas adiante. E depois dos furos feitos?
- Depois é só esperar que a força da água faça o que tem a fazer.
- E se entretanto a chuva tiver deixado de lavrar?
- Er... Nesse caso o rebentamento da barragem será uma acção preventiva de novas lavras de chuva.
-As pessoas estão avisadas?
- Sim estão à sua espera para lhe gritarem muito aos ouvidos as coisas do costume. Ai a minha casinha, o meu dinheirinho,o meu cãozinho e outros diminutivos.
-Acerca do rebentamento da barragem.
-isso não porque isto é uma coisa que só aos bombeiros diz respeito. A população não compreenderia...
10.10.2005
Descobrimentos / Descobertas / Ciência / Geografia
Porque será que nem sempre se dá o melhor uso ao que é descoberto? O cérebro humano estará religiosamente ligado à auto-destruição? A bomba atómica, a bomba de hidrogénio, M-16, AK-47. Tudo coisas do arco da velha que a inteligência humana desenvolveu à custa de muito trabalho, dedicação e investimento. Coisas bonitas em teoria, pela capacidade de trabalho, de imaginação e de superação que os homens demonstram. Claro que os seus resultados são feios. A morte pela violência é uma má morte. Agora a possibilidade de um cogumelo destruidor fruto da imaginação, inteligência e trabalho de um conjunto de indivíduos, é arrebatadora. Teriam os samurais razão quando se recusaram a usar a pólvora, para os fins bélicos de que eles viviam? Ou foram apenas parvos na sua arrogância?
Demo cracia
Engraçado como Demo pode ter dois significados. O radical (povo) e o mais recente (demónio). Coisas do demo. Do povo? Do diabo?
Não gostei da vitória da Felgueiras, e o regozijo animalesco do Valentim deu-me volta ao estômago. Que raio de homem é que faz aquilo à frente de toda a gente?
Aliás, a Fatinha também demonstrou bem a sua personalidade pela forma como falou depois de certa a sua vitória.
O óbvio continua aí: cada povo tem os governantes que merece. Sem estúpidos pessimismos ou bolorentos optimismos, teremos que conceder que uns são bons, outros maus, uns assim assim e outros mereciam uma bala num joelho.
Não gostei da vitória da Felgueiras, e o regozijo animalesco do Valentim deu-me volta ao estômago. Que raio de homem é que faz aquilo à frente de toda a gente?
Aliás, a Fatinha também demonstrou bem a sua personalidade pela forma como falou depois de certa a sua vitória.
O óbvio continua aí: cada povo tem os governantes que merece. Sem estúpidos pessimismos ou bolorentos optimismos, teremos que conceder que uns são bons, outros maus, uns assim assim e outros mereciam uma bala num joelho.
10.06.2005
Aqui está
Um blog de alto gabarito. Atente-se no post dedicado ao Júlio Machado Vaz: "Ma-ca-ca-das! Ma-ca-ca-das!" EH!EH!EH! Já há algum tempo que não me ria assim por causa de um post!
Ah! Claro que um blog destes não poderia ter sido descoberto por obra e graça do divino Espírito Santo.
Ah! Claro que um blog destes não poderia ter sido descoberto por obra e graça do divino Espírito Santo.
Luis, és tu?
Alguém de Curitiba estado do Paraná gastou 2 min. e 36 seg no meu blog.
10.04.2005
Príncipezinho vs Indigentezito
Lembro-me quando uma professora me impingiu o livro do Princípezinho. É tão bonito, muito bem escrito e fala de forma filosófica e sábia da vida. É claro que com esta descrição fui logo com um pé atrás para a leitura. Ainda por cima havia duas ou três raparigas na turma que tinham o livro. Essas raparigas também não inspiravam grande confiança literária. Eu, fraquito(pensava eu) gostava era dos irmão Hardy, dos Cinco,Sete e do Sherlock Holmes.(Tintim, Astérix, Ric Hochet). Pensei que até seria bom ler aquilo para contactar com outro tipo de escrita e de pensamento. Epá não gostei nadinha, e a partir daí nunca mais me impingiram literatura "bonita" e com sentido". Se calhar por causa disso é que quando comecei a ler "o processo"(não tinha ideia de que tipo de escritor era o Franz)e não percebi patavina do que estava a acontecer, é que gostei tanto e aquilo tudo fez tanto sentido para mim. Claro que ainda me tentaram estragar o gozo quando um "entendido" me disse que a escrita do Kafka era densa. Sorri e pus-me a andar sem ligar.
9.30.2005
Futebol português volta aos bons velhos tempos
E ainda diziam que o Benfica é que era medíocre! Porra, até pode ser, mas o FCP e SCP (mais o SCP) conseguiram mais uma vez demonstrar que há vida lá para baixo da mediocridade.
Não percebo é os jornalistas que insistem em falar na "semana negra para o futebol"! Eu que sou um puto só do SCP lembro-me de umas 30 "noites negras". Casino Salzburgo, Viking, Rapid Vienna, and so on...Do Glorioso também me lembro do Bastia, mas carais, lembro-me de duas finais da Taça dos campeões Europeus!
Não percebo é os jornalistas que insistem em falar na "semana negra para o futebol"! Eu que sou um puto só do SCP lembro-me de umas 30 "noites negras". Casino Salzburgo, Viking, Rapid Vienna, and so on...Do Glorioso também me lembro do Bastia, mas carais, lembro-me de duas finais da Taça dos campeões Europeus!
9.28.2005
Pérolas literárias não editadas I
"Oh Pereira, qual é que foi a súplica do bófia?"
Autoria: EM
Autoria: EM
9.23.2005
Câmaras, Juntas, assembleias...
Por aqui discute-se e reflecte-se sobre as eleições autárquicas do concelho do Sabugal. Como sempre(e sem desprimor para o autor, e sim para os autarcas)as reflexões, discussões, opiniões andam à volta do de sempre. No interior, já no tempo do conde D. Henrique haveria o problema da interioridade, e imagino que o jovem Afonso Henriques entrou em desacordo com a mãe por ela não querer fazer umas piscinas lá para os lados de S.Mamede. É verdade. Mas isto não se trata de provincianismo (pelo menos estritamente local) porque um candidato a Lisboa(não me lembro se o Carmona se o Carrilho) anda a prometer piscinas a torto e a direito e já o saudoso Santana fez uma campanha em que dizia que faria uma piscina em cada bairro de Lisboa. Isto meus senhores é o que o povo quer, incluindo no Sabugal. Um ringue, e umas piscinas, até porque há terreolas à volta que também têm! Não discuto o interesse de infraestruturas recreativas. Elas são importantes. Até há uma empresa formada por gente do Sabugal vocacionada para os divertimentos mais extremos (não estou a falar de sexo). E essa é uma boa ideia. Pois a mim ainda ninguém nunca me desafiou para um paintball. Eu também nunca desafiei ninguém... Mas se eu bebesse copos com essa rapaziada, podem crer que já tinha espetado bolas de tinta na fuça de muita gente! E é para estes investimentos que tem que haver apoio popular (não é para andar com apitos na rua a berrar: "não qualquer coisa"!). O apoio passa por utilizar os serviços da empresa. Claro que esta em particular poderia usar o marketing de diversas formas para entusiasmar as pessoas de todo o país e quiçá do concelho. Uma empresa não anda sozinha por muito boa que seja a ideia que a suporta.
Os candidatos dos partidos são um problema paquidermal? O que é certo é que há um que vai ganhar e não vale a pena chorar sobre o leite que está em vias de ser derramado. Não está ao nosso alcance impedi-lo. Por isso o mais correcto, em vez de ladrar contra o sistema político, será usá-lo. Enfadar o presidente com as ideias exequíveis que se tenham, até ele pensar no assunto. Não pensar à partida que a trambalazanice do Presidente da Câmara se vai opôr com unhas e dentes à ideia. É difícil, mas também quem não dá para essas andanças, vai-se embora à procura de melhor.Para a América por exemplo. Se a terra desaparecer outras se formarão.
Além disto tudo quem precisa da Câmara Municipal? O que não falta são Bancos desejosos de ganhar dinheiro...
Os candidatos dos partidos são um problema paquidermal? O que é certo é que há um que vai ganhar e não vale a pena chorar sobre o leite que está em vias de ser derramado. Não está ao nosso alcance impedi-lo. Por isso o mais correcto, em vez de ladrar contra o sistema político, será usá-lo. Enfadar o presidente com as ideias exequíveis que se tenham, até ele pensar no assunto. Não pensar à partida que a trambalazanice do Presidente da Câmara se vai opôr com unhas e dentes à ideia. É difícil, mas também quem não dá para essas andanças, vai-se embora à procura de melhor.Para a América por exemplo. Se a terra desaparecer outras se formarão.
Além disto tudo quem precisa da Câmara Municipal? O que não falta são Bancos desejosos de ganhar dinheiro...
9.22.2005
Fátima Forever!
Fátima voltou e vai quedar-se livre! Este é realmente um país de brincadeira. Não vale a pena dizerem que as pessoas só falam mal do país sem fazerem nada para o mudar. Isto é uma situação que não cabe num país civilizado. Que fosse no Burundi, ou na Venezuela, um gajo levava a brincar. Agora aqui?!
E as velhotas com a fotografia da mulher? Tristes.É que não tenham dúvidas que todas elas ali estavam especadas a pensar: " se apareço no jornal, a xôdotôra Fátema aposto que arranja logo um lugarzinho à minha mais nova, coitadinha que não arranja emprego, tão inteligente que ela é...". E ainda há quem fale nas benfazejas revoltas populares! Perguntem ao Francisco que provou na pele a proverbial sabedoria popular. Este país precisa de Educação. Precisa de pessoas que tenham orgulho nelas próprias, sem terem necessidade de se imiscuir no meio de outras e assim formar massas informes que berram, apedrejam e glorificam. Eu ouvi uma Ti Mulher dizer que a Fátinha era como Deus na Terra! Nestas alturas tenho pena de Deus não existir como no velho testamento, para poder descer à terra e queimar com um raio a filhinha para a qual a Ti Mulher quer o tacho,ensinando assim à TM que não se dizem barbaridades daquelas. Porque ir à missa para depois transgredir desta forma atroz a segunda lei das Tábuas, não é admissível, por muita ignorância que haja. Há que reparar que nem sempre ignorância é sinónimo de de falta de bom senso/estupidez, mas quando tudo se junta é o fim da macacada!
Podemos sempre dar o benefício da dúvida e esperar que a Xôdotora Fátema não ganhe as eleições (já não peço um derrota vergonhosa), mas os ventos não auguram bons tempos, e os bandidos vão continuar a enegrecer as nossas ruas com os seus sorrisos amarelentos a dar para o verde bolor.
Venham-me cá com conversas contra a ideia de Elites que eu digo-vos... No me cojeis otra vez.
E as velhotas com a fotografia da mulher? Tristes.É que não tenham dúvidas que todas elas ali estavam especadas a pensar: " se apareço no jornal, a xôdotôra Fátema aposto que arranja logo um lugarzinho à minha mais nova, coitadinha que não arranja emprego, tão inteligente que ela é...". E ainda há quem fale nas benfazejas revoltas populares! Perguntem ao Francisco que provou na pele a proverbial sabedoria popular. Este país precisa de Educação. Precisa de pessoas que tenham orgulho nelas próprias, sem terem necessidade de se imiscuir no meio de outras e assim formar massas informes que berram, apedrejam e glorificam. Eu ouvi uma Ti Mulher dizer que a Fátinha era como Deus na Terra! Nestas alturas tenho pena de Deus não existir como no velho testamento, para poder descer à terra e queimar com um raio a filhinha para a qual a Ti Mulher quer o tacho,ensinando assim à TM que não se dizem barbaridades daquelas. Porque ir à missa para depois transgredir desta forma atroz a segunda lei das Tábuas, não é admissível, por muita ignorância que haja. Há que reparar que nem sempre ignorância é sinónimo de de falta de bom senso/estupidez, mas quando tudo se junta é o fim da macacada!
Podemos sempre dar o benefício da dúvida e esperar que a Xôdotora Fátema não ganhe as eleições (já não peço um derrota vergonhosa), mas os ventos não auguram bons tempos, e os bandidos vão continuar a enegrecer as nossas ruas com os seus sorrisos amarelentos a dar para o verde bolor.
Venham-me cá com conversas contra a ideia de Elites que eu digo-vos... No me cojeis otra vez.
9.16.2005
No dia
em que os políticos tiverem superado os seus traumas, e resolvido as suas frustrações, viveremos num mundo melhor.
9.07.2005
Ah! A gloriosa humanidade...
As catástrofes são, pieguices à parte, uma oportunidade de redenção para os seres humanos que assistem mas não sofrem fisicamente. Ao contrário do que me parece ser a regra, em que a compaixão, comiseração, coitadificação ocupam todo o espaço dedicado aos sentimentos, a empatia será talvez a melhor forma de lidar com o assunto. Assim,nas conversas em que tenho participado discute-se o que fazer numa situação destas (furacão). Não se desprezam as vítimas, pômo-nos no papel delas, e não temos a obrigação moral de chorar devido ao sofrimento alheio, porque estamos a pensar em formas de agir numa situação similar, ainda que impossível de vir a acontecer. É uma forma de solidariedade olhar para as imagens que passam na T.V. e dizer que parados e a gritar os desalojados não resolvem nada. Claro que dizer uma coisa destas contém o risco de ouvirmos o: "se fosses tu o que é que fazias, ãh?!" E é aqui que a empatia toma o seu lugar devido, porque se vai discutir o problema e o sofrimento humano sem ser da forma que a malta gosta tanto, que é lamentar-se com a morte lá bem longe, a uma distância segura e perfeitamente controlável, sem assumir a posição do desgraçado.
Lembrei-me disto tudo porque também já dei de caras com o pessoal partidário do ministro do ambiente Alemão e quejandos. Já escrevi há muito tempo aqui (não me apetece pôr link) um post sobre a América. Não os acho melhores nem piores que os outros, é apenas um país composto por seres humanos, com muitas coisas boas que têm servido de farol para toda a civilização ocidental.
Estas pessoas perderam completamente a sua oportunidade de redenção, e não resistiram a entrar no ridículo de atacar. O quê? O de sempre. Esta era uma boa oportunidade de os anti-américa demonstrarem que são racionais, e que se importam mesmo com a humanidade. Pelas reacções à catástrofe percebe-se que a política e a ideologia continuam e continuarão sempre a minar o desenvolvimento do ser humano civilizado.
Enquanto isso, o inominável, o horror, o indizível, a desgraça, o indescritível e todas estas palavras são guardadas para catátrofes que valham a pena, e não para fenómenos que aconteçam aos ricalhaços dos americanos.
Lembrei-me disto tudo porque também já dei de caras com o pessoal partidário do ministro do ambiente Alemão e quejandos. Já escrevi há muito tempo aqui (não me apetece pôr link) um post sobre a América. Não os acho melhores nem piores que os outros, é apenas um país composto por seres humanos, com muitas coisas boas que têm servido de farol para toda a civilização ocidental.
Estas pessoas perderam completamente a sua oportunidade de redenção, e não resistiram a entrar no ridículo de atacar. O quê? O de sempre. Esta era uma boa oportunidade de os anti-américa demonstrarem que são racionais, e que se importam mesmo com a humanidade. Pelas reacções à catástrofe percebe-se que a política e a ideologia continuam e continuarão sempre a minar o desenvolvimento do ser humano civilizado.
Enquanto isso, o inominável, o horror, o indizível, a desgraça, o indescritível e todas estas palavras são guardadas para catátrofes que valham a pena, e não para fenómenos que aconteçam aos ricalhaços dos americanos.
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